Especializada em peças de fixação, produtos químicos, ferramentas e equipamentos de proteção individual, a Wurth do Brasil acaba de lançar uma fita auto-adesiva para reparos que pode ser utilizada para reparos em carrocerias de caminhões.
Chamado de Veda Seal, o produto conta com duas superfícies distintas, uma de alumínio e outra de fixação asfáltica, que geram no local aplicado isolamento térmico e acústico. “Devido à proteção térmica e acústica é possível notar uma significativa redução de passagem de calor devido sua superfície aluminizada, além de isolar o interior do ambiente e absorver ruídos externos”, aponta Clécio Roberto, técnico de desenvolvimento de produtos da Divisão Cargo da Wurth do Brasil.
De acordo com a companhia de origem alemã, a novidade permite o arremate em baús de caminhão, para-choques, para-lamas, além de ser eficiente na vedação de tubulações de isolamento térmico, tubos de ventilação entre outros componentes automotivos.
Segundo Roberto, o Veda Seal molda-se à superfície na qual é aplicado, o que facilita o reparo no local danificado e evita que o produto descole com a trepidação do veículo. Ainda, devido ao fácil manuseio, a fita adesiva também é utilizada para consertos em regiões de difícil acesso, como quinas, cantos e curvaturas.
O produto é oferecido nos tamanhos 50 mm X 10 m, 100 mm X 10 m e 200 mm X 10 m.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Ramos Transportes investe em terminal três vezes maior em Brasília
Com a crescente demanda no Distrito Federal e região, a Ramos Transportes optou por investir em um terminal três vezes maior do que o antigo. A nova estrutura tem 60% de sua movimentação voltada ao segmento de e-commerce
A filial, com área de 3.036 m², dispõe de mais espaço no terminal cross-docking, na área de manobra e maior capacidade de armazenamento de cargas. O número de caminhões atendidos simultaneamente cresceu para 22 veículos – um aumento de 70% se comparado ao anterior, segundo a empresa.
O novo terminal está localizado em um condomínio logístico às margens da rodovia BR 475, fora do centro da cidade, o que, para a Ramos é um fator positivo e facilitador para os veículos que vem das mais diversas regiões do Brasil.
Com investimentos de R$ 6 milhões, o novo terminal é fruto de uma parceria entre a Ramos Transportes e a Álamo, empresa que atua no segmento de incorporações imobiliárias. Este é o terceiro projeto em conjunto das duas empresas, que também fecharam contratos com as filiais de Juiz de Fora e Belo Horizonte, ambas em Minas Gerais.
A filial, com área de 3.036 m², dispõe de mais espaço no terminal cross-docking, na área de manobra e maior capacidade de armazenamento de cargas. O número de caminhões atendidos simultaneamente cresceu para 22 veículos – um aumento de 70% se comparado ao anterior, segundo a empresa.
O novo terminal está localizado em um condomínio logístico às margens da rodovia BR 475, fora do centro da cidade, o que, para a Ramos é um fator positivo e facilitador para os veículos que vem das mais diversas regiões do Brasil.
Com investimentos de R$ 6 milhões, o novo terminal é fruto de uma parceria entre a Ramos Transportes e a Álamo, empresa que atua no segmento de incorporações imobiliárias. Este é o terceiro projeto em conjunto das duas empresas, que também fecharam contratos com as filiais de Juiz de Fora e Belo Horizonte, ambas em Minas Gerais.
Continental investirá US$ 210 milhões na fábrica de Camaçari, BA
Como parte de sua estratégia mundial de crescimento na produção de pneus, especialmente nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), a Continental acaba de anunciar que investirá US$ 210 milhões para expandir a capacidade de produção de sua fábrica de pneus localizada no Pólo Industrial de Camaçari, na Bahia.
De acordo com Matthias Schönberg, CEO da Continental Pneus Américas, o investimento permitirá à empresa praticamente dobrar a capacidade de produção da planta de Camaçari até o final de 2015
No último ano, a fábrica de pneus da Continental produziu cerca de 315 mil pneus de carga e 4,5 milhões de passeio. Para 2011, a capacidade produtiva será ampliada para mais de 450 mil pneus para caminhão e cinco milhões para veículos de passeio.
O objetivo do investimento é ampliar a produção de forma a atender o crescimento previsto para os mercados supridos pela unidade de Camaçari: o NAFTA, bloco econômico formado por Estados Unidos, Canadá e México, e a América Latina, na qual o Brasil ocupa uma posição de destaque, conforme explicação de Renato Sarzano, diretor-superintendente e responsável pelas operações comerciais de pneus da Continental na América Latina.
“Esse aporte nos permitirá otimizar processos, instalar novos equipamentos e criará mais 400 empregos diretos, beneficiando toda a região”, diz Pedro Matos, diretor-superintendente da fábrica de pneus da Continental, que foi inaugurada oficialmente em abril de 2006 e atualmente emprega 1.150 pessoas, ocupa uma área total de 800.000 m² e foi projetada de modo a permitir expansões.
Outro projeto importante para a companhia é ampliar a participação da marca como fornecedora de equipamento original para seus atuais clientes no Brasil. Hoje, os pneus Continental equipam de fábrica os caminhões da Iveco, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania, e carros produzidos pela Fiat, Ford, Renault e Volkswagen.
Em 2010, a Continental alcançou o market share recorde de 11,5% no segmento de reposição de pneus de passeio e caminhões leves e registrou um de seus melhores resultados operacionais no Brasil, com um aumento de 25% no volume de pneus comercializados em relação a 2009 e 38% no segmento de carga. Em todo o mundo, produziu e comercializou mais de 100 milhões de pneus de passageiro e de caminhões leves.
De acordo com Matthias Schönberg, CEO da Continental Pneus Américas, o investimento permitirá à empresa praticamente dobrar a capacidade de produção da planta de Camaçari até o final de 2015
No último ano, a fábrica de pneus da Continental produziu cerca de 315 mil pneus de carga e 4,5 milhões de passeio. Para 2011, a capacidade produtiva será ampliada para mais de 450 mil pneus para caminhão e cinco milhões para veículos de passeio.
O objetivo do investimento é ampliar a produção de forma a atender o crescimento previsto para os mercados supridos pela unidade de Camaçari: o NAFTA, bloco econômico formado por Estados Unidos, Canadá e México, e a América Latina, na qual o Brasil ocupa uma posição de destaque, conforme explicação de Renato Sarzano, diretor-superintendente e responsável pelas operações comerciais de pneus da Continental na América Latina.
“Esse aporte nos permitirá otimizar processos, instalar novos equipamentos e criará mais 400 empregos diretos, beneficiando toda a região”, diz Pedro Matos, diretor-superintendente da fábrica de pneus da Continental, que foi inaugurada oficialmente em abril de 2006 e atualmente emprega 1.150 pessoas, ocupa uma área total de 800.000 m² e foi projetada de modo a permitir expansões.
Outro projeto importante para a companhia é ampliar a participação da marca como fornecedora de equipamento original para seus atuais clientes no Brasil. Hoje, os pneus Continental equipam de fábrica os caminhões da Iveco, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania, e carros produzidos pela Fiat, Ford, Renault e Volkswagen.
Em 2010, a Continental alcançou o market share recorde de 11,5% no segmento de reposição de pneus de passeio e caminhões leves e registrou um de seus melhores resultados operacionais no Brasil, com um aumento de 25% no volume de pneus comercializados em relação a 2009 e 38% no segmento de carga. Em todo o mundo, produziu e comercializou mais de 100 milhões de pneus de passageiro e de caminhões leves.
Evento no RJ discutirá transporte marítimo de cargas e construção naval
Com realização prevista para os dias 28 e 29 deste mês, na cidade do Rio de Janeiro, o Maritime Summit 2011 irá promover a discussão de assuntos pertinentes ao transporte marítimo de cargas e à construção naval.
Entre os principais pontos que serão apresentados estão as projeções macroeconômicas, tecnologia offshore, portos secos, contratos de construção naval, a regularização dos estaleiros, entre outros.
A organização do evento destaca que os portos brasileiros registram recordes de movimentação de cargas mês após o outro e a expansão do setor de transporte marítimo é real e reflete a boa fase da economia. Portanto, o movimento positivo reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Sendo assim, para que todos os processos de funcionamento do setor sejam bem sucedidos, é preciso ampliar o conhecimento, principalmente a partir da interação de autoridades e especialistas com os profissionais envolvidos na gestão e operação do transporte marítimo de cargas e na construção naval.
Fonte: CNT
Entre os principais pontos que serão apresentados estão as projeções macroeconômicas, tecnologia offshore, portos secos, contratos de construção naval, a regularização dos estaleiros, entre outros.
A organização do evento destaca que os portos brasileiros registram recordes de movimentação de cargas mês após o outro e a expansão do setor de transporte marítimo é real e reflete a boa fase da economia. Portanto, o movimento positivo reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura.
Sendo assim, para que todos os processos de funcionamento do setor sejam bem sucedidos, é preciso ampliar o conhecimento, principalmente a partir da interação de autoridades e especialistas com os profissionais envolvidos na gestão e operação do transporte marítimo de cargas e na construção naval.
Fonte: CNT
MAN Latin America fecha venda de mais 105 chassis para montagem de carros-fortes
No último ano, o Grupo Protege adquiriu 400 unidades do VW 8.150E CE para a montagem de carros-fortes. Dando sequência aos investimentos, acaba de comprar mais 100 veículos do mesmo modelo junto a MAN Latin America, que acaba de vender outras cinco unidades à Transnacional, para a mesma finalidade.
Os veículos serão utilizados em operações de transporte do meio circulante, abastecimento de caixas eletrônicos, suprimentos e coletas provenientes da rede bancária, supermercados, casas lotéricas, lojas de departamento, postos de gasolina, entre outros.
"A aquisição dos veículos Volkswagen se deve ao processo de renovação da frota atual e o veículo que mais se ajustou ao programa foi o VW 8-150 Delivery, por sua agilidade operacional em regime urbano, que representa a maior parcela de nossa operação”, comenta João Cappi, diretor de administração, finanças e RH do Grupo Protege.
Os carros da Protege realizam mensalmente 260 mil operações e percorrem em média 2,5 milhões de quilômetros. Com isso, a opção pelo veículo da Man se deu também por conta de ele ser compatível com a política ambiental do Grupo e por proporcionar conforto ao usuário.
Já a Transnacional pretende expandir o volume de negócios no estado de São Paulo, focando varejo, bancos estatais e privados. Por isso, adquiriu cinco unidades com o intuito de ampliar a frota para atender as novas demandas. Ainda no primeiro semestre deste ano, a empresa pretende inaugurar uma base São Paulo.
O modelo VW 8.150E CE possui motor MWM Sprint eletrônico, distância entre-eixos de 2.850mm, válvula sensível a carga, coluna de direção e alavanca de mudanças especiais, dentre outras adaptações que a aplicação exige.
Os veículos serão utilizados em operações de transporte do meio circulante, abastecimento de caixas eletrônicos, suprimentos e coletas provenientes da rede bancária, supermercados, casas lotéricas, lojas de departamento, postos de gasolina, entre outros.
"A aquisição dos veículos Volkswagen se deve ao processo de renovação da frota atual e o veículo que mais se ajustou ao programa foi o VW 8-150 Delivery, por sua agilidade operacional em regime urbano, que representa a maior parcela de nossa operação”, comenta João Cappi, diretor de administração, finanças e RH do Grupo Protege.
Os carros da Protege realizam mensalmente 260 mil operações e percorrem em média 2,5 milhões de quilômetros. Com isso, a opção pelo veículo da Man se deu também por conta de ele ser compatível com a política ambiental do Grupo e por proporcionar conforto ao usuário.
Já a Transnacional pretende expandir o volume de negócios no estado de São Paulo, focando varejo, bancos estatais e privados. Por isso, adquiriu cinco unidades com o intuito de ampliar a frota para atender as novas demandas. Ainda no primeiro semestre deste ano, a empresa pretende inaugurar uma base São Paulo.
O modelo VW 8.150E CE possui motor MWM Sprint eletrônico, distância entre-eixos de 2.850mm, válvula sensível a carga, coluna de direção e alavanca de mudanças especiais, dentre outras adaptações que a aplicação exige.
Fonte: Logweb
Multimodal - Calçadista: a moda dita a logística
O calçado, hoje, é visto como uma carga tão urgente quanto perecível, pois é influenciado pela moda – a validade chega a ser menor que a do feijão. Isto implica em entrega acurada, já que o giro no ponto de venda é cadenciado e a perda de um dia no início da coleção pode se transformar em cinco ou seis no final.
Mais um setor abrangido pelo Prêmio Top do Transporte, promovido pelas revistas Logweb e Frota&Cia, é destacado nesta edição: o calçadista.
Trata-se de um setor regido pela moda, e isto faz a sua logística ser diferente em relação à de outros produtos.
“Embora a natureza da carga (fisicamente) não seja perecível, por tratar-se de moda, isso faz do calçado uma carga tão urgente quanto uma perecível. Hoje é uma tendência entre as fábricas de calçados possuírem várias ‘minicoleções’ dentro da coleção. Ou seja, o calçadista está preocupado em criar diferenciais dentro da sua própria coleção, isso num período mensal ou até mesmo a cada semana, por isso a redução do prazo de entrega e, portanto, a entrega acurada da mercadoria é tão importante.”
A explicação é de Fabiano Oliveira da Silva, gerente comercial da unidade de Porto Alegre do Expresso Jundiaí Logística e Transporte (Fone: 11 2152.6000). Ainda segundo ele, a perda de um único dia de venda de determinado produto pode significar um impacto expressivo na coleção, pois o giro no ponto de venda é cadenciado e a perda de um dia no início da coleção pode se transformar em cinco ou seis no final – e nenhum fabricante quer isso.
Análise semelhante faz Fabricio Faveri, diretor comercial da Vitória Provedora Logística (Fone: 51 3349.6900): “a dinâmica do setor é fantástica, já que o tempo de vida dos calçados é cada vez menor. É praticamente um produto perecível”.
De acordo com Faveri, a validade é menor do que a do feijão – se não vender em 90 dias, o produto já fica ultrapassado e perde o valor.
“As diferenças na logística não estão nos modelos internos das operações dos centros de distribuição e nos modelos dos processos de transporte, mas, sim, nas características deste mercado interno e externo e em sua complexidade no processo de criação, inovação, planejamento, produção e controle de demandas”, completa Daniel Mayo, diretor geral da Linx Fast Fashion (Fone: 11 2103.2455).
Ricardo Gelain, diretor de marketing da TNT (Fone: 11 3573.7700), também aponta as diferenças da logística calçadista com base nas características do produto em si: aumento considerável do varejo com pequenos e médios clientes; aumento exponencial nas vendas de calçados nas regiões NE e CO, gerando demanda de crescimento de malha de distribuição nestas regiões; e carga fracionada, com entregas porta-a-porta.
“A logística calçadista tem um perfil diferenciado, pois possui muitos SKUs em ‘pouca’ quantidade, a movimentação acontece em grades e existe o controle das amostras”, relaciona, por sua vez, Felippi Perez, diretor de projetos e negócios da Keepers Logística (Fone: 11 4151.9030).
Também quando fala sobre o que há de diferente na logística calçadista, em relação à de outros produtos, João Gongra Filho, da gerência da filial Expresso Cargo-SP da CSI Cargo (Fone: 11 4243. 9943), aponta o tipo de veículo específico para o transporte e a necessidade de escolta armada para os casos de exportação, quando do cruzamento de fronteira, por ser uma carga de alto valor. “O controle de tamanhos dos itens (grade) e a necessidade de armazenagem de produtos em áreas climatizadas são características que diferenciam este setor”, complementa Marcelo Flório, CEO da LOG Fashion (Fone: 11 4169.5278).
A LOGÍSTICA DO CALÇADO
E O COMÉRCIO EXTERIOR
Ana Cristina Klein é diretora da New Frontier Assessoria em Comércio Exterior (Fone: 51 3593.8789), e aponta os maiores problemas logísticos enfrentados pelas empresas do setor: os altos custos de transporte interno e despacho para tirar a mercadoria do país.
“É incrível, mas o custo de levar um contêiner da fábrica até o porto chega perto do custo de frete internacional de um contêiner. Estamos falando de toda a cadeia – transporte rodoviário, pedágios, custos portuários e de despacho.”
Para Ana Cristina, a solução passa, em primeiro lugar, pela opção de frete ferroviário ou hidroviário até os portos. “Dependemos demais do frete rodoviário. Os custos portuários também devem ser revistos. Acabamos exportando custos junto com o produto.”
Ainda segundo ela, “a altíssima agilidade das empresas transportadoras e os freight forwarders internacionais, acostumados a lidar com as mais diversas situações, ajudam a compensar os nossos gargalos logísticos. As dificuldades e a longa história da exportação de calçados fizeram surgir profissionais e empresas de logística de padrão internacional, sempre prontos e ágeis para ajudar os clientes”, completa a diretora da New Frontier.
Sobre as tendências para o setor calçadista em termos de logística, a diretora alega, inicialmente, que, para justificar os preços mais caros do nosso produto, hoje exportamos produtos de moda, de alto valor agregado. Segundo ela, existe uma tendência de mais embarques aéreos, de pedidos menores, para reposição rápida na loja do cliente. Isto faz o negócio girar mais rápido.
Tecnologias
Pelas suas características, como verificado, o setor calçadista requer o uso constante de tecnologia. E quais seriam as novas tecnologias em termos de transporte, manuseio e distribuição que estão sendo usadas?
Para Gongra Filho, da CSI Cargo, elas envolveriam softwares sofisticados que fornecem a posição exata dos produtos, para maior segurança de quem vende e de quem compra, independentemente do tamanho da empresa, on-line, garantindo transparência nas relações entre vendedores/compradores e transportadores.
Mayo, da Linx Fast Fashion, avisa que, atualmente, são diversas as tecnologias disponíveis ao setor calçadista. “Podemos começar citando os sistemas de planejamento em informação e controle ERP/WMS com aplicativos de gerenciamento das demandas de materiais, produção e distribuição MRP/MPS/DRP, continuando com os processos atualizados através da modernização e das inovações de equipamentos de automação, coletores e RFID, entre outros, e as metodologias voltadas às atividades complementares de manuseios, armazenagem e distribuição, acompanhadas dos sistemas de informação nas fases finais de expedição, transporte e a logística reversa, utilizando as tecnologias de informação e comunicação, EPC, EDI, monitoramentos via satélite e celular integradas a sistemas TMS e gerenciamento de riscos com processos interligados para total controle, qualidade e segurança operacional”, diz ele.
Gelain, da TNT, também aponta as novas tecnologias que estão sendo usadas no segmento calçadista: sistemas de rastreamento das cargas com interface direta com o sistema do cliente, provendo maior agilidade na comunicação dos eventos de entrega; otimização da informação do código de barras no rótulo do cliente para a leitura dos volumes dentro da malha de carregamento, tendo, assim, a informação compartilhada entre cliente x transportadora em um único processo; emissão da nota fiscal eletrônica (NF-e) e conhecimento de embarque eletrônico (CTRC-e); e utilização do Selo de Segurança, impresso direto nas fitas de fechamento dos volumes transportados.
Por sua vez, Katia Tavares, gerente de marketing da UPS SCS Transportes Brasil (Fone: 11 3123.9488), ressalta que a visibilidade e o rastreio das remessas são ferramentas oferecidas pelo mercado. De acordo com ela, com a concorrência acirrada das indústrias chinesas, é de suma importância para o empresário brasileiro identificar onde estão suas remessas e quando elas serão entregues. Além disso, a facilidade de preparar toda a documentação de transporte através de sistemas próprios ou pela internet facilita a operação diária das empresas. Além de ser mais rápido é menos passível de erro, evitando possíveis atrasos na entrega das mercadorias. “A terceirização da logística e distribuição também é uma nova opção, que reduz custos com armazenagem e melhora o controle e a visibilidade de estoque”, conclui Katia.
Faveri, da Vitória Provedora, acrescenta às tecnologias citadas, especificamente o uso de esteiras e de veículos adaptados (baú maior, devido à densidade da carga).
Especificamente no caso do Expresso Jundiaí, tem sido aplicada a tecnologia de movimentação com o uso de gaiolas, mesmo para a carga de calçados, que é volumosa. “Isto permite que a operação de cross-docking seja amplamente agilizada e os resultados são traduzidos em prazos de entrega muito mais enxutos”, conta Oliveira da Silva, gerente comercial da empresa.
Outra tecnologia que o Expresso Jundiaí tem buscado implementar é a roteirização de filiais de entrega diretamente nas etiquetas dos clientes. Isto reduz o tempo de manuseio dos volumes na filial de origem, pois elimina uma etiquetagem. “Dessa forma, é um grande ganho de performance em nossa operação, e que também resulta em redução do lead time do cliente”, completa Oliveira Silva.
Com a palavra, o embarcador
“Uma das maiores dificuldades das empresas é oferecer aos seus clientes pessoas qualificadas e treinadas no atendimento. Quando ocorre um extravio, muitas vezes o embarcador não recebe aviso de ocorrência para tomar providências em avisar o cliente, postergar títulos e repor a mercadoria para que o lote seja entregue completo. Não é incomum que o cliente entre em contato com o embarcador no vencimento do título informando que não recebeu a mercadoria. O embarcador, mediante esta informação, busca informação junto ao transportador e é neste ponto que as maiores dificuldades aparecem. Primeiro, pela falta de informação antecipada por parte do transportador. Segundo, na demora do retorno sobre a ocorrência da mercadoria não ter sido entregue. Terceiro, a falta de comprometimento dos responsáveis pela informação. Estes profissionais não percebem a grandiosidade e a importância da informação antecipada, sendo esta capaz de evitar grandes transtornos e prejuízos entre embarcador e cliente.”
A queixa é de Gerson Lanzer, supervisor de logística da Superstar Calçados (Fone: 51 3597.9797). Ainda segundo ele, estes problemas poderiam ser resolvidos com o treinamento constante, para busca da excelência em bem atender. Também podem ser relacionados investimentos em tecnologias para melhorar os controles operacionais, evitando, assim, extravios de mercadorias.
Afinal, como diz ele, o grande diferencial da logística do setor é um excelente nível de serviço, onde todos ganham: embarcadores, transportadores e clientes. “Hoje, na Superstar Calçados, trabalhamos com quatro transportadores, pois existem poucos que atendem à distribuição em nível Brasil. Por opção, fidelizamos estes quatro transportadores, dois menores, que prestam excelente nível de serviço, e dois maiores, onde o nível de serviço deveria ser melhorado imediatamente. Estes transportadores maiores não oferecem um nível de serviço adequado à sua importância no mercado. Todos os transportadores hoje oferecem transporte rodoviário, muito mais ágil, e nenhum oferece frete ferroviário, muito mais barato. Ainda faltam grandes investimentos em infraestrutura no setor”, conforma-se Lanzer.
Sobre as tendências para o setor calçadista em termos de logística, ele diz que umas das grandes é a busca de um parceiro que possa representar o embarcador de tal forma que os níveis de serviços, como prazos de entrega, extravios e avarias, girem em torno dos 97%. “Este número ainda pode ser considerado utópico. Uma parceria ideal é aquela em que a mercadoria coletada na indústria seja entregue no cliente no prazo determinado, no local determinado e na quantidade correta. A indústria calçadista percebe, hoje, como agregação de valor entregas conforme citadas acima. Imaginemos que a indústria de calçados confeccionou o pedido dentro do prazo estipulado e o transportador extraviou 2 volumes de um lote de 4. O cliente ficará sem o produto nas vitrines e os prejuízos em relação a esta ruptura não podem ser mensurados, como a exposição da marca nas lojas e a perda da venda com valor agregado, apesar das indenizações dos transportadores junto aos embarcadores”, completa o supervisor de logística da Superstar Calçados.
Tendências
Diante do que foi apresentado até agora pelos representantes dos Operadores Logísticos e transportadoras, quais seria as tendências no setor calçadista?
Para Gongra Filho, da CSI Cargo, elas envolvem maior eficiência na gestão dos estoques; agilização no recebimento e expedição de produtos; melhoria na eficiência do fluxo de produtos e informações; melhor gerenciamento do negócio; ampliação dos serviços aos clientes; intensificação do relacionamento entre transportadores e clientes; e redução dos custos na cadeia como um todo.
Perez, da Keepers Logística, aponta como tendências: os fabricantes venderem lotes menores, porém mais vezes ao longo do período; aumento da quantidade de SKUs para atender à demanda dos consumidores; e nível de estoque cada vez menor. “As tendências são: maior pulverização das entregas (Varejo) – Clientes/Cidades/Regiões; e pedidos com quantidades menores e aumento das entregas fracionadas”, completa o diretor de marketing da TNT.
Profissionalização das empresas visando à incorporação de novos conceitos e novas metodologias, e com objetivo de otimizar os processos internos e aumentar, a cada dia, a produtividade e a capacidade de reação diante das incertezas e flutuações da economia. Esta é a análise de Mayo, da Linx Fast Fashion.
O CEO da LOG Fashion acredita que a demanda por serviços logísticos para o segmento calçadista está crescendo muito, devido, principalmente, à profissionalização do setor, às fusões e aquisições, por isso, as necessidades por eficiência logística, foco no “core business” e redução de custos estão em evidência no setor. “Estes motivos, atrelados às perspectivas de crescimento econômico do Brasil e o consequente aumento do consumo, fazem com que a procura por serviços logísticos no segmento calçadista seja bem maior do que a oferta”, completa Flório.
Por sua vez, Oliveira da Silva, do Expresso Jundiaí, aponta, como tendência, o crescimento atrelado ao desenvolvimento. Segundo ele, há projeção de que a economia brasileira vá crescer a uma média de 5% ao ano, pelos próximos anos, sustentada, principalmente, pelo mercado doméstico. As classes C e D serão os motores deste crescimento. O transporte cresce em média o dobro do PIB, pois atua em vários momentos da construção do PIB. “Com base nestas projeções é possível traçar um cenário otimista para o setor, quando analisado o vetor de crescimento.”
Em contrapartida – ainda de acordo com o gerente comercial do Expresso Jundiaí –, os operadores do mercado precisarão buscar desenvolvimento, sobretudo em níveis de gestão. Isto envolve a busca por maior produtividade, atração de pessoas e retenção de competências individuais, construção de uma core competence para a empresa, gestão de custos e, principalmente, a busca e preservação de margens saudáveis, que permitam sustentar este desenvolvimento.
Faveri, da Vitória, também prevê aquecimento do mercado interno devido à queda do dólar e ao aumento de valor agregado no produto para fugir da concorrência com mercados de baixo valor agregado.
Finalizando este tópico, Katia, da UPS SCS, salienta que, hoje, a maior tendência é a inovação em design e sapatos de luxo. Segundo ela, como a China está investindo fortemente em calçados de baixa qualidade e de baixo custo também, as empresas calçadistas encontraram um novo nicho na área de calçados exclusivos e de ótima qualidade.
Problemas logísticos e soluções
Mesmo empregando tecnologias modernas e se preparando para um aquecimento, o setor calçadista ainda enfrenta problemas logísticos, a maioria deles fora das plantas das empresas e do domínio dos Operadores Logísticos e das transportadoras.
“Os problemas são de infraestrutura em geral. Os problemas de má conservação das estradas e congestionamentos em zonas urbanas já são amplamente difusos. Os problemas com os quais convivemos e que não são livremente propalados são os de falta de infraestrutura do varejo.”
Ainda de acordo com Oliveira da Silva, do Expresso Jundiaí, frequentemente “temos filas para descarga em shoppings, pois há apenas uma doca (ou poucas) para descarga dos transportadores. Muitos shoppings não possuem a estrutura de ruas internas para abastecimento das lojas pelo ‘backstage’”.
O gerente comercial diz, ainda, que outro problema frequente é a falta de estrutura das grandes redes de varejo, que obrigam os transportadores a permanecerem em filas intermináveis. “As ‘janelas de entrega’ possuem horário apenas de chegada, e não de saída, retêm comprovantes de entrega até a total conferência, terceirizam e cobram do transportador a descarga, dentre outras dificuldades que temos que administrar”, completa Oliveira da Silva.
Ainda de acordo com ele, não existe uma solução mágica para estes problemas. “Tecnologias aplicadas ao transporte, como RFID e leitores magnéticos, e veículos mais ágeis para entregas até ajudam, mas não resolvem de imediato, além de serem tecnologias caras se considerarmos numa cadeia de abastecimento completa. Somente o desenvolvimento de nossa economia e uma agenda de investimentos continuados por parte da iniciativa pública e privada poderão fazer a situação melhorar. Dentre possíveis medidas que atenuam estes problemas estão a capacitação e construção de novas estruturas, como novas estradas, novas vias de acesso, novos pontos comerciais mais estruturados para um giro de estoque maior, descentralizações dos grandes centros urbanos e, principalmente, maior preparo por parte de todos os integrantes da cadeia de suprimentos para pensar e fazer logística. O transportador hoje é muito cobrado e chamado a pensar, inovar e criar soluções logísticas, mas na verdade a situação só vai melhorar quando todos integrantes da cadeia pensarem e agirem no mesmo sentido”, completa o gerente comercial do Expresso Jundiaí.
Gelain, da TNT, também relaciona uma série de problemas, muitos parecidos com os apontados pelo entrevistado anterior: dificuldades de entregas em locais como Shopping Center, com curto horário de recebimento e penalidades nos atrasos – existe um aumento considerável no número de lojas de calçados em shopping em todo o Brasil; cargas de devolução/logística reversa; alta retenção de mercadorias nos terminais de carga, em processo de agendamento de datas com os clientes; faltas parciais; e atraso das informações vindas dos depósitos do Brasil.
Para ele, as soluções envolvem: adequação nos horários de entregas junto às grandes redes/ shoppings; aumento da qualidade do serviço nas coletas de fluxo reverso (devoluções); maior conferência das cargas nos embarques nas origens; maior segurança com os Danfes (Nfe).
Por sua vez, Katia, da UPS SCS, salienta que, para manter o setor competitivo, as entregas devem ser rápidas e acompanhar as mudanças de coleções. “O setor calçadista é um segmento de produtos perecíveis e, sendo assim, precisamos de soluções e modais de transporte diferenciados e o principal desafio é ajustar as necessidades do cliente às necessidades do mercado.”
Ainda para a gerente de marketing da UPS, a solução é oferecer ao cliente total suporte e consultoria em relação à documentação necessária, restrições alfandegárias e oportunidades de mercado. “Customização de processos e relatórios precisos com informações em tempo real sobre a situação e o posicionamento de cargas, flexibilidade de horário de coleta devido ao curto espaço de tempo para o preparo dos envios e visibilidade completa, diminuindo as preocupações da indústria calçadista com itens operacionais são as soluções”, conclui.
Mayo, da Linx Fast Fashion, relaciona que, a partir da globalização, um dos maiores problemas enfrentados pelo setor foi conseguir eficiência e qualidade na cadeia de suprimentos, exigidos pelo consumidor final. “Dito isto, podemos citar a necessidade de modernizar os processos internos de criação e inovação, com planejamento adequado e distribuição usando tecnologias apropriadas no limite certo de aplicação de recursos; e a necessidade de profissionalizar as equipes de forma integrada. Outro assunto que requer atenção especial é o processo de importação e exportação, em decorrência das influências econômicas e políticas, entre outras.”
Para o diretor geral da Linx Fast Fashion, uma solução viável para crescer de forma sustentável é “perder o medo” e desenvolver um parceiro operador logístico com capacitação técnica específica e comprovada, com potencial de investimento capaz de implementar todas as inovações tecnológicas disponíveis e aplicáveis para o desenvolvimento das atividades voltadas às suas necessidades, sem que a empresa do setor calçadista tire o foco do negócio e do mercado consumidor para administrar atividades técnicas especificas e disponíveis no mercado de prestação de serviços.
Por sua vez, Gongra Filho, da CSI Cargo, relaciona que os problemas enfrentados no setor envolvem a falta de equipamentos (caminhões), devido às sazonalidades de outros produtos, excesso de demanda para atendimento nos finais de meses, frota sucateada e restrição na circulação de veículos na capital paulista. As soluções incluem maior aproximação e maior participação dos transportadores nas decisões de logística de distribuição das empresas e abertura de uma linha de crédito especial para o setor transportador que atenda ao setor calçadista.
“Além dos problemas já conhecidos na logística em geral, como, por exemplo, infraestrutura da malha rodoviária e restrições de trânsito de veículos de carga em várias capitais, os principais problemas estão relacionados à deficiência de informação de todos os processos da cadeia calçadista, desde o início da produção até a entrega no cliente final, o que dificulta o dimensionamento e o melhor planejamento dos recursos logísticos (mão de obra, área de armazenagem e veículos) para obter melhor eficiência no abastecimento dos pontos de venda.”
Após o exposto, Flório, da LOG Fashion, acredita que, tendo um melhor modelo de informação e planejamento de demanda do setor, através da integração dos polos calçadistas brasileiros, seriam obtidos ganhos logísticos em toda cadeia e se evitariam custos desnecessários.
Faveri, da Vitória, aponta como problemas as fiscalizações, estradas em más condições e falta de profissionais qualificados, sendo que as soluções passam por uma política de renovação na área logística do país, qualificação e preparação de colaboradores.
Luiz Carlos Rodrigues da Silva, diretor comercial da TG Transportes Gerais (Fone: 31 3115.2700), também relaciona os problemas: coletas morosas e entregas feitas em lugares em que não se pode atuar com carros médios e nem grandes. “No caso da coleta, a solução seria que o embarcador nos comunicasse somente a hora que as mercadorias e a Nota Fiscal estivessem prontas e, no caso das entregas, seria que se voltasse a poder entregar com veículos médios”, completa.
“Existem poucos provedores de serviços logísticos especializados no setor calçadista, e uma boa parte deles ainda não aperfeiçoou de forma adequada seu armazém para atender a este tipo de produto. Mesmo quando a logística é própria, normalmente é considerada uma atividade secundária e faltam recursos, tecnologia e empenho por parte da indústria”, finaliza Perez, Keepers Logística.
Mais um setor abrangido pelo Prêmio Top do Transporte, promovido pelas revistas Logweb e Frota&Cia, é destacado nesta edição: o calçadista.
Trata-se de um setor regido pela moda, e isto faz a sua logística ser diferente em relação à de outros produtos.
“Embora a natureza da carga (fisicamente) não seja perecível, por tratar-se de moda, isso faz do calçado uma carga tão urgente quanto uma perecível. Hoje é uma tendência entre as fábricas de calçados possuírem várias ‘minicoleções’ dentro da coleção. Ou seja, o calçadista está preocupado em criar diferenciais dentro da sua própria coleção, isso num período mensal ou até mesmo a cada semana, por isso a redução do prazo de entrega e, portanto, a entrega acurada da mercadoria é tão importante.”
A explicação é de Fabiano Oliveira da Silva, gerente comercial da unidade de Porto Alegre do Expresso Jundiaí Logística e Transporte (Fone: 11 2152.6000). Ainda segundo ele, a perda de um único dia de venda de determinado produto pode significar um impacto expressivo na coleção, pois o giro no ponto de venda é cadenciado e a perda de um dia no início da coleção pode se transformar em cinco ou seis no final – e nenhum fabricante quer isso.
Análise semelhante faz Fabricio Faveri, diretor comercial da Vitória Provedora Logística (Fone: 51 3349.6900): “a dinâmica do setor é fantástica, já que o tempo de vida dos calçados é cada vez menor. É praticamente um produto perecível”.
De acordo com Faveri, a validade é menor do que a do feijão – se não vender em 90 dias, o produto já fica ultrapassado e perde o valor.
“As diferenças na logística não estão nos modelos internos das operações dos centros de distribuição e nos modelos dos processos de transporte, mas, sim, nas características deste mercado interno e externo e em sua complexidade no processo de criação, inovação, planejamento, produção e controle de demandas”, completa Daniel Mayo, diretor geral da Linx Fast Fashion (Fone: 11 2103.2455).
Ricardo Gelain, diretor de marketing da TNT (Fone: 11 3573.7700), também aponta as diferenças da logística calçadista com base nas características do produto em si: aumento considerável do varejo com pequenos e médios clientes; aumento exponencial nas vendas de calçados nas regiões NE e CO, gerando demanda de crescimento de malha de distribuição nestas regiões; e carga fracionada, com entregas porta-a-porta.
“A logística calçadista tem um perfil diferenciado, pois possui muitos SKUs em ‘pouca’ quantidade, a movimentação acontece em grades e existe o controle das amostras”, relaciona, por sua vez, Felippi Perez, diretor de projetos e negócios da Keepers Logística (Fone: 11 4151.9030).
Também quando fala sobre o que há de diferente na logística calçadista, em relação à de outros produtos, João Gongra Filho, da gerência da filial Expresso Cargo-SP da CSI Cargo (Fone: 11 4243. 9943), aponta o tipo de veículo específico para o transporte e a necessidade de escolta armada para os casos de exportação, quando do cruzamento de fronteira, por ser uma carga de alto valor. “O controle de tamanhos dos itens (grade) e a necessidade de armazenagem de produtos em áreas climatizadas são características que diferenciam este setor”, complementa Marcelo Flório, CEO da LOG Fashion (Fone: 11 4169.5278).
A LOGÍSTICA DO CALÇADO
E O COMÉRCIO EXTERIOR
Ana Cristina Klein é diretora da New Frontier Assessoria em Comércio Exterior (Fone: 51 3593.8789), e aponta os maiores problemas logísticos enfrentados pelas empresas do setor: os altos custos de transporte interno e despacho para tirar a mercadoria do país.
“É incrível, mas o custo de levar um contêiner da fábrica até o porto chega perto do custo de frete internacional de um contêiner. Estamos falando de toda a cadeia – transporte rodoviário, pedágios, custos portuários e de despacho.”
Para Ana Cristina, a solução passa, em primeiro lugar, pela opção de frete ferroviário ou hidroviário até os portos. “Dependemos demais do frete rodoviário. Os custos portuários também devem ser revistos. Acabamos exportando custos junto com o produto.”
Ainda segundo ela, “a altíssima agilidade das empresas transportadoras e os freight forwarders internacionais, acostumados a lidar com as mais diversas situações, ajudam a compensar os nossos gargalos logísticos. As dificuldades e a longa história da exportação de calçados fizeram surgir profissionais e empresas de logística de padrão internacional, sempre prontos e ágeis para ajudar os clientes”, completa a diretora da New Frontier.
Sobre as tendências para o setor calçadista em termos de logística, a diretora alega, inicialmente, que, para justificar os preços mais caros do nosso produto, hoje exportamos produtos de moda, de alto valor agregado. Segundo ela, existe uma tendência de mais embarques aéreos, de pedidos menores, para reposição rápida na loja do cliente. Isto faz o negócio girar mais rápido.
Tecnologias
Pelas suas características, como verificado, o setor calçadista requer o uso constante de tecnologia. E quais seriam as novas tecnologias em termos de transporte, manuseio e distribuição que estão sendo usadas?
Para Gongra Filho, da CSI Cargo, elas envolveriam softwares sofisticados que fornecem a posição exata dos produtos, para maior segurança de quem vende e de quem compra, independentemente do tamanho da empresa, on-line, garantindo transparência nas relações entre vendedores/compradores e transportadores.
Mayo, da Linx Fast Fashion, avisa que, atualmente, são diversas as tecnologias disponíveis ao setor calçadista. “Podemos começar citando os sistemas de planejamento em informação e controle ERP/WMS com aplicativos de gerenciamento das demandas de materiais, produção e distribuição MRP/MPS/DRP, continuando com os processos atualizados através da modernização e das inovações de equipamentos de automação, coletores e RFID, entre outros, e as metodologias voltadas às atividades complementares de manuseios, armazenagem e distribuição, acompanhadas dos sistemas de informação nas fases finais de expedição, transporte e a logística reversa, utilizando as tecnologias de informação e comunicação, EPC, EDI, monitoramentos via satélite e celular integradas a sistemas TMS e gerenciamento de riscos com processos interligados para total controle, qualidade e segurança operacional”, diz ele.
Gelain, da TNT, também aponta as novas tecnologias que estão sendo usadas no segmento calçadista: sistemas de rastreamento das cargas com interface direta com o sistema do cliente, provendo maior agilidade na comunicação dos eventos de entrega; otimização da informação do código de barras no rótulo do cliente para a leitura dos volumes dentro da malha de carregamento, tendo, assim, a informação compartilhada entre cliente x transportadora em um único processo; emissão da nota fiscal eletrônica (NF-e) e conhecimento de embarque eletrônico (CTRC-e); e utilização do Selo de Segurança, impresso direto nas fitas de fechamento dos volumes transportados.
Por sua vez, Katia Tavares, gerente de marketing da UPS SCS Transportes Brasil (Fone: 11 3123.9488), ressalta que a visibilidade e o rastreio das remessas são ferramentas oferecidas pelo mercado. De acordo com ela, com a concorrência acirrada das indústrias chinesas, é de suma importância para o empresário brasileiro identificar onde estão suas remessas e quando elas serão entregues. Além disso, a facilidade de preparar toda a documentação de transporte através de sistemas próprios ou pela internet facilita a operação diária das empresas. Além de ser mais rápido é menos passível de erro, evitando possíveis atrasos na entrega das mercadorias. “A terceirização da logística e distribuição também é uma nova opção, que reduz custos com armazenagem e melhora o controle e a visibilidade de estoque”, conclui Katia.
Faveri, da Vitória Provedora, acrescenta às tecnologias citadas, especificamente o uso de esteiras e de veículos adaptados (baú maior, devido à densidade da carga).
Especificamente no caso do Expresso Jundiaí, tem sido aplicada a tecnologia de movimentação com o uso de gaiolas, mesmo para a carga de calçados, que é volumosa. “Isto permite que a operação de cross-docking seja amplamente agilizada e os resultados são traduzidos em prazos de entrega muito mais enxutos”, conta Oliveira da Silva, gerente comercial da empresa.
Outra tecnologia que o Expresso Jundiaí tem buscado implementar é a roteirização de filiais de entrega diretamente nas etiquetas dos clientes. Isto reduz o tempo de manuseio dos volumes na filial de origem, pois elimina uma etiquetagem. “Dessa forma, é um grande ganho de performance em nossa operação, e que também resulta em redução do lead time do cliente”, completa Oliveira Silva.
Com a palavra, o embarcador
“Uma das maiores dificuldades das empresas é oferecer aos seus clientes pessoas qualificadas e treinadas no atendimento. Quando ocorre um extravio, muitas vezes o embarcador não recebe aviso de ocorrência para tomar providências em avisar o cliente, postergar títulos e repor a mercadoria para que o lote seja entregue completo. Não é incomum que o cliente entre em contato com o embarcador no vencimento do título informando que não recebeu a mercadoria. O embarcador, mediante esta informação, busca informação junto ao transportador e é neste ponto que as maiores dificuldades aparecem. Primeiro, pela falta de informação antecipada por parte do transportador. Segundo, na demora do retorno sobre a ocorrência da mercadoria não ter sido entregue. Terceiro, a falta de comprometimento dos responsáveis pela informação. Estes profissionais não percebem a grandiosidade e a importância da informação antecipada, sendo esta capaz de evitar grandes transtornos e prejuízos entre embarcador e cliente.”
A queixa é de Gerson Lanzer, supervisor de logística da Superstar Calçados (Fone: 51 3597.9797). Ainda segundo ele, estes problemas poderiam ser resolvidos com o treinamento constante, para busca da excelência em bem atender. Também podem ser relacionados investimentos em tecnologias para melhorar os controles operacionais, evitando, assim, extravios de mercadorias.
Afinal, como diz ele, o grande diferencial da logística do setor é um excelente nível de serviço, onde todos ganham: embarcadores, transportadores e clientes. “Hoje, na Superstar Calçados, trabalhamos com quatro transportadores, pois existem poucos que atendem à distribuição em nível Brasil. Por opção, fidelizamos estes quatro transportadores, dois menores, que prestam excelente nível de serviço, e dois maiores, onde o nível de serviço deveria ser melhorado imediatamente. Estes transportadores maiores não oferecem um nível de serviço adequado à sua importância no mercado. Todos os transportadores hoje oferecem transporte rodoviário, muito mais ágil, e nenhum oferece frete ferroviário, muito mais barato. Ainda faltam grandes investimentos em infraestrutura no setor”, conforma-se Lanzer.
Sobre as tendências para o setor calçadista em termos de logística, ele diz que umas das grandes é a busca de um parceiro que possa representar o embarcador de tal forma que os níveis de serviços, como prazos de entrega, extravios e avarias, girem em torno dos 97%. “Este número ainda pode ser considerado utópico. Uma parceria ideal é aquela em que a mercadoria coletada na indústria seja entregue no cliente no prazo determinado, no local determinado e na quantidade correta. A indústria calçadista percebe, hoje, como agregação de valor entregas conforme citadas acima. Imaginemos que a indústria de calçados confeccionou o pedido dentro do prazo estipulado e o transportador extraviou 2 volumes de um lote de 4. O cliente ficará sem o produto nas vitrines e os prejuízos em relação a esta ruptura não podem ser mensurados, como a exposição da marca nas lojas e a perda da venda com valor agregado, apesar das indenizações dos transportadores junto aos embarcadores”, completa o supervisor de logística da Superstar Calçados.
Tendências
Diante do que foi apresentado até agora pelos representantes dos Operadores Logísticos e transportadoras, quais seria as tendências no setor calçadista?
Para Gongra Filho, da CSI Cargo, elas envolvem maior eficiência na gestão dos estoques; agilização no recebimento e expedição de produtos; melhoria na eficiência do fluxo de produtos e informações; melhor gerenciamento do negócio; ampliação dos serviços aos clientes; intensificação do relacionamento entre transportadores e clientes; e redução dos custos na cadeia como um todo.
Perez, da Keepers Logística, aponta como tendências: os fabricantes venderem lotes menores, porém mais vezes ao longo do período; aumento da quantidade de SKUs para atender à demanda dos consumidores; e nível de estoque cada vez menor. “As tendências são: maior pulverização das entregas (Varejo) – Clientes/Cidades/Regiões; e pedidos com quantidades menores e aumento das entregas fracionadas”, completa o diretor de marketing da TNT.
Profissionalização das empresas visando à incorporação de novos conceitos e novas metodologias, e com objetivo de otimizar os processos internos e aumentar, a cada dia, a produtividade e a capacidade de reação diante das incertezas e flutuações da economia. Esta é a análise de Mayo, da Linx Fast Fashion.
O CEO da LOG Fashion acredita que a demanda por serviços logísticos para o segmento calçadista está crescendo muito, devido, principalmente, à profissionalização do setor, às fusões e aquisições, por isso, as necessidades por eficiência logística, foco no “core business” e redução de custos estão em evidência no setor. “Estes motivos, atrelados às perspectivas de crescimento econômico do Brasil e o consequente aumento do consumo, fazem com que a procura por serviços logísticos no segmento calçadista seja bem maior do que a oferta”, completa Flório.
Por sua vez, Oliveira da Silva, do Expresso Jundiaí, aponta, como tendência, o crescimento atrelado ao desenvolvimento. Segundo ele, há projeção de que a economia brasileira vá crescer a uma média de 5% ao ano, pelos próximos anos, sustentada, principalmente, pelo mercado doméstico. As classes C e D serão os motores deste crescimento. O transporte cresce em média o dobro do PIB, pois atua em vários momentos da construção do PIB. “Com base nestas projeções é possível traçar um cenário otimista para o setor, quando analisado o vetor de crescimento.”
Em contrapartida – ainda de acordo com o gerente comercial do Expresso Jundiaí –, os operadores do mercado precisarão buscar desenvolvimento, sobretudo em níveis de gestão. Isto envolve a busca por maior produtividade, atração de pessoas e retenção de competências individuais, construção de uma core competence para a empresa, gestão de custos e, principalmente, a busca e preservação de margens saudáveis, que permitam sustentar este desenvolvimento.
Faveri, da Vitória, também prevê aquecimento do mercado interno devido à queda do dólar e ao aumento de valor agregado no produto para fugir da concorrência com mercados de baixo valor agregado.
Finalizando este tópico, Katia, da UPS SCS, salienta que, hoje, a maior tendência é a inovação em design e sapatos de luxo. Segundo ela, como a China está investindo fortemente em calçados de baixa qualidade e de baixo custo também, as empresas calçadistas encontraram um novo nicho na área de calçados exclusivos e de ótima qualidade.
Problemas logísticos e soluções
Mesmo empregando tecnologias modernas e se preparando para um aquecimento, o setor calçadista ainda enfrenta problemas logísticos, a maioria deles fora das plantas das empresas e do domínio dos Operadores Logísticos e das transportadoras.
“Os problemas são de infraestrutura em geral. Os problemas de má conservação das estradas e congestionamentos em zonas urbanas já são amplamente difusos. Os problemas com os quais convivemos e que não são livremente propalados são os de falta de infraestrutura do varejo.”
Ainda de acordo com Oliveira da Silva, do Expresso Jundiaí, frequentemente “temos filas para descarga em shoppings, pois há apenas uma doca (ou poucas) para descarga dos transportadores. Muitos shoppings não possuem a estrutura de ruas internas para abastecimento das lojas pelo ‘backstage’”.
O gerente comercial diz, ainda, que outro problema frequente é a falta de estrutura das grandes redes de varejo, que obrigam os transportadores a permanecerem em filas intermináveis. “As ‘janelas de entrega’ possuem horário apenas de chegada, e não de saída, retêm comprovantes de entrega até a total conferência, terceirizam e cobram do transportador a descarga, dentre outras dificuldades que temos que administrar”, completa Oliveira da Silva.
Ainda de acordo com ele, não existe uma solução mágica para estes problemas. “Tecnologias aplicadas ao transporte, como RFID e leitores magnéticos, e veículos mais ágeis para entregas até ajudam, mas não resolvem de imediato, além de serem tecnologias caras se considerarmos numa cadeia de abastecimento completa. Somente o desenvolvimento de nossa economia e uma agenda de investimentos continuados por parte da iniciativa pública e privada poderão fazer a situação melhorar. Dentre possíveis medidas que atenuam estes problemas estão a capacitação e construção de novas estruturas, como novas estradas, novas vias de acesso, novos pontos comerciais mais estruturados para um giro de estoque maior, descentralizações dos grandes centros urbanos e, principalmente, maior preparo por parte de todos os integrantes da cadeia de suprimentos para pensar e fazer logística. O transportador hoje é muito cobrado e chamado a pensar, inovar e criar soluções logísticas, mas na verdade a situação só vai melhorar quando todos integrantes da cadeia pensarem e agirem no mesmo sentido”, completa o gerente comercial do Expresso Jundiaí.
Gelain, da TNT, também relaciona uma série de problemas, muitos parecidos com os apontados pelo entrevistado anterior: dificuldades de entregas em locais como Shopping Center, com curto horário de recebimento e penalidades nos atrasos – existe um aumento considerável no número de lojas de calçados em shopping em todo o Brasil; cargas de devolução/logística reversa; alta retenção de mercadorias nos terminais de carga, em processo de agendamento de datas com os clientes; faltas parciais; e atraso das informações vindas dos depósitos do Brasil.
Para ele, as soluções envolvem: adequação nos horários de entregas junto às grandes redes/ shoppings; aumento da qualidade do serviço nas coletas de fluxo reverso (devoluções); maior conferência das cargas nos embarques nas origens; maior segurança com os Danfes (Nfe).
Por sua vez, Katia, da UPS SCS, salienta que, para manter o setor competitivo, as entregas devem ser rápidas e acompanhar as mudanças de coleções. “O setor calçadista é um segmento de produtos perecíveis e, sendo assim, precisamos de soluções e modais de transporte diferenciados e o principal desafio é ajustar as necessidades do cliente às necessidades do mercado.”
Ainda para a gerente de marketing da UPS, a solução é oferecer ao cliente total suporte e consultoria em relação à documentação necessária, restrições alfandegárias e oportunidades de mercado. “Customização de processos e relatórios precisos com informações em tempo real sobre a situação e o posicionamento de cargas, flexibilidade de horário de coleta devido ao curto espaço de tempo para o preparo dos envios e visibilidade completa, diminuindo as preocupações da indústria calçadista com itens operacionais são as soluções”, conclui.
Mayo, da Linx Fast Fashion, relaciona que, a partir da globalização, um dos maiores problemas enfrentados pelo setor foi conseguir eficiência e qualidade na cadeia de suprimentos, exigidos pelo consumidor final. “Dito isto, podemos citar a necessidade de modernizar os processos internos de criação e inovação, com planejamento adequado e distribuição usando tecnologias apropriadas no limite certo de aplicação de recursos; e a necessidade de profissionalizar as equipes de forma integrada. Outro assunto que requer atenção especial é o processo de importação e exportação, em decorrência das influências econômicas e políticas, entre outras.”
Para o diretor geral da Linx Fast Fashion, uma solução viável para crescer de forma sustentável é “perder o medo” e desenvolver um parceiro operador logístico com capacitação técnica específica e comprovada, com potencial de investimento capaz de implementar todas as inovações tecnológicas disponíveis e aplicáveis para o desenvolvimento das atividades voltadas às suas necessidades, sem que a empresa do setor calçadista tire o foco do negócio e do mercado consumidor para administrar atividades técnicas especificas e disponíveis no mercado de prestação de serviços.
Por sua vez, Gongra Filho, da CSI Cargo, relaciona que os problemas enfrentados no setor envolvem a falta de equipamentos (caminhões), devido às sazonalidades de outros produtos, excesso de demanda para atendimento nos finais de meses, frota sucateada e restrição na circulação de veículos na capital paulista. As soluções incluem maior aproximação e maior participação dos transportadores nas decisões de logística de distribuição das empresas e abertura de uma linha de crédito especial para o setor transportador que atenda ao setor calçadista.
“Além dos problemas já conhecidos na logística em geral, como, por exemplo, infraestrutura da malha rodoviária e restrições de trânsito de veículos de carga em várias capitais, os principais problemas estão relacionados à deficiência de informação de todos os processos da cadeia calçadista, desde o início da produção até a entrega no cliente final, o que dificulta o dimensionamento e o melhor planejamento dos recursos logísticos (mão de obra, área de armazenagem e veículos) para obter melhor eficiência no abastecimento dos pontos de venda.”
Após o exposto, Flório, da LOG Fashion, acredita que, tendo um melhor modelo de informação e planejamento de demanda do setor, através da integração dos polos calçadistas brasileiros, seriam obtidos ganhos logísticos em toda cadeia e se evitariam custos desnecessários.
Faveri, da Vitória, aponta como problemas as fiscalizações, estradas em más condições e falta de profissionais qualificados, sendo que as soluções passam por uma política de renovação na área logística do país, qualificação e preparação de colaboradores.
Luiz Carlos Rodrigues da Silva, diretor comercial da TG Transportes Gerais (Fone: 31 3115.2700), também relaciona os problemas: coletas morosas e entregas feitas em lugares em que não se pode atuar com carros médios e nem grandes. “No caso da coleta, a solução seria que o embarcador nos comunicasse somente a hora que as mercadorias e a Nota Fiscal estivessem prontas e, no caso das entregas, seria que se voltasse a poder entregar com veículos médios”, completa.
“Existem poucos provedores de serviços logísticos especializados no setor calçadista, e uma boa parte deles ainda não aperfeiçoou de forma adequada seu armazém para atender a este tipo de produto. Mesmo quando a logística é própria, normalmente é considerada uma atividade secundária e faltam recursos, tecnologia e empenho por parte da indústria”, finaliza Perez, Keepers Logística.
Fonte: Logweb
quinta-feira, 3 de março de 2011
O IDELOG está selecionando candidatos para atuar em Suape
O IDELOG está selecionando candidatos para atuar em Suape, vagas para Supervisor de Logística e Engenheiro Mecânico.
Caso você tenha o perfil abaixo, cadastre-se imediatamente através do site: www.idelog.com.br (oportunidades, canto superior esquerdo). Estão sendo oferecidas 10 vagas para Supervisor de Logística e uma vaga para Engenheiro Mecânico (recém formado).
Perfil para o cargo de Supervisor de Logística:
Ter experiência movimentação e Armazenagem, preferencialmente área de transporte, boa desenvoltura, liderança e possibilidade de trabalhar em revezamento (diurno ou noturno).
Perfil para o cargo de Engenheiro Mecânico:
Ter concluído curso superior em engenharia mecânica ou mecatrônica.
Atenciosamente,
Diretoria do Instituto Logos SCM Capacitação e Desenvolvimento Ltda – IDELOG
Caso você tenha o perfil abaixo, cadastre-se imediatamente através do site: www.idelog.com.br (oportunidades, canto superior esquerdo). Estão sendo oferecidas 10 vagas para Supervisor de Logística e uma vaga para Engenheiro Mecânico (recém formado).
Perfil para o cargo de Supervisor de Logística:
Ter experiência movimentação e Armazenagem, preferencialmente área de transporte, boa desenvoltura, liderança e possibilidade de trabalhar em revezamento (diurno ou noturno).
Perfil para o cargo de Engenheiro Mecânico:
Ter concluído curso superior em engenharia mecânica ou mecatrônica.
Atenciosamente,
Diretoria do Instituto Logos SCM Capacitação e Desenvolvimento Ltda – IDELOG
Fonte: Diretoria IDELOG
Com a crise africana, combustível fica mais barato
Desde 2008 a Petrobras vendia no mercado brasileiro combustível a preços acima do que seriam praticados caso houvesse repasse integral da variação do preço do petróleo.
"Em 2010 a margem foi menor, mas se manteve positiva. No final do período, devido aos acontecimentos no Norte da África, houve alteração do preço, que não foi transferida para o mercado doméstico", disse Barbassa.
Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, a Petrobras pratica uma política que chama de convergência de preços no longo prazo, com o objetivo de não repassar para o consumidor brasileiro a volatilidade das cotações do mercado internacional, muitas vezes considerada especulativa pela estatal.
Fonte: Valor
Foto: Stock.xchng
A importância do cliente oculto no processo de venda
Bancos, supermercados, hotéis, redes de fast-food, o cliente oculto experimenta tudo, faz um monte de perguntas e no fim pode não comprar nada. O que é frustrante para muitos vendedores, para o varejo é uma poderosa e rápida ferramenta que detecta e corrige falhas na operação de vendas.A dinâmica do trabalho funciona da seguinte forma: uma pessoa de perfil semelhante ao do consumidor do produto ou serviço em questão é contratada por um instituto de pesquisa e treinada para ir até o ponto de venda se passar por um cliente comum. Na verdade, ela está ali para avaliar todos os detalhes do processo de venda.
Anualmente, cerca de oito pesquisadores do Instituto Methodus, um dos maiores da região sul, saem a campo para se passarem por clientes ocultos. Segundo o diretor executivo da entidade, Jefferson Jaques , a demanda tem aumentado na proporção em que mercado percebe a importância da ferramenta, que sendo bem conduzida é capaz de reter consumidores e alavancar os negócios.
Para Jaques, o consumo é uma experiência, e qualquer problema no atendimento pode acarretar na insatisfação e diminuição do desejo em adquirir o produto.
O profissional afirma que o serviço de consumidor espião movimentou no mundo inteiro U$ 200 milhões em 2009, só a Methodus obteve aumento de 30% em seu volume de negócios desde a implementação do serviço em 2007.
A realidade do mercado hoje mostra que o atual objetivo das empresas do varejo ao utilizar o recurso de clientes ocultos está transitando para uma nova ótica: o caráter punitivo ao funcionário que não cumpre as orientações cede espaço para a melhoria do processo de vendas como um todo.
O cliente misterioso tem ajudado a impulsionar questões como cross-selling (venda cruzada) ou up-selling (venda a mais). Nesse caso chegou-se mesmo a fazer programas de visitas premiadas, nos quais os clientes já iam com um brinde na bolsa para presentear o funcionário de uma rede de alimentação, por exemplo, que oferecesse sobremesa.
"O intuito do trabalho não é a punição, mas sim fazer com que eles disseminem um bom comportamento de venda, ou seja, a ideia é que os colaboradores tenham em mente que qualquer um pode ser um cliente misterioso. Esse tipo de trabalho age como um indicador para que ocorra uma mudança de cultura na empresa", afirma Jaques.
Texto: Eliana Camejo Comunicação Empresarial
Foto: Stock.xchng
Ramos mostra como o CT-e beneficia clientes e transportadoras
O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), novo documento fiscal digital, diminuiu a burocracia e otimizou o tempo de parada dos caminhões nos Postos Fiscais de fronteira. E o grande beneficiado é o cliente, que consegue receber a carga bem mais rápido. Pensando na agilidade das entregas, a Ramos Transportes já aderiu ao sistema até nos estados em que a emissão ainda é voluntária.
Além da agilidade nos Postos Fiscais e na entrega da carga, o novo documento auxilia no planejamento de logística, pois toda a documentação é transmitida para o cliente ainda antes da saída da mercadoria do Centro de Distribuição. A padronização dos documentos elimina a burocracia e colabora com a integração de informação com os demais estados.
Para a empresa, ainda há outros benefícios, como redução no custo operacional, diminuição na quantidade de materiais impressos, envio e armazenamento de documentos fiscais. “A primeira importância do CT-e para a Ramos é, na verdade, uma importância para o meio ambiente. O fim da utilização do formulário contínuo reduzirá o consumo de papel”, diz Valdir Oliveira, gerente de contabilidade da empresa. A Ramos Transportes já diminuiu esse uso em torno de 50% e espera reduzir o consumo a zero.
“Em seguida, também há a importância digital, deixando a empresa preparada para evoluções tecnológicas que visam redução de custos e melhorias de processos que beneficiam os nossos clientes”, conclui o colaborador.
CT-e
O Governo convidou as empresas de transporte para entrar no projeto piloto do CT-e ainda em 2006. A Secretaria da Fazenda de cada estado definiu o uso como voluntário ou obrigatório. Em 2009, o estado do Mato Grosso decretou como obrigatório. A partir daquele momento, a Ramos Transportes aderiu à emissão eletrônica em todos os seus terminais. Apenas o Distrito Federal, Pernambuco, Amapá e Roraima ainda não permitem a emissão.
Texto: Assessoria de Imprensa da ramos Transportes
Além da agilidade nos Postos Fiscais e na entrega da carga, o novo documento auxilia no planejamento de logística, pois toda a documentação é transmitida para o cliente ainda antes da saída da mercadoria do Centro de Distribuição. A padronização dos documentos elimina a burocracia e colabora com a integração de informação com os demais estados.
Para a empresa, ainda há outros benefícios, como redução no custo operacional, diminuição na quantidade de materiais impressos, envio e armazenamento de documentos fiscais. “A primeira importância do CT-e para a Ramos é, na verdade, uma importância para o meio ambiente. O fim da utilização do formulário contínuo reduzirá o consumo de papel”, diz Valdir Oliveira, gerente de contabilidade da empresa. A Ramos Transportes já diminuiu esse uso em torno de 50% e espera reduzir o consumo a zero.
“Em seguida, também há a importância digital, deixando a empresa preparada para evoluções tecnológicas que visam redução de custos e melhorias de processos que beneficiam os nossos clientes”, conclui o colaborador.
CT-e
O Governo convidou as empresas de transporte para entrar no projeto piloto do CT-e ainda em 2006. A Secretaria da Fazenda de cada estado definiu o uso como voluntário ou obrigatório. Em 2009, o estado do Mato Grosso decretou como obrigatório. A partir daquele momento, a Ramos Transportes aderiu à emissão eletrônica em todos os seus terminais. Apenas o Distrito Federal, Pernambuco, Amapá e Roraima ainda não permitem a emissão.
Texto: Assessoria de Imprensa da ramos Transportes
Criada empresa de logística para o transporte de etanol
Nesta terça-feira (01/03) foi firmado o acordo de acionistas que cria a Logum Logística S.A., empresa que será responsável pela implantação de um abrangente sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de etanol. A sociedade anônima fechada de capital autorizado é composta por ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal divididas da seguinte forma: Petrobras, 20%; Copersucar S.A., 20%; Cosan S.A. Indústria e Comércio, 20%; Odebrecht Transport Participações S.A., 20%; Camargo Correa Óleo e Gás S.A., 10%; Uniduto Logística S.A., 10%. O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$100 milhões.
A Logum Logística S.A. será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.
Com investimentos de R$ 6 bilhões, o Sistema Multimodal de Logística de Etanol terá aproximadamente 1.300km de extensão e atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Parte deste sistema integrado será composto por um duto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia; o primeiro trecho entre Ribeirão Preto e Paulínia, até então sob responsabilidade da PMCC SA, teve inicio em novembro passado com as primeiras contratações de serviços, projetos e instalações. O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro. A Transpetro deverá também operar os dutos do sistema a serviço da Logum Logística S.A.
A combinação dos modais dutoviário e hidroviário tem como finalidade a racionalização do processo de transporte do etanol, com menores custos. O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância. Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema levará agilidade ao processo de exportação do etanol. Hoje, a maior parte do produto é transportada até os portos através de caminhões.
O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de 10 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.
A maior parte do sistema será construído utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Essa característica do novo sistema proporcionará a redução do número de caminhões em rodovias e o menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.
A Logum Logística S.A. será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.
Com investimentos de R$ 6 bilhões, o Sistema Multimodal de Logística de Etanol terá aproximadamente 1.300km de extensão e atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Parte deste sistema integrado será composto por um duto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia; o primeiro trecho entre Ribeirão Preto e Paulínia, até então sob responsabilidade da PMCC SA, teve inicio em novembro passado com as primeiras contratações de serviços, projetos e instalações. O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro. A Transpetro deverá também operar os dutos do sistema a serviço da Logum Logística S.A.
A combinação dos modais dutoviário e hidroviário tem como finalidade a racionalização do processo de transporte do etanol, com menores custos. O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância. Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema levará agilidade ao processo de exportação do etanol. Hoje, a maior parte do produto é transportada até os portos através de caminhões.
O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de 10 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.
A maior parte do sistema será construído utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Essa característica do novo sistema proporcionará a redução do número de caminhões em rodovias e o menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.
Criada empresa de logística para o transporte de etanol
Nesta terça-feira (01/03) foi firmado o acordo de acionistas que cria a Logum Logística S.A., empresa que será responsável pela implantação de um abrangente sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de etanol. A sociedade anônima fechada de capital autorizado é composta por ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal divididas da seguinte forma: Petrobras, 20%; Copersucar S.A., 20%; Cosan S.A. Indústria e Comércio, 20%; Odebrecht Transport Participações S.A., 20%; Camargo Correa Óleo e Gás S.A., 10%; Uniduto Logística S.A., 10%. O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$100 milhões.
A Logum Logística S.A. será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.
Com investimentos de R$ 6 bilhões, oSistema Multimodal de Logística de Etanol terá aproximadamente 1.300km de extensão e atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Parte deste sistema integrado será composto por um duto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia; o primeiro trecho entre Ribeirão Preto e Paulínia, até então sob responsabilidade da PMCC SA, teve inicio em novembro passado com as primeiras contratações de serviços, projetos e instalações. O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro. A Transpetro deverá também operar os dutos do sistema a serviço da Logum Logística S.A.
A combinação dos modais dutoviário e hidroviário tem como finalidade a racionalização do processo de transporte do etanol, com menores custos. O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância. Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema levará agilidade ao processo de exportação do etanol. Hoje, a maior parte do produto é transportada até os portos através de caminhões.
O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de 10 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.
A maior parte do sistema será construído utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Essa característica do novo sistema proporcionará a redução do número de caminhões em rodovias e o menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.

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