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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Betânia investe em nova fábrica de laticínios em Pernambuco

A Betânia, empresa cearense de laticínios, vai instalar uma unidade da fábrica em Garanhuns, em Pernambuco. Na última quarta-feira (23/2), o presidente da companhia, Jorge Parente, foi a Recife, reunir-se com representantes do governo para tratar das negociações. O valor do investimento e a data para início das operações da nova fábrica não foram divulgados.

Segundo, estão sendo apresentados alguns incentivos para que o agreste pernambucano receba a Betânia. "Foi-nos fornecido um terreno de dois hectares e uma galpão de 600 metros quadrados. Além disso, nos foi sinalizado um incentivo fiscal de 90% de ICMS por um período de 15 anos", afirmou o empresário, antes de seguir viagem para se encontrar com secretário de Agricultura de Pernambuco, Ranilson Ramos. Na pauta, as tratativas a respeito da captação de leite para subsidiar a produção necessária para o funcionamento da fábrica. É o caso da colocação de tanques de resfriamento de leite em locais estratégicos naquele estado.

"A ideia é começar a operação dessa futura fábrica com captação de aproximadamente 120 mil a 150 mil litros de leite por dia, o que daria por volta de 3,5 milhões a 4 milhões de litros por mês", contou Parente. Será a terceira fábrica da Betânia no País. A segunda foi inaugurada no ano passado em Nossa Senhora da Glória, no sertão de Sergipe, com incentivo fiscal de 94% do ICMS.


Fonte: Diário do Nordeste

Braspress oferece 39 vagas para motoristas mulheres

A Braspress, empresa de Encomendas Urgentes, é pioneira na contratação de motoristas mulheres e atualmente oferece 39 vagas para motoristas de caminhão do sexo feminino.

Essas vagas estão distribuídas nas cidades de Blumenau (1); Barueri (6); Campinas (4); Curitiba (4); Florianópolis (1); Franca (1); Goiânia (2); Jaraguá do Sul (4); Recife (1), Rio (4); São José do Rio Preto (1); Sorocaba (1); Salvador (1) e São Paulo (8).

Atualmente, a Braspress emprega 757 motoristas, sendo que 264 são motoristas do sexo feminino e no contexto geral de 5.465 colaboradores, cerca de 30% são mulheres.

Há 12 anos, a Braspress, com atuação em todo o Brasil, adotou a filosofia de contratar mulheres para dirigir seus caminhões, realizando um programa de treinamento específico para elas até que as mesmas se transformem em  profissionais do volante.

A ideia pioneira adotada pelo Diretor-Presidente da Braspress, Urubatan Helou, parecia uma alternativa de Marketing. Mas o dia-a-dia das atividades mostrou que ele tinha encontrado um dos caminhos para o aumento da produtividade e da melhoria da capacitação profissional no setor de Transporte Rodoviário de Cargas, além de abrir espaço para as mulheres num competitivo mercado de trabalho.

“Nossos controles internos mostraram que as motoristas mulheres têm maiores cuidados operacionais com os veículos, colaborando para a manutenção dos caminhões; sabem ser educadas nos relacionamentos com os clientes e no trânsito são pacientes, o que levou a redução de batidas e dos custos de manutenção, incluindo funilaria. Por isso, temos procurado incentivar a participação dessas profissionais no Setor de Transportes, outrora tradicional reduto de trabalho predominantemente masculino”, afirma Urubatan Helou, diretor-presidente da Braspress, que adotou o slogan “Competência não tem sexo”.

Argentina cria barreiras contra a importação de 600 produtos

Depois de ampliar as licenças não automáticas (LNAs) de importação para 600 produtos a partir de março, o governo argentino voltou a afirmar que as barreiras não afetarão os itens provenientes de mercados do Mercosul (Brasil, Paraguai e Uruguai). Por causa da medida, o ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, foi a Buenos Aires na última sexta-feira (18/2) para conversar com sua colega, Débora Giorgi.

"As licenças não automáticas que a Argentina aplica perseguem o objetivo de monitorar as importações provenientes de países de fora do Mercosul e de nenhuma maneira estão dirigidas a criar obstáculos ao comércio com os sócios do Mercosul", disse o secretário argentino de Indústria e Comércio, Eduardo Bianchi, durante reunião do Grupo Mercado Comum do Mercosul em Assunção, no Paraguai.

Na mesma reunião, o secretário de Comércio e Relações Econômicas Internacionais da Chancelaria da Argentina, Luis María Kreckler, também garantiu que os produtos dos países sócios não serão afetados. Giorgi, também presente, afirmou que o Brasil não será prejudicado pelas novas barreiras, que têm o poder de tornar mais lenta a entrada dos produtos importados no mercado argentino. O prazo máximo permitido pelas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) é de 60 dias.

O medo do governo brasileiro é que o mecanismo seja usado por períodos superiores aos 60 dias, como já aconteceu anteriormente. Para evitar isso, os dois países criaram uma comissão especial que acompanhará a tramitação das licenças aos produtos importados. Essa comissão funcionaria no âmbito das reuniões bilaterais realizadas entre a Argentina e o Brasil, que já acontecem desde 2003. O governo federal já faz o levantamento dos números relacionados aos produtos da lista, mas a Casa Rosada ainda analisa a proposta brasileira.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, através de sua secretaria de Comério, também pediu que as empresas nacionais informem à comissão sobre possíveis atrasos na liberação das licenças para produtos brasileiros. O mesmo deve ser feito entre a Argentina e os outros membros do Mercosul.

"Estes grupos vão trocar informações sobre os trâmites e se reunirão de maneira periódica para analisar a evolução do intercâmbio comercial", disse Bianchi.


Fonte: Redação Época, com Agência Estado

Rodovisa transportou no ano passado 122% mais cargas que em 2008

A Rodovisa, especializada no transporte rodoviário de cargas aéreas e marítimas e em serviços logísticos, sediada em Campinas, SP, encerrou 2010 com recorde de movimentação de cargas. Durante o ano, a empresa transportou cerca de 100 mil toneladas, volume 122% maior do que o movimentado no ano de 2008 – que até então tinha sido o melhor para a empresa em volume transportado, com 45 mil toneladas.

O crescimento verificado foi ainda maior em relação a 2009, quando a empresa, sentindo os efeitos da crise financeira mundial, movimentou 37 mil toneladas. Em termos de faturamento, o crescimento foi de 40% em relação ao ano passado.

Segundo Alnir Turola (foto), diretor comercial da Rodovisa, os números obtidos pela empresa refletem o bom ano vivido pela economia brasileira de uma forma geral. “2010 foi um ano de retomada, com crescimento nos principais setores atendidos pela Rodovisa, como o agropecuário e de eletroeletrônicos. Estamos investindo e nos estruturando para aproveitar as oportunidades também em 2011”, afirma.

Para 2011, a expectativa da empresa é ampliar seu faturamento em 10% e consolidar a atuação da nova filial, em Varginha, MG, com a conquista de novos clientes na região. “Com a filial, além de atender as empresas que transportam produtos para o armazém alfandegado, poderemos oferecer um serviço de qualidade para as empresas que ficam em outras cidades importantes da região, como Poços de Caldas, Pouso Alegre, Passos e Itajubá, além da região metropolitana de Belo Horizonte”, diz Turola.

Randon lança graneleiro linha R

A Randon S/A Implementos e Participações, de Caxias do Sul (RS), acaba de lançar o Graneleiro Randon Linha R, fruto de uma série de agregados tecnológicos que, segundo a empresa, garantem maior produtividade e eficiência ao produto.

Um dos seus benefícios é a agilidade nas operações de carga/descarga, obtida através no novo sistema de arcos de enlonar diagonais embutidos nos fueiros, que permitem a abertura das laterais sem a necessidade de retirada dos arcos e apenas com a abertura parcial da lona. Mais prático, o sistema também oferece maior proteção à lona na frontal e traseira.

Já a nova frontal do graneleiro possui design arredondado que confere maior capacidade de carga transportada e garante maior proteção à lona, confere melhor aspecto visual ao produto além de ser mais leve, pois seu novo conceito de fabricação reduziu o número de componentes facilitando sua manutenção.

Outro destaque fica por conta dos “G”s parafusados na base, que facilitam a montagem e a manutenção. Além de garantir um perfeito acabamento na pintura do perfil lateral.

O novo apara-barro antispray possui maior durabilidade e melhor desempenho em relação aos modelos convencionais. Além do design moderno, garante maior segurança ao motorista e aos outros veículos, pois aumenta o campo de visão já que possui um desempenho quatro vezes superior ao modelo antigo na absorção de água.


Foto: Magrão Scalco

Forum Fórum Internacional em SP vai discutir intralogística e Supply Chain

A Logweb Editora, o ILOG – Instituto Logweb de Logística, Supply Chain Council - EUA e a CeMAT South America realizarão, entre os dias 4 e 7 de abril de 2011, em São Paulo, SP, o Fórum Internacional de Intralogística e Supply Chain. O encontro abordará o tema “Soluções para logística, movimentação e armazenagem de materiais” e objetiva oferecer informação e atualização, além de contribuir para a qualificação dos diversos profissionais de logística e Supply Chain.

“O fórum dará oportunidade a diretores, gerentes e supervisores de logística de participarem da apresentação de cases, minicursos, palestras e debates com profissionais de renome em âmbito nacional e internacional. Este evento é o cenário ideal para estreitar relacionamentos, ampliar conceitos, fomentar negócios e, dessa forma, promover o crescimento do setor”, descreve Valeria Lima, fundadora do ILOG e diretora executiva da Logweb Editora.

Segundo ela, o diferencial do evento em relação a outros é, basicamente, a formatação. O fórum terá a duração de quatro dias. O primeiro será exclusivo para o Supply Chain Summit Brasil, que é um encontro de profissionais de Supply Chain e logística cujo propósito é desenvolver conteúdo para uma pauta de melhorias e reivindicações, incluindo procedimentos, legislação e infraestrutura para adoção das melhores práticas e melhoria da produtividade e competitividade do nosso país. Os participantes são os COOs, VPs, diretores e gerentes de Logística e Supply Chain de empresas dos diversos setores, com grande peso na economia nacional e influentes no cenário logístico.

“Todo o conteúdo gerado será objeto de negociação junto a governo e órgãos reguladores, com a voz dos praticantes da logística. Este instrumento tem sido utilizado pelos empresários de diversos países, incluindo EUA e Argentina, e, agora, pela primeira vez no Brasil”, conta Valéria.

No segundo dia, o destaque será para o Supply Chain World South America 2011, que incluirá uma variedade de apresentações de diversas indústrias, demonstrando desafios e realizações da cadeia do abastecimento na região; novas realidades para atingir a excelência na gestão da cadeia de abastecimento; modelos de referência de processos como ferramenta para aprimoramento da cadeia de abastecimento; perspectivas da cadeia de abastecimento no cenário nacional e cases de sucesso no setor.

“Tais apresentações e debates demonstrarão como o Supply Chain Operations Reference Model (SCOR®) pode ser implementado em diversas situações, gerando resultados significativos, além de interessantes projeções que ajudarão a navegar pelos desafios futuros da cadeia de abastecimento”, acrescenta o presidente do SCC – Supply Chain Council LatAm, Elcio Grassia.

Valeria, por sua vez, garante que muitas oportunidades para networking e discussão das opiniões dos apresentadores e participantes serão incluídas. Todas as apresentações incluem tempo para perguntas e respostas.

No geral, o programa abordará a cadeia de abastecimento sob diversas perspectivas, como:

* a importância da movimentação de materiais na cadeia logística;
* as políticas públicas atuais em âmbito federal, estadual e municipal; e
* a perspectiva da cadeia logística no cenário nacional e os investimentos no setor.

O fórum contará com a presença das maiores empresas do setor e de seus profissionais gabaritados, expondo ideias e discutindo temas de interesse do mercado, como sustentabilidade, gestão, RH, TI e abastecimento. Até o momento, estão confirmados: BGM Rodotec; AGV Logística; Embaquim/Lumem Químicas e FitPack; Etna/Time & Place; Totvs/Golden Cargo; Atlas Transporte & Logística; UPS; Abrange/Endesa; Belge/Danone; Grupo Toniato; TNT Brasil; Penske; Katoen Natie; Repense Comunicação; e Universidade Mackenzie. A expectativa é receber aproximadamente 1.000 participantes durante os quatro dias de evento.

O principal apoiador do encontro é a CeMAT South America, considerado o maior evento do setor em área de exposição. Este ano, a CeMAT Sout America irá realizar a sua primeira edição na América do Sul. “Por seu porte, sucesso e credibilidade internacional é sempre um evento aguardado pelas grandes empresas”, destaca Valéria.

Dentre as instituições que apoiam o evento estão o Supply Chain Council, a ExpoTrade Argentina e a Supply Chain Summit Argentina. “Estamos em fase de captação de apoio e patrocínio”, finaliza Valeria.


Serviço

Fórum Internacional de Intralogística e Supply Chain
Data: 4 a 7 de abril de 2011
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes - Km 1,5 - São Paulo/SP
Informações: www.ilog.org.br/forum/

CeMAT South America
Data: 4 a 7 de abril de 2011
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes - Km 1,5 - São Paulo/SP
Informações: www.cemat-southamerica.tmp.br

Lideranças nordestinas focam em novo projeto

Outras boas ideias, algumas não previstas pelo Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), estão na pauta de esforços dos estados nordestinos, que também almejam maior integração logística na região. Iniciativas como a duplicação das BRs 304 e 222 - ligando Natal a São Luís, passando por Fortaleza, e ainda conectando-se à BR 101, que leva à Bahia e a estados do e Sudeste e Sul -, além da qualificação dos portos, transformando-se em "Hub Ports", foram apresentadas pelo governador do Ceará, Cid Gomes, à presidente Dilma Rousseff durante o 12º Fórum de Governadores do Nordeste, que ocorreu no último dia 21 de fevereiro em Sergipe.

Os "Hub Ports"são terminais aquaviários concentradores de carga. Itaqui, no Maranhão; Pecém, no Ceará; Suape, em Pernambuco; e Aratu, na Bahia estão previstos pelo Plano de Desenvolvimento Integrado do Nordeste para serem os principais pontos de recepção de mercadorias da região. As vantagens dessa estratégia logística é a redução das distâncias internacionais, tempo de percurso e de operação, manuseio de cargas, favorecimento da dinamização da cabotagem, entre outras.

"Serão hubs para cargas de longa distância e tanto maior o calado mais viabilizaria transportes de longo percurso, e a partir disso investimentos de integração com os portos de menor tamanho, como o de Parnaíba, do Rio Grande do Norte, de Cabedelo, na Paraíba; e os portos de Aracaju e de Alagoas, para que a gente possa fazer uma integração e usar esse modal", explica o governador.

Remodelagem de ferrovias

No âmbito das ferrovias, além da Transnordestina, há, conforme Cid, um conjunto de ações de remodelagem de algumas ferrovias antigas existentes na região. Por exemplo, devem receber intervenções estradas de ferro na Paraíba, na Bahia, e a que liga Fortaleza a São Luís, sem falar da interligação da Transnordestina com a malha leste do Ceará, e da Ferrovia Norte-Sul com o porto de Salvador.

Um projeto ousado também é foco dos governadores nordestinos. Trata-se da conexão das nove capitais nordestinas através de três BRs que seriam duplicadas. A 101 já está no processo, ligando Salvador a Natal, mas a meta é dobrar a capacidade da BR-304 e da 222 ligando a capital do Rio Grande do Norte ao Maranhão.

Escassez de recursos

O governador repassou a proposta para a presidente Dilma, que está considerando, mas atentando para o corte de custos do governo federal. "Eu coloquei o plano, e a presidente Dilma falou das dificuldades no que toca aos recursos federais, porque o Plano prevê a formação de um fundo que seria viabilizado a partir de financiamentos do Banco Mundial, com quem já falei há um ano, e eles acham razoável, mas é claro que isso tem que ser formalizado e amiudado", afirma.

Outras fontes para fornecer recursos para a execução dos projetos cogitadas são o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e verbas federais e estaduais, visando mobilizar cerca de R$ 21 bilhões, a serem aplicados em até cinco anos.

"A presidente falou da dificuldade momentânea de recursos do tesouro, mas abre a possibilidade de que isso possa ser iniciado a partir de entendimentos com as instituições multilaterais, como o Banco Mundial e Interamericano. Eu vou, junto com a ministra Miriam Belchior (Planejamento), conversar com essas agências", garante.

Fonte: Diário do Nordeste/CE

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Soluções de Supply Chain Syncronization da NeoGrid já são utilizadas por grandes empresas

Nova tecnologia para colaboração no varejo valoriza empresas em até 200%

Soluções de Supply Chain Syncronization da NeoGrid já são utilizadas por grandes empresas como Azaléia, Coca-Cola, Grendene, Master Foods, MWM e O Boticário

Aumentar as vendas e simultaneamente diminuir os estoques, essa foi a premissa que motivou a NeoGrid, líder no mercado brasileiro em soluções e serviços de Supply Chain Management, a desenvolver o portfólio de soluções de SCS (Supply Chain Syncronization).

Esta tecnologia permite que as empresas reduzam os estoques ao mesmo tempo em que alavancam as vendas e o crescimento da empresa passa a ser financiado pelo aumento de caixa gerado, podendo chegar a 200% de valorização.

A maior vantagem competitiva das soluções de SCS da NeoGrid deve-se à atuação global da empresa que viabilizou a construção de uma malha (Grid) de negócios que já conta com mais de 200 mil companhias conectadas em todo o mundo.

Grandes players do mercado já estão usufruindo dos benefícios da sincronização da cadeia de suprimentos (SCS), como 3M, Azaléia, Coca-Cola, Etna, Magazine Luiza, Master Foods, MWM, O Boticário, entre outros.

Sobre:
A NeoGrid é uma empresa global com presença em 34 países e em cinco continentes, especializada em prover soluções para gestão da cadeia de suprimentos e demanda. Desde 2006, a NeoGrid assumiu a liderança do mercado brasileiro de Supply & Demand Chain, acumulando um crescimento de 160% nos últimos 4 anos. Uma empresa que não para de crescer, integrando mais de 200 mil empresas em todo o mundo em uma malha de clientes que abriga 7 das 10 maiores redes varejistas do mundo, dentre elas (Carrefour, Casino, Marks & Spencer, Walgreens).
http://www.neogrid.com.br

Arcor e LC Transportes são as primeiras a ter as novas transpaleteiras WT 3000 da Crown no Brasil

A COMMAT Comércio de Máquinas (http://www.commat.com.br) está lançando a linha de transpaleteiras com operador a bordo WT 3000, da marca norte-americana Crown, composta pelos modelos WT 3020, com capacidade para 2000 kg; WT 3040, com capacidade para 2000 kg; e WT 3060, com capacidade para 2500 kg de carga. A Arcor Brasil comprou sete transpaleteiras da linha WT 3000 e a LC Transportes alugou cinco equipamentos.

A WT 3000 incorpora diversos elementos de design para promover o conforto e alta produtividade ao operador: a plataforma reduz o impacto dos choques transmitidos ao operador em mais de 80% e a vida útil da suspensão da plataforma não exige intervenções de qualquer tipo para evitar problemas causados por agentes contaminantes. A bateria elétrica que alimenta o equipamento tem capacidades entre 240 Ah e 460 Ah, podendo ser removida verticalmente ou horizontalmente.

As transpaleteiras da linha WT 3000 estão equipadas com o sistema e-GENTM Braking System, que proporciona uma frenagem regenerativa e sem fricção elétrica - a frenagem mecânica ocorre apenas no modo estacionamento; e o controle manual X10® reunindo todas as funções da transpaleteira ao alcance dos dedos do operador. Os equipamentos já vêm da fábrica dotados dos moderníssimos Controladores Access 123, que comandam todas as operações da máquina, desde a tração à parte hidráulica e ao painel de programação (velocidade, performance do equipamento e sistema de segurança operacional): possibilitam programação total dos equipamentos, entre eles determinar senha para os diferentes operadores que neles trabalham; programar 3 níveis de velocidade (regula velocidade de tração e de elevação); realizar diagnósticos de falhas (no painel do equipamento aparece o código que corresponde à falha apontada e o próprio operador, consultando um guia fornecido pelo fabricante - Infopoint, pode encontrar o problema e saná-lo); agilidade e praticidade na detecção de falhas, pois não é mais preciso desmontar a empilhadeira para descobrir onde está o problema.

Como escolher o melhor ERP para empresas de logística

Como uma empresa de logística deve escolher um sistema de gestão - ERP (Enterprise Resource Planning), já que quanto mais preparada e organizada estiver, maior a sua vantagem competitiva?

Pensando na necessidade destes empresários, o especialista em implementação e melhoria de processos operacionais e diretor da PLK Consulting, Edgar Marçon, preparou algumas dicas para auxiliar na escolha do melhor sistema ERP para as empresas de logística.

Marçon ressalta que a escolha do sistema impacta de forma direta na atuação da empresa do setor de logística, portanto, a maturidade e estabilidade do Sistema devem ser fortemente consideradas. “Tenha em mente que se trata de uma escolha para mais de uma década, é importante que a visão seja global, uma vez que é alto o risco de tomar uma decisão com pouca base ou com informações superficiais”.

Confira 10 dicas para escolha de ERP:

1. Definir previamente as necessidades, focos e prioridades da empresa de logística, além de identificar o real objetivo de implantar o novo sistema;

2. Envolver os principais usuários que serão os responsáveis pela implantação desde o inicio do processo, participando inclusive da escolha do Sistema;

3. Comparar os sistemas, em bases homogêneas, priorizando processos mais importantes para o segmento de logística, não apenas os que atualmente requerem melhorias;

4. A definição deve ser feita por comitê com autonomia de decisão, tendo representação das diversas áreas da organização e, se for necessário, incluir um diretor e colaborador da área de compras para negociação;

5. Verificar a capacitação e experiência de implantação do parceiro, comprometimento que terá com o projeto e o nível de conhecimento dos consultores que estarão participando da implantação;

6. Antes da definição final, procure visitar clientes usuários do sistema, de preferência que tenham o mesmo porte e que também atuem no mercado de logística para conhecer as experiências no processo de implantação, dificuldades de configurações, etc. Incluir também a referencia prática da dimensão dos recursos de infra-estrutura, assim será possível coletar sugestões e reduzir riscos na implantação;

7. Manter a visão holística e plana, verificando o atendimento dos processos da empresa de forma integrada;

8. Avaliar a tecnologia aplicada no sistema verificando a atualização, se está dentro das tendências e se há pessoal capacitado disponível;

9. Avaliar o sistema por pontuação em critérios previamente definidos e ponderados conforme a necessidade da empresa de logística, a pontuação deve ser definida pelo comitê;

10. A avaliação dos valores financeiros deve incluir o valor de compra das licenças, custo de manutenção para no mínimo três anos, custo da implementação, de mão de obra extra ou pós implementação, além de verificar como será a cobrança de viagens e estadias dos consultores.


Texto: Oficina da Comunicação Integrada
Foto: Stock.xchng

Por que as empilhadeiras devem ser amarelas?

Você já se perguntou por que as empilhadeiras devem ser amarelas? A resposta é: porque o olho humano é mais sensível à cor amarela que a outras cores. O olho humano percebe seu espectro usando uma combinação de células do olho conhecidas como bastonetes e cones. Os bastonetes funcionam melhor em ambientes com baixa luminosidade, pois são essas células que detectam os níveis de luminosidade, enquanto as células cones têm a capacidade de discernir melhor as cores, mas funcionam melhor em ambientes mais claros.

Existem três tipos de células do tipo cone nos olhos, cada uma delas tendo uma maior sensibilidade aos diferentes tipos de comprimento de onda da luz: curta, média ou longa. O conjunto de sinais possíveis a todos os tipos de células cones descrevem a gama de cores que podemos ver com nossos olhos. O exemplo abaixo ilustra a sensitividade relativa de cada tipo de célula cone para o espectro total visível, de 400 a 700 nanômetros.



Note como cada tipo de célula não percebe uma cor apenas, mas têm vários níveis de sensibilidade em uma série de comprimentos de onda. Note também que a percepção das cores pelo olho humano é mais sensível à luz na região amarela do espectro.

Alguns fatos sobre a cor amarela

O amarelo (e suas variações) chama a atenção das pessoas mais rapidamente que qualquer outra cor. As pessoas notam objetos amarelos antes que objetos de outras cores.

Mesmo quando você está olhando para frente, você consegue ver um objeto amarelo que não está na sua frente “com o canto do olho” muito antes das outras cores – mesmo objetos vermelhos. Os cientistas explicam isso da seguinte forma: “A visão periférica lateral para detectar a cor amarela é 1,24 vezes maior do que para detectar a cor vermelha.”

Muitos especialistas também apontam que a cor como o amarelo é mais visível sob condições de pouca luminosidade se comparada com o vermelho.

Alguns fatos sobre carros, caminhões e outros veículos em movimento na cor amarela



Se houver neblina ou condições de mau tempo, os motoristas ainda conseguirão ver carros amarelos ou qualquer veículo em movimento nessa cor de maneira razoável.

Além dos ônibus escolares americanos que são amarelos, muitos equipamentos para manutenção de estradas e terraplenagem também o são, pois assim, fica mais fácil visualizá-los e evitar uma colisão. Muitos acidentes ocorrem em fazendas e locais abertos, pois a vítima viu o objeto tarde demais. Se o equipamento for amarelo, você o perceberá mais rapidamente!

Por que os ônibus escolares americanos são amarelos?



Nos EUA na década de 30 os ônibus escolares eram todos amarelos. Assim, o termo “amarelo de ônibus escolar” surgiu na língua inglesa.

A razão principal dos ônibus escolares americanos serem amarelos é porque as regras e regulamentações de segurança nos EUA exigem que eles sejam dessa cor. Em outras palavras, uma LEI FEDERAL exige isso!

Requisitos de Segurança


O ônibus escolar é um dos veículos mais seguros nas ruas. Aprenda mais sobre as leis e regulamentações que regem os ônibus escolares e asseguram que as crianças americanas estejam em segurança no caminho para a escola:



Atributos de Segurança para Transporte Escolar


Atributo de Segurança
Autoridade*
*ver legenda

O atendimento às leis federais e/ou estaduais garante:
Tamanho, força e peso do veículo
R
·         Um veículo mais pesado que outros veículos na estrada
·         Um compartimento de passageiros que excede a zona de impacto de quase todos os outros tipos de veículos
Força das juntas e proteção lateral
F
·         Estrutura robusta para proteger estudantes de impactos laterais
·         Prevenção para invasão do compartimento de passageiros
Integridade do tanque de combustível
F
·         Uma grande gaiola de aço para proteger o tanque de combustível de impactos e vazamentos.
Proteção contra capotamento
F
·         Construção de aço reforçada no teto e laterais no caso de capotar
Saída de emergência
F
·         Rápida evacuação de estudantes devido à quantidade, design e localização das saídas (teto, porta e janelas) e sua facilidade de uso
Compartimento de Passageiros e Assentos de Segurança
F
·         Proteção no compartimento de passageiros usando assentos acolchoados especiais
·         Proteção no compartimento de passageiros na estrutura ao redor dos assentos
Proteção do Local de Subida – Barreiras com inscrição “Pare” e Luzes de Aviso
F/S
·         Barreira com inscrição “Pare” fornece proteção às crianças atravessando a rua para entrar e sair do ônibus
·         Luzes de segurança que alertam o tráfego da intenção de parada e saída do ônibus. Por lei, o tráfego deve parar quando os ônibus escolares acendem as luzes vermelhas piscantes.
·         Espelhos que dão uma melhor visão ao motorista das crianças na frente e atrás no ônibus
Acesso controlado de usuários
AS
·         Os ônibus escolares transportam exclusivamente estudantes; não são autorizados outros tipos de passageiros neste veículo.
Inspeção veicular
MS
·         Inspeção anual que mantém os ônibus operando em condições seguras
Cor amarela e sinalizações no ônibus escolar
F
·         Veículo amarelo reconhecido nacionalmente com o letreiro “School Bus” em preto e alertas traseiros ao motorista para tomar cuidado com o ônibus. Outros letreiros menores são permitidos.
·         Marcas refletivas na parte de fora do ônibus para ajudar na visibilidade do veículo à noite e destaca as saídas de emergência do ônibus.  
 
 
LEGENDA
R
Resultado de requisitos
F
Requerido por Lei Federal
F/S
Requerido por Lei Federal e Estadual
AS
Requerido por todos os Estados
MS
Requerido pela maioria dos Estados
SS
Requerido por vários Estados

E no Brasil, o que diz a legislação?

No Brasil existe a Portaria no. 3.214, de 08/06/1978 que aprovou as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativos à Segurança e Medicina do Trabalho.

•    As Normas Regulamentadoras – NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
•    A NR 26 – Sinalização de Segurança fixa as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para identificação de riscos e prevenção de acidentes.
•    O subitem 26.1.5.3 diz que o Amarelo deverá ser empregado para indicar “Cuidado”, assinalando:
•    Partes baixas de escadas portáteis;
•    Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco;
•    Espelhos de degraus de escadas;
•    Cabines, caçambas e gatos de ponte rolantes, guindastes, escavadeiras, etc.;
•    Os equipamentos de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes rolantes, vagonetes, reboques, etc..
•    Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas.
Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.

O uso do amarelo, além de ser uma demanda legal e por sua comprovada sensibilidade ao olho humano, acaba se constituindo em um fator de segurança para todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente nos processos de movimentação e armazenagem de materiais.
Assim, além da modernidade, ergonomia avançada, versatilidade e produtividade, as empilhadeiras devem também estar equipadas com o atributo mais importante: “a preocupação com a integridade física de todos que estão próximos à operação”.



Referências Bibliográficas:
•    Livro Segurança e Medicina do Trabalho – Editora Saraiva – Edição 2008
•    Site: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_26.pdf
•    Site: http://www.cambridgeincolour.com/tutorials/color-perception.htm
•    Site: http://www.colormatters.com/kids/yellow.html
•    Site: http://www.sac.org.br/APR_FOH.htm


Fonte:
Carlos Roberto de Oliveira Carvalho
Diretor de Marketing e RH da NACCO Materials Handling Group Brasil

Atlas mostra a tecnologia em prol da logística

Em 2010, o setor de Tecnologia da Informação (TI) abraçou novos desafios ao implementar sistemas que contribuem com o gerenciamento de inúmeros processos de trabalho na Atlas Transportes & Logística. A ferramenta Business Intelligence (Inteligência em Negócios), por exemplo, faz parte desse processo de reestruturação. Implementada há pouco mais de seis meses em 40 filiais espalhadas pelo Brasil, a solução facilita a análise de indicadores, como o de informação, produtividade operacional e o de receita. Nesse sentido, a solução é um avanço para a organização e já demonstrou ser ideal para fazer balanços comparativos de indicadores e metas, além de fornecer informações estruturadas para análise estratégica.

O planejamento de entregas e coletas também passou a contar com um novo aliado. Com a implementação do roteirizador, tornou-se possível, antes de qualquer viagem, traçar mapas com rotas preestabelecidas, distâncias e tempo de viagem exatamente calculado. O sistema foi totalmente customizado para atender às particularidades das diversas rotas e filiais e já está em testes desde o final de 2009. As filiais começaram a utilizar a função de mapas em novembro de 2010.

Com o advento do "Ajuste SINIEF 8", de 9 de julho de 2010, que regulariza o envio do arquivo XML da Nota Fiscal Eletrônica por parte dos embarcadores, o Departamento de TI da Atlas desenvolveu uma solução que recepciona os e-mails do envio desses arquivos, converte para o Banco de Dados Oracle e importa para o sistema de emissão de conhecimentos. Com isso, além da diminuição no tempo do processo, ocorre também um ganho excepcional na qualidade das informações.

Tempo é dinheiro

De acordo com Roberto Pedroso, responsável pela área de Desenvolvimento de Sistemas da Atlas, as inovações tecnológicas e os projetos de melhoria de processos geram um retorno positivo no que diz respeito à otimização de tempo e custos para a realização das atividades de suas respectivas áreas. "A implementação dessas ideias geram, ao menos, 25% a mais de agilidade nos processos internos da empresa", analisa.

Para contribuir com o aprimoramento de projetos dessa natureza, a empresa criou, há cinco anos, o espaço on-line "Fábrica de Ideias", onde os colaboradores podem dar sugestões em relação aos processos. "Como esses profissionais estão à frente do procedimento, sua contribuição têm gerado resultados imediatos para a melhoria dos serviços internos e externos", ressalta Maria Afonsina Megale Rezende dos Santos, diretora de TI da Atlas.

Ainda de acordo com a executiva, dois novos projetos já estão na pauta do setor de TI para o início de 2011: um programa voltado à identificação de volumes de carga para embarque e outro que prevê a integração do sistema de controle de frotas.


Texto: Assessoria de Imprensa da Atlas

Grupo Pão de Açúcar certifica 48 fornecedores da cadeia de suprimentos

O Grupo Pão de Açúcar entregou na última na quarta-feira (16/2) a certificação Top Log para 48 fornecedores, sendo 28 deles pela primeira vez, como BDF Nívea, Camil, Kimberly-Clark, Procter & Gambel e Polenghi. Um dos destaques do evento foi com a Colgate, única empresa que pelo sexto ano consecutivo ganha a certificação.

O evento, que aconteceu no Centro de Convenções do WTC, em São Paulo, reuniu cerca de 170 fornecedores das categorias Mercearia, Perecíveis, Frutas, Legumes e Verduras, Eletro, Drogaria, Bazar e Têxtil.

Enéas Pestana, CEO do Grupo abriu o encontro, que contou, ainda, com palestras e discussões sobre os temas relacionados às necessidades e avanços na área de logística e abastecimento com consultores do setor.

O Top Log identifica e reconhece as empresas com as melhores performances na Cadeia de Abastecimento a partir de uma série de métricas.  Entre os critérios adotados para avaliação dos fornecedores está o impacto relacionado ao meio ambiente e desenvolvimento social, pontualidade, prazo e qualidade nas entregas, transmissão eletrônica de notas fiscais e colaboração entre logística GPA e dos fornecedores.

A parceria com os fornecedores inclui ainda o monitoramento do nível de serviço, para evitar que os produtos faltem nas gôndolas; adequação e integração, com atenção às necessidades dos consumidores e a redução no custo total de distribuição por meio de projetos colaborativos. “A evolução das certificações do Top Log é o exemplo do grau de compromisso de todos na melhoria da Cadeia de Abastecimento. O grande desafio para 2011 é estreitar ainda mais as relações comerciais e operacionais tornando nossa cadeia cada vez mais eficiente e sustentável”, conta Paulo Leônidas, diretor de Abastecimento do Grupo.

Empresas vencedoras do Top Log 2010: 3M, Ajinomoto, Amauri Pinto Costa, Boa Vista, BDF Nivea, BCP Claro, Black Decker, Barilla, Barra Mansa, Camil, Capri, Colgate, Cosan, Cremer, Diageo, Emulzint Aditivos, Facepa, Grupo Seb (Arno), Hasbro, Heineken Brasil, Johnson & Johnson, Kellog, Kimberly-Clark, Kobber, Luciane Cabral, Maiori, Magario Frutas, MasterFoods, Megaware, Melita, Minalba, Nissin, Osram, Panasonic do Brasil, Polenghi, Predilecta, Procter, Quimica Amparo (Ypê), Raymundo da Fonte, Sadia, Santher, Sara Lee, SCJohnson, Unilever, Valbags Embalagens, Vitalis, Yoki.

Talog inaugura mais um CD em Recife, PE

Atenta ao desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste, na última quinta-feira, dia 17, a Talog inaugurou um Centro de Distribuição no pólo industrial do Recife, PE, a menos de dez minutos do aeroporto internacional dos Guararapes.

O investimento em maquinário e equipamentos foi de aproximadamente R$ 2,5 milhões. O CD ocupa uma área de 11,4 mil metros quadrados, conta com três módulos, 11.000 posições paletes e 45 docas niveladoras.

A empresa já operava na capital pernambucana com outras duas unidades. Segundo o diretor Maurício Gomes, com o novo CD – que está apto a abrigar cargas como produtos químicos, eletroeletrônicos e alimentos – a Talog amplia sua capacidade local e poderá atuar com eficácia para diferentes empresas, dos mais diversos setores.

 “A inauguração de mais este CD, reforça a aposta do grupo no crescimento do setor e é uma garantia da oferta de serviços cada vez mais qualificados ao mercado”, destaca Gomes.

A Talog, sediada próxima do aeroporto de Viracopos, mantém armazéns em Campinas e Cajamar, SP, na capital paulista, além da região metropolitana do Recife, totalizando mais de 50 mil metros quadrados de área coberta de armazenagem e mais de 50 mil posições de paletes.

Atualmente a empresa totaliza 28 filiais, frota própria de 450 veículos e 800 autônomos. Em 2010, a Talog teve um faturamento bruto de R$ 210 milhões e transportou quase 199 milhões de toneladas.

Governo diminui o imposto de importação de 417 produtos

O governo brasileiro reduziu o imposto de importação de 417 produtos, na última quinta-feira, dia 17. Entre os principais setores beneficiados com a redução de alíquota estão o automotivo, o petrolífero, o gráfico e a indústria de fabricação de máquinas.

De acordo com notícia veiculada no jornal Folha de S. Paulo, a medida vai à contramão do que está sendo preparado pelo governo, de alta das tarifas para proteger a indústria nacional contra a concorrência estrangeira. Segundo a publicação, a justificativa é a de que esses itens, que serão usados em investimentos, não são produzidos no Brasil.

A lista, publicada ontem no Diário Oficial da União, inclui máquinas e equipamentos e itens de informática e telecomunicações. O imposto de importação dos produtos foi reduzido a 2%. Até então, a tarifa variava de 16% a 12%.


Fonte: Folha de S. Paulo

Signa oferece software para gerenciamento logísticos da MRS Logística

A Signa, especializada no desenvolvimento de softwares para todos os modais de transporte, acaba de fechar parceria com a MRS Logística.

“Nossas soluções farão parte do gerenciamento dos procedimentos logísticos da MRS Logística, que atua no transporte ferroviário, segmento econômico que vai faturar R$ 4 bilhões em 2011", afirma Jônatas Filgueiras, gerente comercial da Signa.

Segundo estimativa da Abifer – Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, o modal ferrovia, tido antes como o patinho feio dos transportes no Brasil, está passando por uma expansão acelerada.

Segundo o presidente da Abifer, Vicente Abate, em declarações recentes à imprensa, o faturamento da indústria ferroviária nacional é estimado em R$ 4 bilhões para 2011 e deve saltar de cerca de 30 mil quilômetros para 41 mil quilômetros até 2020.

Quanto aos vagões de carga, que dão sustentação ao modal de transporte ferroviário, a previsão da Abifer para 2011 é atingir um patamar de aproximadamente 5 mil novos vagões.

As estimativas se antecipam à segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) que prevê um investimento de R$ 43,9 bilhões em ferrovias, entre os anos de 2011 e 2014.

O governo vai incentivar o desenvolvimento de um moderno sistema ferroviário integrado e de alta capacidade. Para fazer a ligação de áreas de produção agrícola e mineral aos portos, indústrias e mercado consumidor.

"Aí é que os softwares da Signa se tornam referência para ajudar a MRS Logística e as empresas do setor a ampliar sua competitividade ao gerar ganhos de controle e padronização", afirma Filgueiras.

Os softwares da Signa ajudam a integrar diferentes áreas comerciais das empresas de transporte ferroviário, com diferentes tipos de carga e de destinação.

Exata fecha parceria com Amara Brasil no Rio Grande do Sul

A Exata iniciou recentemente uma parceria com a Amara Brasil no Rio Grande do Sul, multinacional de origem espanhola presente no país desde 1998. A empresa atua nos ramos de comércio e serviços e cria soluções de Supply Chain Management em empresas de capital intensivo e do setor de Utilidades.

Inicialmente, a parceria se limita a uma das operações da Amara no estado, mas existe a possibilidade de ambas compartilharem recursos operacionais e, inclusive, estender a mesma parceria para outras operações no Rio Grande do Sul e outros estados.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ALL assina acordo com Eldorado Brasil para atender a logística da maior fábrica de celulose do mundo XML

A movimentação, que deve chegar a 800 mil toneladas por ano, terá origem na unidade prevista para entrar em funcionamento em 2012, em Três Lagoas, seguindo para o Porto de Santos

A ALL - América Latina Logística e a Eldorado Brasil acabam de fechar um contrato para atender à logística de saída da fábrica de celulose de Três Lagoas (MS), que tem previsão de entrar em operação em 2012 e será a maior fábrica de celulose do mundo em uma única linha de produção. O contrato prevê a movimentação de 800 mil toneladas por ano, com investimentos de cerca de R$ 300 milhões em material rodante, melhoria de via, além da construção de terminais de transbordo em Aparecida do Taboado (MS) e Santos (SP).

Para o Diretor Comercial da ALL, Sergio Nahuz, o contrato, com duração de 15 anos, representa um salto no volume total de celulose transportada pela empresa. "Com a carga da Eldorado, estaremos perto de dobrar o volume anual movimentado neste segmento, fortalecendo a carteira de celulose como uma das maiores da nossa área de industrializados", explica.

"Com essa parceria damos início a um projeto multimodal de logística que combina os principais meios de transporte disponíveis no país e contribuirá para manter o custo da nossa celulose extremamente competitivo no mercado internacional", afirma Rogério Peres, presidente da Eldorado Brasil.

No segmento de papel e celulose, a ALL já transporta 1,2 milhão de toneladas por ano, atendendo às principais empresas do setor. Com o acordo com a Eldorado Brasil, o volume irá crescer para 2 milhões de toneladas por ano.

Intermodalidade - A operação de outbound da celulose da Eldorado vinda do Mato Grosso do Sul será intermodal, começando com uma ponta rodoviária de 90 km entre Três lagoas e Aparecida do Taboado, onde será construído um terminal de transbordo, seguindo por um trecho ferroviário de 900 km até o Porto de Santos.

O destino dessa produção - que utilizará como matéria prima a madeira de florestas plantadas de eucalipto, uma fonte 100% renovável - é a exportação para os mercados produtores de papel localizados na América do Norte, Europa e Ásia.

TNT inaugura rota que interliga Mendoza ao Brasil sem paradas

A TNT, uma das principais empresas de transporte expresso do mundo, passa a operar, a partir deste mês, uma rota terrestre que interliga, sem paradas, a cidade de Mendoza e o Brasil, sendo mais uma das opções do serviço International Road Express - IRE.

Segundo a Fundación ProMendoza, durante os sete primeiros meses deste ano, a cidade argentina, bastante conhecida pela produção de vinhos, exportou para o Brasil mais de U$S 270 mil, o que demonstra o grande interesse brasileiro pelos productos da região.

Essa nova rota faz parte da rede rodoviária Sulamericana da TNT, por meio da qual a Argentina, o Brasil e o Chile são conectados. Para Ricardo Gelain, diretor de marketing da TNT, esta rota garante rapidez e segurança às empresas da região interessadas em exportar para o Brasil. "Todos os nossos veículos são monitorados 24 horas por dia e a carga é rastreada. Além disso, ainda oferecemos um serviço ágil de despacho aduaneiro", explica.

O International Road Express é o único que oferece serviço porta a porta com tempo de trânsito diferenciado e a abertura da rota Mendoza-Brasil é mais um passo para a consolidação da maior rede rodoviária expressa da América do Sul.

Fiat Powertrain, Bosch, 3M e Parker Hannifin detalham 'Logística Lean' em Seminário em Campinas (SP)

Empresas e experts do Lean Institute Brasil vão detalhar dentro da Bosch como eliminar desperdícios e aumentar competitividade ao adotar logística 'a la Sistema Toyota'

A Fiat Powertrain, a Bosch, a 3M e a Parker Hannifin vão detalhar seus cases de logística Lean no "Seminário Logística Lean", dia 22 de março, na AFRB (Associação de Funcionários da Robert Bosch), em Campinas, no interior de São Paulo.

O Seminário vai reunir alguns dos mais relevantes cases de implementação do Sistema Lean na Logística, que vão detalhar, na prática, como as empresas estão conseguindo eliminar desperdícios e aumentar competitividade.

É o caso do case "Aumentando a produtividade no inbound", que será detalhado pela Robert Bosch, empresa que registrou em 2009 um faturamento de R$ 3.4 bilhões - no Brasil desde 1954, atuando hoje aqui com tecnologia automotiva, tecnologia Industrial, bens de consumo e tecnologia de construção.

A Bosch vai detalhar como implementou o sistema "milk run", típico do Sistema Lean, alcançando excelentes resultados, além do trabalho padronizado, controle do recebimento, tempo takt e andon - mecanismos que visam à ação rápida na solução de problemas e na determinação do ritmo no recebimento.

Outro exemplo é o case "Logística Lean para abastecimento interno", que será apresentando pela empresa Parker Hannifin, companhia com vendas anuais de US$ 10 bilhões no ano fiscal de 2010, empresa que é referência mundial de tecnologias e sistemas de movimento e controle, que atua nos mercados comerciais, móveis, industriais e aeroespaciais.

A Parker vai detalhar como se tornou uma das pioneiras na aplicação da Logística Lean para abastecimento interno, atingindo resultados impressionantes em termos de produtividade e redução de estoques.

Já o case da Fiat vai mostrar a logística inbound da empresa. E da 3M vai detalhar seu processo de logística colaborativa para atendimento ao cliente (logística "fulfillment").

Cases relevantes e especialistas - "Já está provado que ao aplicar o Sistema Lean na logística as empresas eliminam desperdícios que antes estavam 'escondidos', assim como se tornam mais competitivas ao fortalecer suas cadeias de suprimentos e as empresas que as compõem", resumiu o prof. José Roberto Ferro, Presidente do Lean Institute Brasil, um dos cinco maiores especialistas do mundo em Sistema Lean.

O evento também vai reunir uma série de palestras com alguns dos mais importantes especialistas em logística lean, sobre temas que vão detalhar como aplicar os conceitos na prática.

Por exemplo, a palestra "Logística Lean aumentando a competitividade da cadeia de suprimentos", que será aplicada por Nelson Takeuchi e Alvair Torres, Especialistas em Logística Lean do Lean Institute Brasil.

"A Logística Lean permite reduzir o tamanho dos lotes, aumentar a frequência e a eficiência da entrega por meio da eliminação de desperdícios", resumiu Alvair Torres.

"Isso transforma a logística num diferencial muito competitivo no mercado globalizado de hoje", completou Alexandre Cardoso, que vai aplicar a palestra "Lean Fulfillment Stream, indo além da logística", que vai detalhar como transformar as cadeias de suprimentos em processos integrados com a colaboração de todos os agentes, clientes, fabricantes e fornecedores - sempre na busca da competitividade.

"O objetivo é criar uma rede de colaboração na troca de informações, integração na logística e redução de desperdícios, o que permite, certamente, conseguir uma redução significativa no custo total da cadeia", resumiu também Cardoso.

Além dos cases e das palestras dos especialistas, o Seminário ainda vai promover o debate "As dificuldades e os aprendizados na aplicação da Logística Lean".

Público-alvo - O Encontro foi planejado para atingir diretores, gerentes e supervisores que atuam nas áreas de logística, supply chain, manufatura, compras, coordenação Lean e melhoria contínua, além de fornecedores e operadores logísticos, que atuam em diversos setores da indústria e de serviços.

Seminário Logística Lean.
22 de março de 2011.
AFRB - Associação dos Funcionários da Robert Bosch - Portaria 06. Rodovia Anhanguera, km 98 - Vila Boa Vista - Campinas. (sentido Campinas - Monte Mor).

Inscrições e mais informações:
Lean Institute Brasil (http://www.lean.org.br).

Cana-de-açúcar: Cosan adota sistema para otimizar operações logísticas de abastecimento


Para identificar gargalos e pontos de melhoria na área de logística agrícola, a Cosan (Fone: 11 3897.9797) adotou recentemente o software de simulação de processos Simio, comercializado pela Paragon (Fone: 11 3849.8757), empresa que presta consultoria em simulação e soluções matemáticas. Com isso, a companhia espera otimizar as atividades logísticas no transporte e na entrada de cana-de-açúcar em todas as suas 23 usinas, diminuindo custos e ganhando agilidade nas operações.

A fase piloto do projeto durou três meses e foi aplicada na Usina Costa Pinto, localizada em Piracicaba, SP, a mais antiga da Cosan e terceira maior unidade produtora da companhia. Segundo Mário Cerqueira, gerente de logística agrícola da empresa, a unidade foi escolhida devido à facilidade de acesso aos dados, pois lá também funciona a sede administrativa da Cosan. “Foram simuladas as operações de todos os equipamentos destinados ao corte, carregamento e transporte da cana-de-açúcar, a fim de identificar gargalos e possíveis pontos de melhoria no fluxo das operações. Desta maneira, pode-se procurar atender à usina utilizando menos equipamentos, o que reduz os custos”, explica.

Nesta fase, o projeto dimensionou a frota de transporte rodoviário das lavouras à unidade, avaliou a capacidade real de recepção de cana-de-açúcar da usina e identificou gargalos e pontos passíveis de melhoria no fluxo do CCT – Corte, Carregamento e Transporte de cana. Cerqueira comenta que durante os testes foram obtidos resultados que mostravam uma redução nos ativos de transportes na ordem de 5%, tornando possível testar novos modelos operacionais com aumento significativo de produtividade de todo o sistema logístico.

O gerente de logística agrícola destaca que uma das principais vantagens do Simio é que ele foi construído sobre uma moderna plataforma NET, da Microsoft, e integrado ao Google, o que permite utilizar imagens do Google Warehouse 3D e do Google Earth. “Sendo assim, é possível simular as mais diversas operações que envolvem a área agrícola de uma usina, como a operação de máquinas colhedoras, por exemplo. O sistema permite, ainda, a visualização de pontos de formação de filas e os recursos que têm alta e baixa ocupação, para posterior otimização”, explica Cerqueira, lembrando que as frentes de colheita mecanizada também podem ser vistas detalhadamente e a ferramenta ainda poderá ser empregada para a modelagem de outras operações agrícolas, como o redimensionamento da frota de caminhões comboio, por exemplo.

A companhia pretende aplicar o Simio em suas 23 unidades até a metade de 2012. “A experiência empreendida na usina Costa Pinto permitiu à Cosan enxergar um potencial expressivo de ganhos econômicos e operacionais. Após testar diferentes cenários e alternativas, foi possível reduzir cerca de 5% dos ativos de transporte. Com a aplicação da ferramenta nas demais usinas, revendo e redimensionando as atividades, a frota pode ser reduzida ainda mais e os ganhos, ampliados”, assegura o gerente de logística agrícola.

Cerqueira enfatiza que a Cosan sabe que a área de logística é a espinha dorsal de suas operações. Por isso, foi criada, há pouco mais de um ano, a área corporativa de logística agrícola, cuja missão é gerenciar as atividades de abastecimento das usinas e buscar oportunidades de melhoria dos sistemas.

Das 23 unidades produtoras da Cosan, 21 ficam em São Paulo, uma em Jataí, GO, e outra em Caarapó, MS. A companhia conta, ainda, com quatro refinarias e dois terminais portuários, atua no varejo com as marcas União e Da Barra, no segmento de distribuição de combustíveis com a marca Esso e na produção e distribuição de lubrificantes automotivos e industriais com a marca Mobil. Além disso, está presente no segmento logístico com a Rumo Logística.

Como aplicar nossos conhecimentos sobre logística empresarial para reduzir o impacto de desastres naturais

Leandro Callegari Coelho - Editor do site Logística Descomplicada (www.logisticadescomplicada.com). Cursa PhD em Gestão de Operações e Logística no HEC Montreal, no Canadá, sendo membro do CIRRELT – Centro Inter-universitário de Pesquisa em Redes de Empresa, Logística e Transportes (www.cirrelt.ca). É mestre em Engenharia de Produção com foco em Logística e Transportes, possui especialização em Administração e é graduado em Engenharia de Produção Elétrica. Atua na área de estratégia logística e estatística aplicada, especialmente modelos de previsão e redução de estoques.

Em épocas de desastres ambientais como as chuvas e os desmoronamentos que vivenciamos no Rio de Janeiro no início deste ano – ou em catástrofes como os terremotos do Chile e do Haiti no ano passado – percebemos que ajudas humanitárias são requisitadas em (e recebidas de) todas as partes do mundo.

Neste momento notamos que os conhecimentos que temos em logística empresarial e gestão da cadeia de suprimentos são válidos e podem ajudar a aliviar as dificuldades daqueles que estão nos locais afetados.


Semelhanças entre a logística empresarial e a logística humanitária

Antes de destacar as semelhanças entre os dois sistemas, vejamos de maneira simplificada o que a logística faz por uma empresa tradicional.

Começando pelos consumidores: a empresa percebe qual a demanda esperada para os próximos períodos baseada em informações provenientes do mercado consumidor. Esta demanda serve, então, de motor que impulsiona a fabricação de produtos, o agendamento da mão de obra e a compra de matérias-primas. Para atingir estas etapas é preciso fazer contato com fornecedores, avaliar os estoques e o fluxo financeiro, além de coordenar o transporte das partes individuais entre cada elo.

Sob o ponto de vista da logística humanitária, podemos fazer analogias em todas as fases deste processo: o mercado consumidor passa a ser a população atingida. A demanda estimada é a necessidade de água, comida, roupa e bens para atender à população. Ao invés de centros de distribuição,  passamos a ter postos de coleta e de distribuição de donativos. A linha de produção vira uma estação de triagem e redirecionamento do material recebido. Empresas, governo e voluntários passam a agir como fornecedores. E, finalmente, é preciso que todos os donativos sejam direcionados para a área atingida, necessitando de transporte rápido e adequado.


A fase de preparação – informação é fundamental

Informação sobre a demanda e sobre a população atingida é fundamental para o início de uma operação de ajuda. Mas mesmo antes da ocorrência do desastre, informações já são fundamentais em outros aspectos.

Ter conhecimento sobre áreas de risco é a primeira etapa. Agir e tomar providências para que estas áreas deixem de ser áreas de risco é uma obrigação do poder público. Seja através de obras de infraestrutura ou mesmo da desocupação da área, são medidas que devem ser tomadas para evitar prejuízos futuros: vidas, perdas materiais e gastos enormes no caso de um incidente.

Há desastres, no entanto, que não podem ser evitados: terremotos e alagamentos têm sua origem na natureza, que não pode ser diretamente controlada pelo homem. Ainda assim, a informação advinda de sistemas de monitoramento e de dados históricos pode ajudar na evacuação preventiva das áreas potencialmente atingíveis.

Uma vez ocorrido o desastre é preciso saber de antemão para quem recorrer, quais os locais de armazenamento e distribuição dos donativos, regiões com amparos para os desabrigados, enfim, ter algum conhecimento prévio sobre as cadeias de suprimentos para este evento.


Atuação rápida pode ser chave para o sucesso

Tendo as informações pré-avaliadas torna-se mais fácil responder com velocidade e agilidade, quando necessário. Em especial, questões logísticas precisam estar pré-definidas: rotas dos veículos, meios de transporte utilizados e localização dos centros de coleta, de triagem e de distribuição.

Para que estas ações sejam coordenadas com eficiência, é preciso haver uma linha de comando, uma hierarquia. Se todos os envolvidos souberem a quem se reportar e de onde esperar as ordens, o sistema funcionará de modo mais adequado. Por vezes as ordens parecem dispersas e não sabemos quem realmente manda na situação: bombeiros, defesa civil, Cruz Vermelha, a mídia... é preciso centralizar o poder de decisão para que, com esforços coordenados, a ajuda seja mais eficaz.

Além disso, algumas decisões tomadas no início (ou até mesmo antes do início) dos processos de resgate e ajuda têm papel fundamental no desenrolar da operação: onde estabelecer os centros de emergência, tanto para coleta e distribuição dos recursos (materiais e humanos, tais como equipes de resgate, voluntários, ambulâncias), mas também onde fazer a recepção, o alojamento temporário e a triagem dos desabrigados e/ou feridos.

Estas decisões de localização podem levar em consideração fatores mais simples, como área de cobertura, facilidade de instalação ou rapidez no atendimento de uma determinada área, como podem também ser mais complexas, envolvendo os custos de instalação e de transporte para as áreas atingidas.

É possível que nos primeiros momentos da crise seja necessário utilizar aviões ou helicópteros, pois as estradas podem estar interditadas ou mesmo destruídas. Saber onde buscar estes recursos é fundamental para poder levar comida, remédios e água potável para as populações atingidas da maneira mais rápida possível.

Estabelecer e divulgar centros de coleta de doações é outra medida fundamental, como veremos na seção a seguir. Ser capaz de transportar as toneladas de doações arrecadadas até algum centro de triagem e distribuição próximo do local do desastre é outra etapa importante. Finalmente, fazer a distribuição em pequenos lotes para toda a região atingida utilizando todos os caminhos disponíveis faz com que o máximo possível de pessoas atingidas sejam ajudadas.

Todos estes são problemas que as grandes empresas enfrentam todos os dias e para os quais existe conhecimento logístico para diminuir custos e maximizar a cobertura e eficiência. Desde a localização de um centro de distribuição, passando pela escolha de fornecedores e modais de transporte, até a logística de distribuição física, é possível fazer analogias com as necessidades enfrentadas por aqueles que querem ajudar em casos de tragédias.


Avaliação de desempenho de operações de logística humanitária

É difícil fazer uma avaliação de desempenho de uma operação de logística humanitária, da mesma forma que é difícil levantar indicadores de desempenho para um hospital. Se houve uma morte, é possível classificar a operação como um sucesso?

Como vimos, a ajuda deve ser ágil e rápida para evitar danos pós-tragédia. Em uma operação de resposta a um desastre é preciso considerar a agilidade/velocidade da ajuda, a eficiência em entregar os produtos necessários em quantidades suficientes aos locais atingidos e o custo da operação.
Em conjunto com operações da Cruz Vermelha, a pesquisadora Anne Davidson conseguiu elaborar um conjunto de 4 indicadores de desempenho que podem ajudar a compreender o quão bem sucedida é uma operação deste porte.

1. Cobertura dos recursos: este indicador divide-se em dois outros que irão mostrar o percentual de bens necessários frente ao que foi arrecadado e qual o percentual dos bens arrecadados que foi efetivamente entregue à população atingida. O primeiro ajuda a entender quão rapidamente consegue-se arrecadar aquilo que é necessário; o segundo mostra um índice de eficiência no transporte e na distribuição dos donativos. Juntos, mostram a eficiência em arrecadar e distribuir os produtos necessários.

2. Tempo entre doação e entrega: assim como o lead time funciona na logística empresarial, este indicador mostra quanto tempo perde-se nos processos de transporte e triagem.

3. Eficiência financeira: nem sempre os produtos provêm de doações – como é o caso de remédios, às vezes comprados às pressas, de laboratórios mais próximos e sem grandes pesquisas de preço. Então, é importante saber o custo extra incorrido pela necessidade de ser rápido. Além disso, normalmente a infraestrutura local está devastada e meios de transporte mais caros devem ser usados nos primeiros dias. Com o tempo, o custo de transporte também deve diminuir, mas é importante saber quanto se pagou a mais pelo uso de meios alternativos.

4. Exatidão da avaliação: em momentos de crise, com informações escassas e pouco tempo para avaliação, é comum que ocorram divergências entre aquilo que de fato era necessário e aquilo que foi divulgado. Eventualmente espera-se necessitar de roupas e comida para 100 mil pessoas, quando na verdade 50 mil pessoas teriam sido atingidas. Conhecer os processos de tomada de decisão e avaliar a exatidão dos números estimados é importante para que medidas corretivas sejam tomadas para os próximos desastres.


Conclusão

O que vemos é que a logística empresarial tem muito a ajudar nos casos de desastres em que a logística humanitária se faz necessária. Muitos conceitos utilizados diariamente por empresas, tais como roteirização, instalação, estocagem e coordenação de uma cadeia de suprimentos, estão presentes também nas decisões da logística humanitária.

Assim como nas empresas, o treinamento das equipes de resgate se faz essencial para que estejam preparados a agir quando necessário. Isto é válido para as equipes responsáveis pelo atendimento (como bombeiros, defesa civil ou ONGs), mas, também, através da oferta de cursos de primeiros socorros para as comunidades e para a população em geral.

Vimos que com um processo claro e bem definido é possível salvar mais vidas através de um atendimento ágil e eficiente, utilizando da melhor maneira possível os recursos materiais e humanos disponíveis para a tarefa.

Novos empreendimentos serão inaugurados em 2011

mercado brasileiro de condomínios logísticos segue aquecido e com obras em andamento. A Capital Realty (Fone: 41 2169.6850) acaba de inaugurar a primeira fase do Mega Centro Logístico Itajaí, em Santa Catarina, enquanto a GWI Real Estate (Fone: 11 3702.3222) deverá lançar a primeira etapa do Global Jundiaí, em São Paulo, no mês de março próximo, e a GR Properties (Fone: 11 3709. 2660) quer iniciar as operações no GR Campinas, também em São Paulo, em julho deste ano.

Os empreendimentos da Capital Realty e da GR Properties apresentam uma coincidência: cada um receberá investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. No caso do Mega Itajaí, o investimento será parte da Capital Realty e parte oriunda de financiamentos. Já no GR Campinas, o valor será arcado pela GR Properties e pela INI2 Implantações Imobiliárias (Fone: 19 3251.2388), que desenvolvem o projeto, bem como por parceiros investidores cujos nomes não foram revelados.

O condomínio da GWI Real Estate, por sua vez, já tem previsão até para a inauguração da segunda fase: outubro de 2011. As obras da Fase 2 deverão ter início logo que a Fase 1 for inaugurada. “Neste projeto serão investidos R$ 55 milhões, dos quais 50% dos recursos são provenientes da própria GWI Real Estate”, conta o gerente de desenvolvimento, Leandro Abreu. Para a Fase 2, aliás, em dezembro último, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento aprovou o financiamento de R$ 27,4 milhões.

E as novidades não param por aí. Segundo o diretor geral, Rodrigo Demeterco, a Capital Realty tem projetos de novos condomínios logísticos em Curitiba, PR, e Araraquara, SP, enquanto a GR Properties, de acordo com o gerente de incorporação, André Gavazza, tem um condomínio em fase de aprovação em Campinas e mais alguns outros projetos num raio de 100 km da cidade de São Paulo. Já a GWI Real Estate possui outros seis empreendimentos em desenvolvimento: três na região metropolitana de Campinas e três próximos às cidades de Sorocaba, Jundiaí e Vinhedo, todas no interior paulista.

Todavia, enquanto estas novidades ainda estão em fase de projetos e as empresas não adiantam muitas informações, conheça um pouco do Mega Centro Logístico Itajaí, do GR Campinas e do Global Jundiaí, que já estão em fase de negociação com locatários.


Mega Centro Logístico Itajaí

Em um terreno de 89.000 m² e área construída de aproximadamente 34.000 m², com possibilidade de expansão, o novo condomínio logístico da Capital Realty será construído em três fases. Na primeira, inaugurada em janeiro último, foram entregues o armazém 1 e a área de apoio ao empreendimento. Já na segunda fase, em maio de 2011, será entregue o armazém 2, ao passo que na terceira acontecerá a inauguração do armazém 3, em maio de 2012.

O empreendimento está situado no entroncamento da BR 101 com a SC 470, rodovia que liga o oeste de Santa Catarina ao Vale do Itajaí, considerado um verdadeiro polo de exportações localizado entre os portos de Itajaí e Navegantes. No local, serão oferecidos serviços compartilhados nas áreas de armazenagem e distribuição, tanto para o mercado internacional quanto para o interno. Os armazéns possuirão pé direito de 12,50 metros e uma doca para cada 380 m², no caso dos armazéns 1 e 2, e uma doca para cada 460 m² no armazém 3, além de sprinklers, capacidade de piso acima de 6 ton/m², piso nivelado a laser e pátio de manobras.

Quanto aos serviços gerais, o condomínio irá dispor de portaria com controle de acesso, segurança 24 horas, sistema CFTV, estacionamento para carros e pátio para estacionamento de carretas, área de vivência e lanchonete e refeitório. “Despesas de manutenção da área comum do condomínio, tais como, limpeza, coleta de lixo, jardinagem, etc., serão rateadas e cobradas no condomínio”, informa Demeterco.

De acordo com o diretor geral da Capital Realty, por conta da grande demanda e do diferencial oferecido na infraestrutura do armazém e no condomínio como um todo, a expectativa de procura por um espaço no Mega Itajaí é alta no curto prazo. Embora não revele nomes, ele informa que há varejistas e Operadores Logísticos em negociação para utilizarem a estrutura.


GR Campinas

O novo empreendimento da GR Properties e da INI2 não terá possibilidade de expansão, mas já têm acontecido consultas sobre pré-locação dos futuros espaços, sendo a maioria delas feita por empresas de logística e distribuição. Serão 16 galpões modulares com área de 1.500 m² cada, totalizando 24.000 m² de área construída em um terreno de 38.400 m².

O GR Campinas está localizado no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I. “Acreditamos muito no potencial da região devido à ampla malha rodoviária, proximidade com o mercado consumidor e também produtor, e a mão de obra especializada existente nos arredores”, comenta Gavazza. "Em uma área bem localizada, um condomínio desse tipo pode obter rendimento acima de um investimento em renda fixa”, diz o engenheiro Augusto Manarini, sócio-diretor da Ini2.

O empreendimento contará com um prédio de apoio que permitirá a otimização da área locada pela empresa, que poderá utilizá-lo como refeitório, cozinha industrial, cafeteria, salas de reunião e de treinamento, ambulatório, vestiário e área de espera para motoristas, eliminando a necessidade de destinar parte do galpão para essas finalidades.

Além disso, os locatários poderão usufruir dos serviços de portaria, segurança, limpeza, jardinagem e manutenção. Outro destaque do GR Campinas é a certificação Green Building. “Desde a terraplanagem, passando pela construção, até a operação teremos a cautela com o impacto ao meio ambiente”, garante Guilherme Rossi, diretor geral da GR Properties.

Gavazza acredita que a flexibilidade de ocupação será o grande trunfo do GR Campinas. “Poderemos atender a empresas de logística, indústrias leves e até escritórios tipo back-office. Os galpões serão todos iguais, preparados para utilização como armazenagem seca ou escritório. Para demais segmentos, deverão passar por adaptações”, conta.

Segundo Manarini, os galpões serão ideais para a instalação de indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras. Ele e Rossi acreditam que o GR Campinas repetirá o sucesso do GR Jundiaí, primeiro condomínio de galpões industriais do país a ter certificação Green Bulding.


Global Jundiaí

A primeira fase do empreendimento da GWI Real Estate em Jundiaí consiste em um galpão de 19.000 m². No total, após a conclusão da segunda fase, serão dois galpões modulares com 41.170 m² de área bruta locável e 43.065 m² de área construída, incluindo área de escritórios. No local, os locatários terão serviços de segurança 24 horas, portaria blindada com eclusas no acesso de veículos de carga, pátio de carretas, manutenção, limpeza, refeitório e salas de treinamento.

Os galpões – com pé-direito de 12 metros, piso industrial nivelado a laser e com resistência de 6 ton/m² – poderão receber operações logísticas de diferentes segmentos de atuação. Abreu comenta que por causa da grande flexibilidade pretendida para determinadas operações, como refrigerados e produtos químicos, se farão necessárias algumas adaptações. Contudo, lembra de um caso de sucesso nesse sentido: “no empreendimento Global Cumbica, em Guarulhos, tivemos uma experiência com um inquilino que adaptou o galpão para uma operação refrigerada”.

O aspecto de sustentabilidade ambiental também foi priorizado no projeto, que conta com sistemas de reciclagem de águas pluviais, iluminação zenital e sistemas termoacústico e de circulação de ar, visando à economia de energia. “O financiamento do BNDES reforça o seu compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira e, para a GWI Real Estate, representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa, tanto do ponto de vista de ampliação das operações quanto de governança corporativa e relacionamento com o mercado de capitais”, ressalta o diretor da empresa, Carlos Barcellos.

Abreu revela que inúmeras empresas já manifestaram o interesse na locação total ou parcial do galpão, mas as propostas recebidas até o momento estão em análise. De acordo com informações fornecidas por ele, os interessados no empreendimento têm projetos de logística para as indústrias de cosméticos, bens de consumo e farmacêutica. “A procura pelo Global Jundiaí tem sido grande e acreditamos que a localização privilegiada (km 66 da Rodovia Anhanguera) manterá a demanda no longo prazo”, projeta.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Logística Reversa é a "bola da vez"

Em decorrência da relevância crescente da logística, surge um tema cada vez mais importante e, até, imprescindível, que é a logística reversa 

Cada vez mais, a logística, como um todo, é peça fundamental em todas as etapas de um negócio – seja ele público ou privado. Se uma organização não a levar em conta, certamente perderá mercado. Na maioria das vezes, diferenças pequenas de valores aliadas a prazos de recebimento um pouco mais reduzidos fazem a grande diferença na forte concorrência. E sem o cálculo logístico não há como conseguir tais vantagens competitivas.

Em decorrência da relevância crescente da logística, surge um tema cada vez mais importante e, até, imprescindível, que é a logística reversa. Ela também deve ser dimensionada desde a concepção do projeto pois influencia significativamente toda a cadeia econômica.

Em linhas gerais e de forma simplista, a logística reversa diz respeito a devolução de mercadorias. Ou seja, quando elas retornam do cliente final ao distribuidor ou indústria. Fundamentalmente, ela é aplicada em dois casos:

- Produtos novos que não vieram de acordo com as especificações do cliente ou, até, que não caíram no seu gosto e, portanto, devem ser trocados ou devolvidos;

- Mercadorias que já esgotaram a sua vida útil e precisam de uma destinação segura, correta e de forma sustentável.

Apesar do tema ser atual, é importante lembrarmos de quando, antes da embalagem descartável, trazíamos aos supermercados os vasilhames de vidro de bebidas para serem recicladas. Isto era logística reversa. Apesar de ser aplicada naquela época, seus conceitos, somente há pouco tempo, ganharam força.

Atualmente, com a forte preocupação que todos temos para a preservação de nosso planeta, a questão da reciclagem é vital. E ela faz parte do item 2 citado acima. Ou seja, os produtos que já estão obsoletos, sem condição de uso, devem ser transformados para que não precisemos utilizar recursos da natureza e, consequentemente, deixar o nosso planeta sustentável.

Nos EUA, por exemplo, de acordo com o Reverse Logistics Association, são gastos mais de US$ 750,00 bilhões com a logística reversa. Porém, estes números não devem ser analisados como gastos e sim como investimentos, já que a economia gerada pela prática desta modalidade logística é muito grande – tanto em termos financeiros como em qualidade de vida.

Muitas empresas ainda não se atentaram a este crucial ponto. As que se preocupam lucram em vários setores: valorização da reputação e imagem, fidelização da clientela, auto-sustentabilidade, economia e descoberta de novos nichos de mercado, entre outros fatores de relevo.

A bem humorada expressão que relaciona lixo e luxo está cada vez mais correta. O lixo, com a reciclagem, pode transformar-se em produtos interessantes e rentáveis, sem esgotar os recursos naturais. Baterias de telefones celulares e pilhas, por exemplo, hoje, quando reciclados, podem se converter, entre outros, em tinta para pintura.

Muitas empresas, conscientes da fundamental importância da logística reversa, diminuíram o tamanho das embalagens de seus produtos – com o mesmo conteúdo – para, além de utilizar a logística de entrega com menor custo, poder, no caso da utilização da logística reversa, reduzir despesa e gerar menos lixo.

A logística reversa de embalagens deve ser destacada por sua importância. Com o atendimento a rincões cada vez mais distantes, os custos de transporte podem sofrer aumento pelo fato de os veículos retornarem com as embalagens vazias. Além disso, o transporte do que até então era considerado lixo é um custo considerável enquanto este mesmo material pode gerar lucro ao se transformar em matéria-prima. Para que isto não ocorra, algumas medidas são essenciais. Por exemplo:

- utilização de materiais recicláveis;
- reutilização de embalagens;
- adoção de sistemas de recuperação;
- redução de resíduos na origem;
- reciclagem.

Em relação à reciclagem de embalagens, empresas atentas à gestão ambiental e incentivadas pelas normas da ISO 14.000 começaram a reciclar caixas de papelão, garrafas plásticas e latas de alumínio, entre outros itens, que agora não são mais tratados como lixo e sim como matéria-prima. Além disso, o departamento de design de embalagens entra em ação para que possa redesenhá-las, diminuindo-as (porém mantendo a capacidade de acomodar o mesmo conteúdo) e aumentando o espaço para transportar quantidade maior de mercadorias, além de serem mais atrativas ao cliente. Estes pontos são fundamentais para todo o processo de logística, logística reversa e de conquista de mercado, através de preço, respeito a prazos e qualidade.

Devemos chamar atenção também para que a logística reversa seja previamente delineada desde a concepção do produto. Se isto não ocorrer, em vez de ser um facilitador, ela poderá ser um transtorno – única e exclusivamente pela falta de planejamento. Como consequência desta falha, poderemos ter, entre outros: duplicidade em armazenagem, separação, conferência e distribuição.

Outra analogia à qual podemos nos basear é na questão da energia. Sabemos que ela se transforma continuamente: uma hora é térmica; outra, potencial; passando por elétrica, cinética, entre outras. Claro, há pequena dissipação, mas ela se transforma. Por que então não utilizamos este precioso conceito para, cada um de nós, termos em mente que os materiais podem ser transformados para o nosso bem e de nossas futuras gerações, assim como a energia?

No Brasil, infelizmente, não existe ainda legislação inerente à questão, pois não é encarado por boa parte das empresas como um "processo fundamental". Algumas resoluções obrigam, por exemplo, fabricantes e importadores de pneus a darem destinação final a seus produtos que não servem mais. Não obstante, a conscientização está crescendo muito tanto no mercado corporativo, em todos os níveis de governo e junto à sociedade.

Na prática, a partir do momento em que qualquer empresa recebe um produto de volta, está praticando a logística reversa. Porém, ao não dar importância, ao não ter um departamento específico para tal, perde, e muito, tanto financeiramente, como em imagem. É imprescindível que haja uma mais abrangente conscientização junto à cadeia produtiva e população. E de forma urgente!

Portanto, a dica é: fiquem atentos à questão pois a logística reversa é a "bola da vez" já que faz, realmente, a (boa) diferença.

Rodrigo Otaviano Vilaça - é presidente da Associação Brasileira de Logística - ASLOG