Boas Vindas

Seja bem vindo ao nosso Blog!!! Nosso interesse é mante-ló informado sobre tudo o que acontece no mundo da logística no Brasil e em nosso estado.

Páginas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

DESAFIOS E OPORTUNIDADES DO TRANSPORTE RODOVIÁRIO

João Guilherme Araujo
Data: 29/11/2011
Autor: 
João Guilherme Araujo



Soluções encontradas no País para a revitalização do setor de cargas ficarão de pé se houver um foco na gestão operacional
 
Um caminhão deve ser tratado como um avião, onde qualquer minuto de capacidade ociosa é irrecuperável.
 
Desde meados da década de 2000 e mais fortemente após a recuperação da crise de 2008, o Brasil vive o que pode ser chamado de revitalização do setor de transporte rodoviário de cargas. Houve um grande aumento de demanda, em velocidade maior do que a possibilidade de crescimento na oferta do serviço.
O desequilíbrio entre demanda e oferta de transportes, por sua vez, impulsiona um novo ciclo de desenvolvimento do segmento. Além do crescimento do PIB, fatores como expansão da fronteira agrícola, mercados consumidores mais exigentes e distantes dos grandes centros urbanos, a interiorização da atividade econômica e as fortes restrições de capacidade dos outros modais de transporte colocaram ainda mais peso e pressão no lado da demanda no setor rodoviário.
 
A restrição de aumento de oferta desse serviço deve-se à limitação da capacidade instalada das montadoras e fabricantes de caminhões, ao alto grau de dependência dos motoristas autônomos nesse setor e sua frota envelhecida e sucateada, às dificuldades e falta de investimento nas rodovias, a novas e sempre mais rigorosas restrições legais de operação do segmento e, por fim, desde a implantação dos programas de distribuição de renda, a uma menor barreira de saída aos autônomos que começam a perseguir outras oportunidades de “levar a vida”.
 
Em outro flanco, vale também destacar o forte processo de profissionalização do setor de logística, no qual as atividades de transporte estão inseridas. Ao olhar para os últimos cinco anos, percebemos a grande quantidade de movimentações de mercado nas composições de capital e controle acionário dos operadores logísticos e transportadores de cargas.
 
Em um passado não muito distante não havia nenhuma empresa do ramo de logística listada na bolsa de valores brasileira; atualmente, existem várias representantes, como ALL; Tegma; Wilson, Sons; JSL, entre outras. Em paralelo, já é relevante a presença no País de atores internacionais (TNT, DHL, Fedex, UPS, entre outras) e vários movimentos de fusões e aquisições de companhias estão em andamento. Há também a presença e foco de alguns fundos de investimento também atraídos pelo setor e fazendo aportes em empresas de capital fechado ou em “start ups”, como Veloce, Acqes, Rapidão Cometa, Gafor, para citar alguns.
 
Por fim, e não menos importante, nota-se um forte movimento de formação e atração de grandes executivos, o que traz ainda mais vigor e frescor para esse momento especial e interessante pelo qual passamos.


OS DESAFIOS ATUAIS

O Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) realizou, no ano passado, uma pesquisa com os principais transportadores do Brasil e a comparou com pesquisa semelhante realizada em 2008 pelo Coppead/UFRJ. Nessa comparação, a questão de restrição de oferta se manifesta em diversos dados coletados e sua evolução nos últimos dois anos se apresenta no quadro abaixo:
Com base nesse cenário de aumento de demanda e na dificuldade de contrapartida de oferta e também na reorganização e maior profissionalização dos transportadores, fica relativamente simples prever uma forte pressão por aumento de preços de transporte. No fundo, tal previsão já vem se cumprindo e sua materialização compõe relevante variável de pressão inflacionária. É importante notar que, se essa pressão não for abordada de maneira holística e propositiva por todos os atores da cadeia de distribuição, tende a se agravar e trazer importantes impactos já no curto prazo. Em suma, o primeiro e maior desafio do setor é buscar,     se não uma redução, pelo menos a manutenção dos patamares de custos relativos (% custo/receita) dos embarcadores (quem contrata o frete). 
 
Vale lembrar ainda a crescente questão de normas e restrições de circulação de carga nos grandes centros urbanos. Trata-se de tema polêmico e que sem dúvida se junta no topo da lista de desafios e pressões de custo para operação de transporte de carga. Em recente e ainda inédita pesquisa do ILOS realizada sobre o assunto, obtivemos um número médio estimado em 20% de aumento de custos na cadeia de distribuição urbana, fruto dessas novas, variadas e crescentes restrições de circulação de veículos de carga. 
 
Na outra ponta dos desafios, é preciso analisar a questão do serviço. Nesse aspecto há uma clara tendência de aumento nos graus de exigência dos clientes em conjunto com uma grande dificuldade na renovação, contratação e treinamento dos motoristas e operadores de entrega de cargas. Não só a regulamentação e formalização do setor estão aumentando, como também a quantidade de tecnologia embarcada nos veículos e os requerimentos técnicos exigidos para os motoristas são barreiras cada vez mais altas de se ultrapassar. Grandes transportadores que possuem capacidade de investimento e renovação de frota se encontram impedidos de crescer em sintonia com a demanda pelo serviço, por absoluta falta de mão de obra. 

Outra dimensão que afeta negativamente o serviço é a péssima infraestrutura rodoviária nacional. O Brasil possui por volta de 212 mil quilômetros de rodovias pavimentadas para uma área total de 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Para comparar, os EUA possuem 4,21 milhões quilômetros de rodovias pavimentadas para uma área de 9,1 milhões de quilômetros quadrados; na China a relação é 1,6 milhão de quilômetros para 9,3 milhões quilômetros quadrados e na Índia, de 1,5 milhão de quilômetros para 3 milhões de quilômetros quadrados. Em outras palavras, mesmo com todo investimento privado e grande esforço gerencial nas empresas do setor, ficará cada vez mais difícil alcançar uma boa prestação de serviços para uma economia crescente, mais bem distribuída e cada vez mais capilarizada. 
 
Fechando a relação dos grandes desafios, é preciso mencionar a pressão cada vez maior por iniciativas de responsabilidade ambiental, tendência forte em todos os mercados e que atinge também o segmento de transporte. Já há embarcadores adotando a pegada de carbono como uma das métricas relevantes na definição de sua estratégia de transportes, sendo o modal rodoviário um emissor menos competitivo quando comparado a modais como o hidroviário, dutoviário e ferroviário. 


OPORTUNIDADES E INICIATIVAS
Diante desse quadro, a grande motivação dos executivos é superar os grandes desafios e utilizar-se do transporte rodoviário para trazer vantagens competitivas e sustentabilidade para seus negócios. Boas iniciativas estão brotando no setor, tanto no ambiente empresarial quanto em áreas de governo, comprovando que é sempre em momentos de grandes desafios que os ciclos de maior desenvolvimento e a quebra de paradigmas acontecem. 
 
Na área oficial, encontramos alguns planos de investimento cobertos pelos programas PAC 1 e PAC 2 que visam aumentar a cobertura geográfica das rodovias pavimentadas, bem como melhorar as condições de rodagem e segurança dos transportadores. Infelizmente, o maior quinhão do PAC ainda continua na fase de “carta de intenção”, mas não se podem desconsiderar alguns investimentos em duplicação de vias e extensões de rodovias já em andamento. Um bom exemplo de obra importante (embora não seja parte do PAC) e já entregue é o trecho sul do rodoanel de São Paulo. 

Uma segunda frente do governo, tão importante quanto os investimentos em infraestrutura, é o aumento da formalização do setor e busca por maior regulação. A extinção da “carta frete” está datada para o final de outubro e, embora não haja muita gente atenta ao fato, trata-se de marco significativo e que vai trazer melhores resultados e liberdade de operação aos autônomos, além de ser uma forma de fiscalizar o setor e criar uma comprovação de fonte de renda formal e que poderá ser utilizada pelo autônomo no advento de uma busca de crédito para renovação de seu caminhão, por exemplo. 

Do lado das empresas, há uma tendência de uso intensivo da tecnologia de informação com vistas ao ganho de maior eficiência operacional e produtividade dos ativos. Independentemente da posse direta ou indireta (contratação de serviço) dos ativos de transporte, tornou-se fundamental uma eficiente e monitorada gestão de veículos. Não apenas pelo barateamento e maior acesso às novas tecnologias como também pela relevância de aperfeiçoar os fluxos e saturar ao máximo os veículos de carga. A maior visibilidade ao longo de toda a cadeia de distribuição e uma perfeita integração entre suas etapas geram maior sincronia na aplicação dos veículos, ajudando a diminuir as componentes de pressão de custos e trazendo eficiência operacional aos circuitos de transporte. O ponto máximo dessa tendência se materializa nas centrais de tráfego ou centros de controle operacionais, antes apenas comuns nos transportadores e atualmente parte do negócio de vários embarcadores. 

Outra iniciativa na área de investimentos em tecnologia a destacar é a retomada nos estudos e desenvolvimentos de novos tipos de veículos e perfis de frota. Tanto as montadoras quanto as transportadoras voltaram a investir no desenvolvimento de ativos de transporte mais ágeis, flexíveis, leves, “verdes”. Ainda nessa seara, os equipamentos e atividades de carga e descarga também têm sido alvo de inovação, principalmente pelas diminuições de tempo e maiores exigências das janelas de entrega. Como confirmação dessa oportunidade, há operadores que estão se especializando em desenhar ativos e operações dedicadas por tipo de indústria e até cliente, a depender do porte dessas operações. 

Uma terceira e grande iniciativa adotada para buscar maior eficiência na cadeia de distribuição é a prática de transporte colaborativo. Sempre que o mercado se vê enfrentando restrições de oferta de transporte, os embarcadores se tornam sócios dos prestadores de serviço na busca por eficiência operacional, e isso traz uma maior facilidade na busca de compartilhamento de capacidade de transporte para circuitos de carga de diferentes empresas. Bons exemplos disso têm sido o trabalho de carga de retorno (“back Hault”) dos varejistas com seus maiores fornecedores. Simplificando o conceito: o caminhão que leva cargas do centro de distribuição do varejista para suas lojas, após fazer esse serviço passa pelas fábricas de alguns fornecedores do varejista e retorna carregado ao centro de distribuição. 

Há ainda o compartilhamento de cargas em um mesmo sentido ou canal de distribuição. Isso tem sido notado, por exemplo, em operações de distribuição urbana em que um mesmo veículo entrega cargas de diferentes clientes para um mesmo ponto de venda. Esse é um conceito bastante praticado no exterior e, inclusive, origem de alguns dos operadores de transporte fracionado de classe mundial. 

Por fim, e não menos importante, gostaria de destacar a relevância de se aplicar uma mescla dos conceitos e práticas de negócios descritos, lembrando que tudo isso só ficará de pé se houver um foco na gestão operacional e no gerenciamento da rotina da operação de transporte. Um caminhão deve ser tratado como um avião, onde qualquer minuto de capacidade ociosa é irrecuperável. Não é demais lembrar que uma competitiva operação de transporte pressupõe indicadores de acompanhamento claros, mensuráveis, um monitoramento real e uma boa gestão das exceções. Esse é o caminho básico e insubstituível para uma boa operação de distribuição rodoviária de cargas, independentemente de mudanças externas ou variações de cenários.

*Artigo publicado na edição de outubro da HARVARD BUSINESS REVIEW BRASIL

João Guilherme Araujo
Tel: (21) 3445-3000
www.ilos.com.br

Agenda de Março

  • 01 de Março
    Pós-graduação em Logística e Serviços - INSCRIÇÕES Local: Indaiatuba / SP
    Realização: Universidade do Transporte
    Informações: (19) 2108-9135
    E-mail: inscrever@universidadedotransporte.com.br
    Site: www.fatecindaiatuba.edu.br/pos
  • 03 de Março
    Transporte de Cargas Especiais e Gestão do Processo de Obtenção de Autorização Especial de Trânsito Local: São Paulo / SP
    Realização: Escola de Transportes
    Informações: (11) 3051-2407
    E-mail: treinamento@guiadotrc.com.br
    Site: www.escoladetransportes.com.br
  • 05 de Março
    Capacitação em Suppy Chain Management Local: São Paulo / SP
    Realização: Inbrasc
    Informações: (11) 3302-9292
    E-mail: atendimento@inbrasc.org.br
    Site: www.inbrasc.org.br
  • 06 de Março
    SCM Innovation Forum Local: São Paulo / SP
    Realização: Infor
    Informações: (11) 5508-8800
    E-mail: solutions@infor.com
    Site: www.infor.com
  • 08 de Março
    Mestrado Profissional em Logística Local: Rio de Janeiro / RJ
    Realização: Pós-Graduação do Depto de Eng. Industrial (DEI) da Pontifícia Universidade Católica do RJ
    Informações: 0800-970-9556
    E-mail: documentocce@puc-rio.br
    Site: http://www.cce.puc-rio.br/sitecce/website/website.dll/folder?cOferec=6154
  • 10 de Março
    Formação em Gestão de Transporte e Logística Local: São Paulo / SP
    Realização: CETEAL - Centro de Estudos Técnicos e Avançados em Logística
    Informações: (11) 5581-7326
    E-mail: secretaria@ceteal.com
    Site: www.ceteal.com
  • 13 a 14 de Março
    Gestão de Operações Logísticas Local: São Paulo / SP
    Realização: Cebralog
    Informações: (11) 3170-4432
    E-mail: sac@cebralog.com
    Site: www.cebralog.com
  • 20 de Março a 02 de Abril
    Fatores Competitivos para a Logística de Armazéns Local: São Paulo / SP
    Realização: Hannes Winkler • EPS Ehrhardt + Partner Solutions.
    Informações: (11) 3373-7545
    E-mail: info@ehrhardt-partner.com.br
    Site: www. ehrhardt-partner.com.br
  • 20 a 21 de Março
    Capacitação em Logística Lean Local: São Paulo / SP
    Realização: Pro Lean
    Informações: (51) 3037-3452
    E-mail: banolas@prolean.com.br
    Site: www.prolean.com.br
  • 21 a 22 de Março
    Gestão Integrada de Estoques Local: Rio de Janeiro / RJ
    Realização: Cebralog
    Informações: (11) 3170-4432
    E-mail: sac@cebralog.com
    Site: www.cebralog.com
  • 24 de Março
    Desenvolvimento em Logística e Supply Chain Local: Rio de Janeiro / RJ
    Realização: Instituto de Logística e Supply Chain – ILOS
    Informações: (21) 3445-3000
    E-mail: ilos@ilos.com.br
    Site: www.ilos.com.br

OGX Maranhão inicia obras de unidade para distribuição de gás

Empreendimento movimentará produtos provenientes de dois pontos de exploração em território maranhense 

A OGX Maranhão, empresa composta pela sociedade entre a OGX e a MPX, companhias pertencentes ao Grupo EBX, iniciou, na primeira semana deste mês, as obras civis do empreendimento de produção e escoamento de gás natural na Bacia do Parnaíba, localizada nos Estados do Piauí e Maranhão. As obras consistem na abertura de faixas de servidão, por onde irão passar os cerca de 8 km de gasodutos que utilizados para movimentar a produção de gás, bem como na construção da Unidade de Tratamento de Gás (UTG).
A UTG está sendo erguida nas proximidades da Unidade Termoelétrica Parnaíba (UTE), no município de Santo Antônio dos Lopes (MA). Nela, será realizado o tratamento para remover os líquidos existentes no gás produzido, filtrar e aquecer o produto e colocá-lo nas especificações exigidas. Após isso, por esta unidade partirá um gasoduto que entregará o gás já tratado para a UTE da MPX. A unidade de tratamento terá 87.500 m² de área construída, contará com 30 colaboradores e deverá iniciar suas operações no segundo semestre deste ano.
O gás natural a ser tratado e produzido na UTG virá do campo de Gavião Real, localizado em Santo Antônio dos Lopes, e posteriormente de Gavião Azul, em Capinzal do Norte (MA). A produção terá início no segundo semestre de 2012 e poderá atingir até seis milhões de m³ por dia de gás natural.

Cosco Vietnam, maior navio a escalar o Porto de Santos


Embarcação tem 334 metros e capacidade para 8.2085 TEUs

O Porto de Santos (SP) começou hoje, dia 8 de fevereiro, a programação de atracação do porta-contêiner Cosco Vietnam, navio de maior comprimento a escalar o terminal paulista. A embarcação tem comprimento linear de 334 metros, 42,8 de boca, calado de 14,5 m em máxima carga e capacidade de armazenamento de 8.208 TEUs.
O navio, de bandeira de Hong Kong e agenciada pela Aliança, chega após atracar no Porto de Itaguaí (RJ). O Cosco Vietnam é operacionalizado no terminal de contêineres da Santos Brasil , localizado à margem esquerda do Porto de Santos. Ao todo, 1.400 contêineres serão desembarcados no local.
De acordo com a administração do porto, a chegada do navio só foi possível devido à dragagem de aprofundamento, empreendida pela Secretaria de Portos (SEP) como política nacional de expansão da infraestrutura portuária.

Concluída a licitação para a dragagem no Porto do Recife



Van Oord Serviços de Operações Marítimas investirá R$ 21,5 milhões para a execução das obras; calado médio será de 11,5 metros

O Porto do Recife publicou na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, no Diário Oficial do Estado, que a empresa Van Oord Serviços de Operações Marítimas foi a vencedora da licitação e será a responsável por realizar a dragagem do canal de acesso, da bacia de manobras e da extensão dos berços de atracação – do cais 00 ao 09.
Estão previstas a retirada de 711 mil m³ de areia, argila e material duro de uma área de 1,2 km². Com a dragagem, o local passará a ter 11,5 metros de profundidade, 2 m a mais que os atuais 9,5 m, e poderá receber navios de maior porte. Para o diretor-presidente do Porto do Recife, Pedro Mendes, este é mais um passo importante para o desenvolvimento e a consolidação do crescimento que o terminal vive neste momento.
A companhia vencedora da licitação investirá aproximadamente R$ 21,5 milhões para a execução das melhorias e terá 120 dias para realizar os procedimentos a partir da assinatura da Ordem de Serviço, que deverá ser feita em meados de março. Isso porque, antes do início das obras de dragagem, será realizada uma medição da profundidade atual, denominada de batimetria. Uma segunda batimetria está prevista para depois da dragagem. Os procedimentos são necessários para a fiscalização do serviço executado pela Van Oord.
O Porto do Recife realizou um processo de desassoreamento semelhante no final de 2009. Porém, à época, foi utilizada somente a draga de sucção, que suga os resíduos do fundo do mar. Durante os trabalhos foram descobertos trechos com solo mais consistente, especialmente na entrada do canal de acesso e em parte dos berços de atracação, que a draga não conseguiu puxar. Desta maneira, na ocasião não foi possível atingir o calado médio (a soma de profundidade de todos os trechos) de 11,5 m de profundidade.
O trabalho que será realizado desta vez foi dividido em dois procedimentos. O primeiro consiste na sucção dos materiais, enquanto o segundo está relacionado à dragagem mecânica (drag-line), que utiliza uma caçamba, conhecida como clan-shell, para cavar e quebrar os resíduos duros do solo.

Fonte: Tecnologistica


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

02 fev FIEPE Caruaru oferece curso de matemática financeira

Imagem da internet
Empresários industriais interessados em utilizar a matemática financeira estrategicamente em situações de
investimentos e financiamentos podem participar do curso promovido pelo Núcleo da FIEPE (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco) em Caruaru.
As aulas serão ministradas, nesta sexta-feira (3), das 18h às 22h, e, no sábado (4), das 8h às 12h e das 13h às 17h. As reservas de vagas podem ser efetivadas no site da .
O curso será ministrado pelo instrutor Carlos Frederico Ferreira – engenheiro civil com experiência na área de análise de projetos de investimento e financiamento. O objetivo é explicar como funcionam as taxas de juros, o pricing bancário, as capitalizações e outras questões práticas da matemática financeira. Os participantes devem levar, para as aulas, calculadora HP 12C.
Empresas associadas a sindicatos filiados à FIEPE têm desconto na matrícula. O valor do curso inclui apostila e certificado, emitido para aqueles que compareceram a 80% das aulas,no mínimo.
Mais informações nos telefones (81) 3722-5667 / 3722-5702 ou pelo nucleocaruaru@fiepe.org.br.

07 fev FGV oferece MBA em Logística na Faculdade Nova Roma

A Faculdade Nova Roma está com inscrições abertas para o MBA em Logística e Supply Chain Management da Fundação Getulio Vargas (FGV). O curso é voltado para gestores e executivos que atuam na elaboração de estratégias e convivem com os desafios da logística empresarial. As aulas começam em março.
A pós-graduação desenvolve nos alunos competências e técnicas que permitem a racionalização dos processos
logísticos. Os participantes dominam aspectos como a utilização da tecnologia da informação, a valorização do capital humano, a negociação cooperativa, o aumento da produtividade, a identificação e redução de custos logísticos, em um ambiente de comprometimento social e ambiental.
O curso tem duração de 18 meses, com aulas às sextas-feiras (18h30 às 22h50), aos sábados (08h às 12h20 / 13h20 às 17h50) e aos domingos (08h às 12h20), e confere certificado de Pós-Graduação Lato Sensu, em nível de especialização, com reconhecimento em todo o Brasil e no exterior. As inscrições podem ser feitas diretamente no site da instituição (www.faculdadenovaroma.com.br), no ícone “Pós-Graduação”.
Matrícula e outras informações pelo telefone (81) 2128-8000.

Associação de Energia Eólica busca parceiros em PE

Crédito: Shirlene Marques


A presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEÉolica),Elbia Melo, esteve no Recife nesta segunda-feira (06) em busca de parcerias para a consolidação de uma Rede de pesquisa sobre o setor. O encontro que reuniu pesquisadores da UFPE, da UPE e da PUC-Rio, faz parte do projeto que busca a consolidação e a disponiblização de pesquisas que possam beneficiar a cadeia produtiva.
No Brasil, de acordo com a ABEÉolica, existem 11 fabricantes de geradores de energia eólica e Pernambuco desponta como um dos centros de destaque. “Pernambuco é vocacionalmente voltado para à tecnologia e a logística de Suape proporcionaram a chegada de muitos empreendimentos”, destacou Elbia Melo. Para a executiva, a inserção de fábricas em nosso Estado têm levado à redução de custos, porém há a necessidade da realização de estudos para uma otimização do setor. Um das expectativas da Rede é poder adaptar a tecnologia usada atualmente às condições brasileiras.
Crescimento - O Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce no setor eólico, somente atrás de China, Estados Unidos e Índia. Atualmente, a nação brasileira tem 1.471 MW de capacidade instalada de energia eólica em 71 parques eólicos, distribuídos por nove estados. Vários leilões de energia foram realizados desde 2009, quando foram adicionados 6.759 MW de novos projetos contratados pelo Ministério de Minas e Energia, o que trará um volume de instalações de energia eólica no País de mais de 8.050 MW até 2016. Esse número é cerca de 5,5 vezes maior do que a capacidade atual, de 1.471 MW, e atrairá mais de 12 bilhões de dólares em investimentos.
Fonte: NE10.