O
Porto do Recife publicou na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, no
Diário Oficial do Estado, que a empresa Van Oord Serviços de Operações
Marítimas foi a vencedora da licitação e será a responsável por realizar
a dragagem do canal de acesso, da bacia de manobras e da extensão dos
berços de atracação – do cais 00 ao 09.
Estão previstas a retirada de 711 mil m³
de areia, argila e material duro de uma área de 1,2 km². Com a
dragagem, o local passará a ter 11,5 metros de profundidade, 2 m a mais
que os atuais 9,5 m, e poderá receber navios de maior porte. Para o
diretor-presidente do Porto do Recife, Pedro Mendes, este é mais um
passo importante para o desenvolvimento e a consolidação do crescimento
que o terminal vive neste momento.
A companhia vencedora da licitação
investirá aproximadamente R$ 21,5 milhões para a execução das melhorias e
terá 120 dias para realizar os procedimentos a partir da assinatura da
Ordem de Serviço, que deverá ser feita em meados de março. Isso porque,
antes do início das obras de dragagem, será realizada uma medição da
profundidade atual, denominada de batimetria. Uma segunda batimetria
está prevista para depois da dragagem. Os procedimentos são necessários
para a fiscalização do serviço executado pela Van Oord.
O Porto do Recife realizou um processo
de desassoreamento semelhante no final de 2009. Porém, à época, foi
utilizada somente a draga de sucção, que suga os resíduos do fundo do
mar. Durante os trabalhos foram descobertos trechos com solo mais
consistente, especialmente na entrada do canal de acesso e em parte dos
berços de atracação, que a draga não conseguiu puxar. Desta maneira, na
ocasião não foi possível atingir o calado médio (a soma de profundidade
de todos os trechos) de 11,5 m de profundidade.
O trabalho que será realizado desta vez
foi dividido em dois procedimentos. O primeiro consiste na sucção dos
materiais, enquanto o segundo está relacionado à dragagem mecânica
(drag-line), que utiliza uma caçamba, conhecida como clan-shell, para
cavar e quebrar os resíduos duros do solo.
Fonte: Tecnologistica
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