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terça-feira, 30 de agosto de 2011

ULMA Handling Systems apresenta novos equipamentos para armazenagem e separação de pedidos

Equipamentos oferecem alta performance, ergonomia e segurança nas operações


A ULMA Handling Systems (www.ulmahandling.com.br), especializada no desenvolvimento de ampla gama de projetos de sistemas automatizados, apresenta ao mercado brasileiro dois sistemas com objetivo de otimizar as operações de armazenagem  e separação de itens em armazéns e centros de distribuição: um carrossel horizontal e um sistema de classificação automática. Ambos sistemas vão auxiliar as empresas no desafio de otimizar a armazenagem e preparação de pedidos como ganho de vantagem competitiva que resulta na melhoria do serviço oferecido ao cliente.

O Carrossel Horizontal tem como objetivo aumentar ao máximo a taxa de produtividade da operação, reduzindo o número de movimentos de operadores, deslocamentos e abrindo espaço no armazém. Criado para a armazenagem horizontal de diversos materiais de grande, médio e pequeno volumes, o carrossel horizontal tem como princípio “estoque vai ao operador”: os cestos (módulos de armazenagem) deslocam-se em um movimento horizontal, tipo carrossel, permitindo aos operadores o acesso a milhares de referências com uma frente de trabalho muito reduzida.
O carrossel horizontal dispõe de uma série de cestos suportados por rodas de aço e poliamida, que permitem minimizar os desgastes e admitem cargas de até 600 kg/cesto aproximadamente. A carga se distribui diretamente sobre o solo de maneira uniforme e dispõe de um mecanismo de arraste que permite realizar a manutenção muito facilmente e sem necessidade de acessar áreas elevadas.
Os carrosséis horizontais projetados pela ULMA alcançam uma velocidade de 30m/min e as dimensões de largura total são personalizáveis às necessidades de cada cliente e possibilitam perfeita integração com outros sistemas logísticos, como por exemplo os dispositivos Pick to Light. Este carrossel também conta com um sistema de transmissão, localizado na parte inferior, que transfere o movimento do pinhão às cestas, facilita as tarefas de manutenção e evita que se desprendam partículas aos materiais movimentados, razão pela qual o carrossel é implantado habitualmente em soluções projetadas para o setor hospitalar e farmacêutico.
O sistema é gerenciado pelo software IK LOG que permite um controle completo do armazém, eliminação de erros e custos de gestão. Entre suas vantagens estão: investimento em segurança - vida útil longa; significativa redução de custos; o cliente recebe o produto no momento exato, na quantidade requerida e com a máxima qualidade; preparação multipedidos; inventário permanente; ótimo aproveitamento de espaço; alta velocidade, confiabilidade e precisão; postos de trabalho ergonômicos; alta eficiência energética; eliminação de papel.

O Surfing Sorter Mini é ideal para aplicações em empresas do setores editorial, químico, alimentação, tabaco, têxtil, ferragens e embalagem. É um equipamento de sistemas flexíveis, que garante a compatibilidade com outros sistemas ou elementos automáticos; permite desenvolver sistemas personalizados, considerando fatores como fluxo, rotatividade e condições de serviço, e proporciona vantagens competitivas através da precisão e da rapidez nas operações, garantindo o controle dos processos e a possibilidade de tratamento da informação on-line.
Com capacidade de fluxo até 7.000 peças/hora, o Surfing Sorter Mini tem portas de entrada com vários pontos de indução e capacidade de saídas até 180 canais de saída; abriga cargas nas dimensões entre 55 x 55 x 1 mm e 550 x 350 x 250 mm; e peso da carga de no mínimo 50 g e máximo 5 kg. Entre as vantagens que apresenta, o sistema provê exatidão operacional, aumento da produtividade, simplificação, confiabilidade e rapidez na preparação de pedidos, além de possibilitar o tratamento de informações on-line e é compatível com outros sistemas ou elementos automáticos.


Sobre a ULMA Handling Systems
A ULMA Handling Systems é uma empresa com 25 anos de mercado especializada no desenvolvimento de ampla gama de sistemas automatizados para movimentação e armazenagem de materiais em parceria com a renomada empresa japonesa DAIFUKU. Presente no Brasil desde 1997, ULMA Handling Systems tem em seu portfólio sistemas de separação de pedidos, armazenagem automatizada, movimentação e classificação automatizada, sistemas para fim de linha ou paletização automatizada e softwares para gestão da cadeia de abastecimento (supply chain management).
Com uma equipe de 250 colaboradores e presença na Espanha, França, Brasil e Chile, desenvolve seus serviços desde o projeto e o planejamento de uma solução logística até o serviço de pós-venda e reengenharia, processos desenvolvidos em conjunto com o cliente. É uma empresa certificada ISO 9001:2000, ISO 14.001:2004 e OSHAS 18.001:2007.
Principais clientes: Rogê Distribuidora, Acrilex, Belenus, Hitachi, Danone, VAZ, Cofema, Ecopads, Fujifilm, SMC, Columbia, Omron.


Andréa Espírito Santo
Assessora de Imprensa
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Varejistas se preocupam com os furtos e investem no combate as perdas


Empresas brasileiras do setor varejista têm garantido bons resultados, principalmente, em relação ao aumento dos lucros e da rentabilidade, ao investir em soluções de combate às perdas – furtos, roubos, falhas operacionais, rupturas etc. É o caso da rede de lojas de moda feminina Esplanada Brasil, presente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, com 39 unidades, por onde circulam anualmente cerca de 15 milhões de pessoas.

Com um alto volume de movimentação de mercadorias e pessoas pelas suas lojas, a rede varejista de moda feminina aposta em inovações tecnológicas para reduzir os prejuízos ocasionados por furtos internos e externos. “Reestruturamos a nossa área de Prevenção de Perdas e adquirimos antenas de proteção que, apesar de instaladas e testadas recentemente, em maio de 2011, já mostram resultados satisfatórios. A nossa previsão é adquirir, até agosto deste ano, mais 200 antenas para outras 29 lojas”, afirma Alexsandro Souza, gerente de Prevenção de Perdas do Grupo Esplanada Brasil, cujas soluções de segurança eletrônica para prevenção de perdas são fornecidas pela Gateway Security.

Não à toa a Esplanada Brasil e outras dezenas de clientes da Gateway, entre eles, Atacadão, Besni, C&A, Coop, Ellus, Empório Armani, GBarbosa, Leroy Merlin, Livrarias Saraiva, Lojas Americanas, Mambo, Marisa, Riachuelo, Russi, Sonda, Walmart, Y.Yamada e Zoomp, têm investido em soluções tecnológicas para a proteção eletrônica de suas mercadorias. De acordo com o mais recente estudo do Programa de Administração do Varejo (Provar), da FIA-USP, as perdas no varejo brasileiro alcançaram 1,77% da receita operacional das companhias. Entre os principais problemas estão os furtos internos (20,1%) e os externos (20,4%). Já o 39º Relatório Anual do setor supermercadista, elaborado pela revista Supermercado Moderno, revela que a perda média no segmento alcançou 4,43%, equivalente à ; astronômica cifra de R$ 7,9 bilhões.

Finame: carência e juros menores – Dessa forma, o varejo brasileiro busca cada vez mais qualidade e as tecnologias mais avançadas para reduzir esses prejuízos, porém, há muito tempo pleiteia alternativas e facilidades financeiras que não afetem o seu planejamento orçamentário. Para atender à necessidade e aos anseios de empresas de todos os tamanhos, em todo o país, a Gateway Security, uma das líderes nacionais no desenvolvimento de soluções tecnológicas para a proteção eletrônica de mercadorias, tornou-se a primeira e, até o momento, a única, companhia do setor a ter seus equipamentos homologados pelo BNDES Finame.

Desde março, as empresas podem adquirir antenas e desativadores da Gateway com os benefícios da Finame, programa do BNDES que dispõe de linhas de financiamento para a compra de equipamentos novos e fabricados no país incluídos no Cadastro de Fornecedores Informatizados (CFI). As principais vantagens são taxas de juros mais baixas (a partir de 6% ao ano) que as do mercado, prazo de até cinco anos para a quitação da dívida e até 24 meses de carência para iniciar os pagamentos, de acordo com as condições aprovadas pelo agente financeiro.

Além de oferecer produtos com os benefícios da Finame, a Gateway, por montar e fabricar seus equipamentos na própria empresa, está inscrita no Processo Produtivo Básico (PPB), homologado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. O PPB credencia corporações que investem no mínimo 4% do faturamento dos produtos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). 

BNDES: R$ 15 bi para micro, pequenas e médias empresas – De janeiro a abril, o BNDES registrou o volume recorde de mais de 226 mil operações de crédito, de todas as modalidades, apenas para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Esses contratos totalizaram R$ 15 bilhões, equivalentes a 45% do volume de quase R$ 34 bilhões em operações fechadas pelo banco nos quatro primeiros meses do ano.

• Empresas de todos os tamanhos têm à disposição o incentivo para investir na proteção eletrônica de mercadorias e, assim, reduzir prejuízos e aumentar os lucros
• Grupo Esplanada Brasil, com 39 lojas, obteve bons resultados com equipamentos da Gateway, única empresa do setor no país com produtos homologados pela Finame
• Estudo revela que as perdas no varejo brasileiro alcançaram 1,77% da sua receita operacional; furtos internos (20,1%) e externos (20,4%) são os principais problemas


Texto: Versatil Comunicação
Foto: Stock.xchng

Desafios da Função Compras nos Mercados Emergentes


Artigo escrito por ATAÍDE BRAGA
Introdução
O mundo em que vivemos vem apresentando várias mudanças e de uma maneira tão rápida que às vezes nos deixa assustados com a evolução dos acontecimentos. A economia mundial, por exemplo, está passando por profundas transformações e de maneira bastante dinâmica. O eixo do poder econômico que sempre se concentrou em tornos dos EUA e países Europeus está se deslocando para os países emergentes.
Muitos são os exemplos que poderíamos utilizar para apresentar como evidências deste argumento, mas devido à limitação de espaço neste texto, serão discutidas três situações relacionadas a dados macroeconômicos. Vejamos por exemplo o comportamento das vendas mundiais de veículos de passageiros e comerciais leves quando se compara a fatia de mercado dos países emergentes em 2007 e em 2010. Os emergentes saíram de uma pequena participação em junho de 2007 para quase metade das vendas mundiais deste produto em setembro de 2010.
Outro dado interessante é fato de que os mercados dos emergentes são considerados os melhores mercados para os próprios emergentes. A participação do mundo emergente como destino das exportações dos próprios emergentes evoluiu de 37,7% no ano 2000 para 50,10% em 2009, demonstrando a preferência mencionada e contribuindo para entendimento do redirecionamento do eixo do poder econômico. 
Por último, A figura 1 traz uma visão panorâmica do crescimento do produto interno bruto (PIB) de vários países no ano de 2010 e contribui ainda mais para consolidar a importância dos países em desenvolvimento. Digno de nota é o fato de que o Brasil ocupa a terceira posição em termos de crescimento entre os países considerados, atrás da China e da Índia. Os demais países, incluindo os EUA, Japão e vários Europeus, apresentaram crescimento bem abaixo do que os três maiores desempenho mencionados.
Este conjunto de indicadores aponta na direção da significância dos emergentes no concerto econômico mundial dando suporte a iniciativas de se buscar um melhor entendimento do que vem acontecendo nas regiões dos países em foco, principalmente no que se refere à gestão dos recursos que são ofertados. Assim, o instituto ILOS, em parceria com outras organizações internacionais, realizou a pesquisa sobre os desafios e oportunidades para os compradores que adquirem bens e serviços em países emergentes e que será apresentada de forma resumida neste artigo.
Parceiros da pesquisa
A pesquisa foi coordenada pela Sociedade Alemã de Logística (BVL) e pelo Departamento de Logística da Universidade de Tecnologia de Berlim e contou com a participação de colaboradores e especialistas de diferentes países para coleta de dados nas suas respectivas regiões ou outras de seus interesses. Esta pluralidade de pesquisadores e campos estudados conferiu o caráter internacional do ambiente onde a pesquisa foi realizada.
O Brasil foi representado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), e teve ao seu lado Escolas de Negócios de diferentes Universidades e Associações de Logística da China, Rússia, Turquia e Estados Unidos da América. Estas instituições investigaram as atividades de Compras nos emergentes das seguintes regiões: Brasil, Turquia, Rússia, China, Leste Europeu, Tigres Asiáticos e ASEAN5 (Associação das Nações do Sudeste Asiático – Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Vietnam). A figura 2 mostra no lado esquerdo o grupo de países onde estavam localizadas as empresas compradoras e o lado direito é representado pelas regiões fornecedoras para as empresas dos países do lado esquerdo.
O estudo contou com a participação de 332 importantes empresas industriais com elevado valor anual de gastos realizados pelos seus departamentos de Compras e que dividiram com os pesquisadores suas percepções sobre os objetivos de sourcing, os desafios atuais e futuros que elas estão experimentando na definição das suas estratégias de suprimentos e, ainda, a respeito do volume de redução de preços nas compras realizadas nos mercados emergentes.
A grande maioria das empresas entrevistadas (79%) tinha faturamento acima de 50 milhões de Euros e 40% do total da amostra tinha faturamento acima de 500 milhões de Euros. O executivo de Compras tinha posição de Vice-Presidente em 14% delas e Diretor ou Gerente Executivo em 78% das empresas, indicando a importância desta função principalmente sob a perspectiva estratégica.
A amplitude dos setores pesquisados mostra a diversidade de empresas que emitiram suas opiniões colaborando com a generalização dos resultados encontrados. Os segmentos investigados foram: máquinas e motores; eletrônica e tecnologia de informação; automotivo; alimentos e bebidas; bens de consumo; químico e farmacêutico; têxtil; e siderúrgico.
Desafios dos Compradores em Mercados Emergentes em Geral
As empresas localizadas no lado esquerdo da figura 2 que executam suas aquisições nos mercados emergentes dos países citados no lado direito da figura 2 encontram vários desafios associados à qualidade dos produtos, infraestrutura logística, processos e comunicação e outros que serão discutidos adiante. Alguns destes desafios estão constantemente sendo ressaltados na mídia internacional e pouca evolução em direção de alteração do quadro dos últimos anos tem sido observada.
A figura 3 a seguir apresenta uma consolidação dos fatores mencionados. Qualidade dos produtos foi o problema mais apontado pela grande maioria (77%) das empresas compradoras nos mercados emergentes. A baixa qualidade pode ser explicada pelo baixo conteúdo tecnológico quando comparado com regiões desenvolvidas, pouca preocupação com o cliente e problemas de produção e gestão. Uma forma de se contornar este problema é a utilização de serviço terceirizado de controle de qualidade antecipado. Algumas empresas brasileiras que realizam partes das suas compras fora do Brasil em países emergentes procuram adotar a prática de ter uma empresa de auditoria no local da obtenção para atestar a qualidade antes do material ser encaminhado e evitar todo transtorno de recusa do material depois da sua chegada no país.
A infraestrutura logística foi apontada em segundo lugar com 74% dos votos entre os entrevistados. Este ponto é recorrente nas condições oferecida pelos emergentes que ainda não contam com uma infraestrutura adequada para movimentação dos bens que exportam ou que comercializam internamente.
No caso do Brasil, já é de amplo conhecimento como nossas restrições logística afetam o tempo de entrega e o custo das compras que são realizadas em nosso país. Alguns de nossos produtos, em que pese serem produzidos ou cultivados de forma eficiente, perdem competitividade internacional por conta da deficiência de estrutura logística que enfrentamos. É claro que já existem projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para suprir alguns gargalos logísticos, mas estes projetos estão sendo executados com uma velocidade tão baixa que ainda vamos levar muito tempo convivendo com os gargalos logísticos atuais.
Os problemas de comunicação citados na figura 6 são referentes a baixa troca de informações entre comprador e fornecedor. Muitas destas informações dizem respeito à operação de movimentação do material que precisa vencer grandes distâncias até ponto de destino, quando se trata de troca entre países. A falta de fornecedores qualificados foi apontada por 68% das empresas compradoras participantes da pesquisa e significa que elas estão encontrando dificuldades em identificar fornecedores adequados devido a questões associadas ao processo produtivo destes fornecedores localizados em países emergentes. Outra dificuldade indicada por 67% das empresas também muito correlacionada a anterior foi a falta de conhecimento tecnológico dos fornecedores.
Pelo visto, os fornecedores estão com estrutura e conhecimentos tecnológicos aquém do esperado pela maioria dos compradores, com reflexos na satisfação das necessidades dos demandantes, que precisam dos fornecedores para realização dos seus significativos investimentos nos próximos anos, devido ao crescimento econômico que foi delineado no início deste texto.
O estudo internacional que deu origem a este artigo também apontou que existe uma mentalidade de negociação entre os emergentes que dificulta os relacionamentos e que proporciona pouca flexibilidade na interação entre as partes. Esta ocorrência foi constatada por 65% dos entrevistados. Curioso também é o fato da cultura local ser apontada por 63% dos respondentes como barreira para realização dos negócios. Pode ser que estas as médias dos dois últimos problemas citados estejam influenciadas pelos demais emergentes, porque o Brasil, devido seus fortes aspectos culturais latinos, sempre foi caracterizado por um país de excelente relacionamento com seus interlocutores.
Desafios dos Emergentes por País
Os países emergentes possuem problemas semelhantes no que se refere ao atendimento de suas próprias necessidades e de outros que procuram este mercado. Sem dúvida, a questão de falta da infraestrutura logística é o fator marcante em todos os países examinados.
Conforme descrito na figura 4, a logística é um grande problema quando se compra na China, sendo apontado por 87% das empresas entrevistadas. Na Rússia, este percentual cai para 85% dos respondentes. As dificuldades estão relacionadas à regulamentação, inúmeros gargalos, falta de operador habilitado e baixo desempenho da cadeia de suprimento na movimentação de material com um todo.
A China iniciou vários programas governamentais para mudar o quadro atual e envolveu empresas de logística estrangeiras nas suas operações de modo a ganhar experiência e poder adaptá-la ao mercado chinês.
O Brasil apresentou índice de dificuldade logística, apontado pelas empresas compradoras, semelhante aos da China e Rússia. Nossos projetos de desenvolvimento em infraestrutura são vistos externamente como de execução em passos lentos, levando a situação atual de gargalos no sistema a se confirmar nos próximos anos. Outro ponto também comentado pelos países que compram no Brasil, seja empresa brasileira ou estrangeira, é que os preços dos nossos serviços logísticos são muito elevados, contribuindo com a formação de obstáculos na aquisição de bens no Brasil. O fato é que, de uma forma geral, China, Rússia, Brasil, leste Europeu e Turquia apresentaram índice de dificuldade logística parecidos e elevados.
O segundo desafio, a ser considerado de forma individualizada aparece explicitado na figura 5 e está associado a dificuldade de negociação nos países emergentes. Os problemas desta natureza são principalmente decorrentes de barreiras culturais existentes nestes mercados. As empresas entrevistadas apontaram a Rússia com o maior índice de problemas de negociação. A Turquia segue em segundo lugar e os problemas lá estão relacionados a acordos de livre comércio, quotas de transportes, regulamentações e também decorrentes de uma alfândega turca sindicalizada.
Já no leste Europeu existe uma prática salutar de se ter um gerente de conta na negociação entre os parceiros aumentando a relação de confiança e assegurando a acuracidade nas informações que são trocadas, mas mesmo assim mais da metade dos entrevistados (54%) apontaram dificuldades no campo da negociação naquela região.
O dado que chama atenção e que foi revelado na pesquisa foi o fato do Brasil ser o país com menor índice de dificuldade para negociação, pois este problema foi apontado apenas por 38% das empresas que compram do Brasil. Os demais países apresentaram percentuais bem maiores do que o nosso. Dentre os motivos que contribuem para este baixo indicador poderíamos citar o jeito flexível, contemporizador e amistoso do brasileiro.
A falta de fornecedor qualificado, conforme já observado no início deste texto, é um dos problemas enfrentados pelos emergentes e é mais sentido nos países do leste Europeu, China e Brasil. A região com maior incidência desta situação foi o leste Europeu com (75 %) dos respondentes chamando atenção para este problema. China e Brasil aparecem logo em seguida com 72% das opiniões dos compradores. A figura 6 traz a visão de todos os países pesquisados.
A maioria dos fornecedores de mercados emergentes atrai empresas compradoras devido suas vantagens de custo porque contam com o baixo custo da mão de obra dos seus países. Entretanto, o baixo custo da mão de obra parece estar associado com limitações de habilidade e capacidades de aprendizado dos trabalhadores, trazendo reflexos na qualificação dos fornecedores.
Este quadro indica que os compradores terão que empreender esforços na direção de promover o desenvolvimento de seus fornecedores nos países emergentes. Este desenvolvimento passa pela busca de melhoria de qualidade, tempo de entrega, tempo do ciclo do pedido, capacidade de inovação, capacidade tecnológica de produtos e processos, capacidade de produção, responsabilidade ambiental e viabilidade financeira, dos fornecedores existentes e prospecção de novos fornecedores.
Conclusão
A transformação econômica nos países considerados emergentes está ocasionando um forte crescimento no consumo interno e externo destes países que recorrem ao mercado de outros emergentes para satisfação de suas necessidades.
Parece que os vendedores não estavam preparados para este significativo aumento de demanda, ocasionando deficiência nos serviços prestados, aumentos dos custos, problemas de qualidade do material fornecido e significativos gargalos logísticos devido à insuficiente infraestrutura logística desses países.
O movimento de reação aos problemas citados tem se mostrado de forma lenta e burocrática com impacto direto no tempo de resposta da solução de algumas dificuldades que foram discutidas. A continuidade dos gargalos mencionados por muito mais tempo, associados à grande procura dos emergentes sobre outros emergentes pode levar a uma escassez de fontes de fornecimento. Assim, os executivos de Compras e Suprimentos devem ficar atentos porque o cenário desenhado indica que eles terão dificuldade de tocar os projetos de investimentos de suas empresas por conta de uma possível falta de fornecedores.
Referência bibliográfica
Braga, A. R. Inteligência de Mercado Aplicada a Compras/Suprimentos. Revista Tecnologística, ed. janeiro 2008.
BVL, Strategies International Procurement: Challenges and Opportunities in Emerging Markets, Bremen, 2011.
ILOS, Pesquisa sobre Desenvolvimento de Fornecedores, 2011.

Ataide R. Braga
Professor e pesquisador do ILOS – Instituto de Logística e Supply Chain

ataide@ilos.com.br
Tel.: (21) 3445-3000

Commat completa 18 anos de atividades e anuncia lançamentos e nova representação

Entre as novidades da empresa estão uma linha de empilhadeiras elétricas e a combustão. Uma nova marca de empilhadeiras passa a integrar o portfólio da Commat
  
São Paulo, 30 de agosto de 2011 – A Commat Comércio de Máquinas (www.commat.com.br), especializada na venda e locação de equipamentos de renomadas marcas internacionais para o setor de logística, completa 18 anos de atuação no mercado brasileiro neste mês de agosto. Para comemorar, a empresa anuncia lançamentos em empilhadeiras elétricas e combustão da marca americana Crown e uma nova representação de equipamentos no Brasil, a chinesa EP Forklift.
A empresa cresceu gradualmente e hoje tem sede no Rio de Janeiro e filiais em São Paulo e Espírito Santo para atender a todo o Brasil. O mês de agosto é marcado na Commat por uma série de estratégias da empresa com vistas a divulgar sua atuação no segmento de vendas e locação de equipamentos para movimentação de materiais, entre elas o lançamento das séries RM 6000, de empilhadeiras pantográficas, e C5, de empilhadeiras a combustão, ambas da marca Crown.

As empilhadeiras da série C5 possuem motor industrial 2.4 L da marca John Deere, uma combinação de mais potência, mais força e vida longa, têm capacidades entre 1.8 t a 2,9 t com centro de carga de 600 mm e sendo alimentadas por combustível GLP. Com excelente visibilidade, oferecem direção hidrostática; transmissão powershift. O operador é beneficiado com ergonomia na célula de operação.
As empilhadeiras da série RM 6000 são ideais para operar em corredores estreitos e trazem itens inovadores como a torre única Monolift, um avanço da Crown que se traduz em mais posições de paletes, mais flexibilidade, mais velocidade, maior elevação, maior capacidade de carga residual, mais trabalho em menor tempo, maior visibilidade, economia de energia, maior utilização de espaço e flexibilidade de operação para maior produtividade.
“A Crown somou à tecnologia existente nas empilhadeiras pantográficas a torre monolift, utilizada em empilhadeiras trilaterais, o que vai aumentar ainda mais a visibilidade do operador”, comenta a gerente de Vendas da empresa, Alessandra Silva.

Nova marca para o Brasil
Além dessas, outras novidades estão desembarcando no Brasil através da Commat: a mais nova linha de empilhadeiras a combustão e elétricas fabricadas na China pela EP Forklifts.  O primeiro lote chega ao País em setembro, com os modelos a combustão de 2,5 toneladas, dotadas de motor Nissan e transmissão Okamura. As empilhadeiras elétricas retráteis terão capacidade de 1,6 toneladas, com motor AC. A EP é considerada a empresa do setor com melhor programa de pós-vendas da China, uma das razões para a escolha da Commat pelo novo parceiro.

Esclarecimento ao mercado: a Commat anuncia que, oficialmente, não representa mais a Doosan Infracore no País, por avaliar que perdeu competitividade com a marca e pelas constantes mudanças de comando da empresa, geradoras de incertezas. Entretanto, a Commat continua a fornecer peças de reposição para clientes desses equipamentos. 


Sobre a Commat Comércio de Máquinas
A Commat Comércio de Máquinas atua no mercado brasileiro há 18 anos e oferece soluções para os segmentos de logística e de movimentação de materiais através da locação e revenda exclusiva de equipamentos de renomadas marcas internacionais - as americanas Crown (empilhadeiras elétricas, transpaleteiras, selecionadoras de pedidos e rebocadores) e Taylor-Dunn (carros elétricos e rebocadores), e a coreana Doosan Infracore (empilhadeiras a combustão e elétricas). Recentemente agregou a seu portfólio gruas (guindastes de torre) de diversas marcas para atender ao segmento de construção civil na modalidade locação de equipamentos.
Entre os serviços que disponibiliza estão a revenda de equipamentos usados, o fornecimento de peças de reposição, o pós-venda, a manutenção, as customizações em equipamentos, o fornecimento e o treinamento de mão-de-obra.
Com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a Commat realiza a venda de equipamentos, o serviço de assistência técnica e disponibiliza um estoque de peças de reposição com cerca de 3.000 itens. A rápida entrega dos equipamentos na revenda é garantida pelo estoque mantido em entrepostos localizados em São Paulo e no Espírito Santo.
Principais clientes: Peugeot; Walmart; Grupo Pão de Açúcar; Pepsico; Infraero; Telefónica; Vale do Rio Doce; Petrobras; Baxter; Correios; LC Logística; Seara; Votorantim Metais.
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Mais informações
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Andréa Espírito Santo
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tramontini anuncia equipamentos para setor de logística industrial


Depois de apresentar no começo do ano um trator de 80cv, para comercialização pelo programa Mais Alimentos, e dois modelos especiais para o cultivo do café, a Tramontini apresenta um novo equipamento. A fabricante de tratores anuncia novidades na 34ª Expointer – Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários, de 27 de agosto a 4 de setembro, em Esteio, RS. A empresa entra em um novo nicho de mercado com dois tratores para logística industrial, aeroportos e movimentação de materiais em operadores logísticos.

Os novos tratores são configurados com motores diesel de 3 e 4 cilindros, que apresentam importante vantagem competitiva em relação aos concorrentes. “O diferencial dos produtos é a economia de combustível no seu segmento e faixa de potência”, explica o gerente de vendas, Docelino Santos. Os dois modelos serão comercializados no mercado brasileiro ao preço de R$ 45,1 mil (32 cavalos) e R$ 54, 6 mil (50 cavalos). Os produtos estarão disponíveis na rede de revendedores Tramontini em todo o Brasil a partir de setembro.

A Tramontini pretende aproveitar o momento vivido pelos setores de logística aeroportuária e logística industrial no Brasil. Um dos focos principais é o setor aeroportos, que está aquecido pelo grande crescimento na movimentação de passageiros e cargas em todos os aeroportos brasileiros. As operações na indústria e em transportadores também estão aquecidas e devem aumentar pela aproximação das festas de fim de ano. Naturalmente, isso vai impulsionar o consumo no país e incrementar a movimentação de mercadorias. Esses setores também projetam crescimento acelerado em razão da Copa do Mundo, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016.

Também são fatores importantes o crescimento da movimentação de mercadorias nos operadores logísticos responsáveis pelo atendimento dos consumidores, especialmente o resultante das compras feitas pela internet. O setor de vendas pela web também deve crescer mais de 25% em 2011, com perspectivas de aumentar em mais de 20% ao ano nos próximos dois anos.

Braspress investe R$ 14,5 milhões na renovação da frota


A Braspress, empresa de encomendas urgentes, está realizando investimentos de R$ 14,5 milhões na renovação e ampliação de sua frota com a aquisição de mais 100 caminhões da marca Mercedes-Benz.

Essa é a terceira compra de caminhões neste ano, que somadas totalizam investimentos de R$ 25 milhões, com a aquisição de 191 unidades.

Segundo Urubatan Helou, Diretor-Presidente da Braspress, a renovação constante da frota sempre foi um pilar importante na sustentação dos negócios da companhia.

‘’A cada ano, procuramos renovar cerca de 20% de nossos caminhões para a manutenção da idade média de 2,5 anos de uso, dentro de nosso plano anual de frota’’, acrescentou ele.

E agora não foi diferente com a aquisição de 50 unidades do modelo MBB 710; 20 unidades do MBB 1933  e 30 unidades do MBB 1718. ‘’Com a renovação constante evitamos os altos custos de manutenção e contribuímos na preservação do meio ambiente, já que utilizando caminhões em até 2,5 anos em média, poluímos menos o meio ambiente’’, finalizou Helou.

Todos os caminhões deverão ser entregues até o próximo mês de outubro quando irão totalizar a frota da Braspress em 1.200 caminhões.

Porto de Paranaguá apresenta novo plano de segurança à Cesportos


O porto de Paranaguá terá um novo sistema de segurança que cobrirá 100% da área portuária. Serão instaladas mais de 300 câmeras de monitoramento e sistemas que garantirão a segurança terrestre e marítima 24 horas por dia. O investimento estimado é de R$ 25 milhões e a previsão é que o sistema entre em funcionamento até abril de 2012.

É o primeiro porto brasileiro a ter um projeto de segurança desta amplitude. A medida visa atender exigências da Conportos – Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis, Polícia Federal, Receita Federal e Antaq – Agência Nacional de Transportes Aquaviários, e permitirá a atualização do Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code) do Porto de Paranaguá.

“O porto de Paranaguá vai voltar a ser referência em segurança, eficiência e modernidade. Nossos técnicos trabalham muito para que isso seja realidade. As melhorias no Porto já começam a ser percebidas pela comunidade portuária com o aumento da movimentação de cargas e os anúncios de novos investimentos”, afirma o governador Beto Richa.

O superintendente da Appa – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron, apresentou o novo plano de segurança do Porto à Cesportos – Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis, em busca de sugestões para aprimorar o projeto. “Pretendemos lançar o mais rápido possível a licitação para contratar a empresa que vai executar o projeto”, afirmou.

Para o delegado-chefe da Polícia Federal em Paranaguá, Jorge Luiz Fayad Nazário, coordenador da Cesportos, o projeto da Appa é um grande avanço e precisa ser implantado rapidamente. “A Cesportos fará as vistorias em momento oportuno. Qualquer verificação nossa para aprimoramento do sistema não será impeditivo para que o Porto de Paranaguá dê início à contratação da empresa especializada”, disse Fayad.

O termo de referência para contratação da empresa que vai executar o plano de segurança está pronto. A empresa vencedora da licitação terá 45 dias para apresentar o projeto executivo. A instalação completa do sistema deve ser feita em 270 dias, cumprindo um cronograma de prioridades.

O projeto inclui equipamentos, instalação, integração com os softwares de gerenciamento da Appa, projeto executivo, treinamento, operação assistida, manutenção preventiva e corretiva durante o prazo de vigência do contrato (que é de 36 meses) e o prazo de garantia.

É hora de redesenhar sua Malha Logística



Projetos de malhas logísticas começam com as necessidades dos clientes e tipos de produtos movimentados

Nos últimos 12 meses, com crescimento da ordem de 7%, muitas empresas começaram a sentir os impactos de uma malha logística de alto custo e baixo desempenho. A ênfase de redução de custo para manutenção das margens tem dado espaço para questionamentos de atendimento e nível de serviço. As empresas de sucesso constroem constantemente seus modelos de distribuição e abastecimento, adaptando-se para melhor atender seus clientes a um custo competitivo.

De uma forma geral, estudos de malha são desenvolvidos com foco na redução de custos, via de regra com resultados de mais de 20%, mas uma redução tão elevada pode ser seguida de um desserviço ao cliente, isto é, melhoramos nossa eficiência em detrimento a uma perda de eficácia.
Muito esforço e energia são necessários para o entendimento de como o desempenho de uma malha logística se comporta e como podemos otimizá-lo.
Para conseguir isto, você deve começar perguntando as questões certas e alinhadas a suas metas organizacionais. Estamos servindo adequadamente nossos clientes e consumidores? Temos níveis de estoques que eliminam as rupturas? Eles estão localizados no melhor local? E vale aqui destacar que estas respostas, a exemplo dos negócios, tem sua resposta variando a cada momento. Enfim, pela dinâmica, não podemos responder a estas questões com uma resposta única.

Segue algumas considerações sobre a necessidade do estudo continuado sua malha logística, tanto de entrada como de saída de seus produtos:

1.    Uma solução não é comum para todos!
Malhas logísticas de alto desempenho não são ótimas para todos os clientes e produtos. O desenho de um caminho comum para clientes e produtos está sempre errado. Você deve considerar que a melhor solução para determinado segmento de mercado ou família de produtos pode não ser o desenho de sua malha logística. Mais do que isto, a malha que melhor se adéqua a seu negócio como um todo pode não ser a melhor para qualquer nicho de sua atuação. Buscar o melhor é saber que o resultado global é o melhor e não de forma isolada. Inclusive, é freqüente obtermos num estudo de malha uma resposta para instalações diversas, dependendo do tipo de segmento e característica. Por exemplo, em casos de estruturas para atendimento de e-commerce, estas, devido suas características podem ter um atendimento distinto e segregado de outra instalação;

2.    Desça ao nível do SKU
Gerentes devem estudar ao nível do SKU (item), e não em termos de famílias. Por exemplo, determinar especificamente qual produto deveria ser entregue diretamente na loja, considerando suas características e particularidades. Você pode determinar quais produtos devem ser estocados no CD, incluindo quanto e onde e quais produtos serão transbordados.

Por exemplo, se você tem itens de alto giro, alta margem e o nível de serviço está baixo, uma alternativa é mantê-los mais próximo dos consumidores, mesmo que isto não seja a alternativa de menor custo, mas a particularidade de um item pode não ser verdade para toda família que ele pertence.

3.    Considere as questões ambientais
Todo movimento em torno das questões de meio ambiente tem ajudado algumas empresas a se projetarem junto a seus consumidores, destacando seu lado de responsabilidade social e associando sua imagem como empresa “amiga” do meio ambiente, o que de uma forma pode refletir-se com maior aprovação de seus consumidores e incremento de vendas.

O ponto é que alternativas de baixa emissão de gases efeito estufa (CO2) nem sempre está associada ao menor custo e/ou melhor nível de serviço, então a produção de emissões é mais uma variável a considerar na definição da melhor malha. Ultimamente o modo de transporte tem sido uma questão forte no âmbito das emissões. Isto é, apesar de bem mais rápido do que um navio, o avião – que é o maior poluidor entre os meios de transporte – pode ser substituído por um navio na transferência de produtos, simplesmente pelo critério de emissões.

4.    Seja criativo com o transporte
Mesmo com elevados custos com capital no Brasil, via de regra, o transporte é o maior custo logístico. Encontrar meios criativos de reduzir estes custos pode  ser um longo percurso. Colaboração e negociação de acordos de longo prazos e garantias tem se mostrado uma boa saída para as questões de transporte, em especial em períodos de intensa sazonalidade como safras e outras épocas.

5.    Inclua o modo aquaviário em seus estudos
Há algum tempo as questões da matriz de transporte vem sendo debatida. O próprio PNLT – Plano Nacional de Logística e Transportes tem em sua estrutura uma meta para transferir o transporte do modo rodoviário para o aquaviário – fluvial e cabotagem. Se este plano for de fato implantado, teremos num futuro, até 2025, uma distribuição praticamente homogênea entre os principais modos de transporte: rodoviário, ferroviário e aquaviário, para a movimentação de produtos em nosso País.

Projetos de malha logística não são estáticos, e devem ser continuamente validados, tanto que softwares potentes tem sido utilizados para estes estudos de otimização. Acreditar que já fizemos o possível e que o cenário não muda ou mudará pode ser o maior de todos os erros.





Edson Carillo – mais de 20 anos de experiência em supply chain management – logística. É Diretor Executivo da Connexxion Brasil | Supply Chain Engineering, consultor e instrutor nas áreas de operações (SCM e Manufatura). Especialista em Lean Manufacturng pelo Kaizen Institute e TOC pelo Avraham Goldratt Institute. Vice Presidente do ILOG e Diretor da ASLOG. É Professor de pós graduação e MBA na FGV nas disciplinas de Supply Chain Management, Operações, Serviços, Jogos e Planos de Negócios. Co-autor de diversos livros. Foi presidente do Instituto Imam, engenheiro industrial das Indústrias Alimentícias Kibon e engenheiro pesquisador na Cia Ultragaz.
edso

Ministro anuncia chegada do navio Yuan Dong 007 para derrocagem

O Ministro Leonidas Cristino, da SEP - Secretaria de Portos anunciou, durante o Santos Export 2011, a chegada da embarcação Yuan Dong 007 que fará a derrocagem parcial das pedras Teffé e Itapema, localizadas respectivamente na margem direita e esquerda do Porto de Santos, de forma inédita no País. A obra da SEP, com recursos do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento integra o projeto de aprofundamento do canal de navegação para 15 metros e seu alargamento para 220 metros, também com aporte do Governo Federal. Com isso, o porto poderá receber navios com maior calado aumentando em até 30% a sua capacidade de movimentação.
Para a execução da derrocagem das duas rochas foi contratada a Ster Engenharia Ltda pelo valor de R$ 25.592.142,96. Os trabalhos serão iniciados logo após os testes de detonação pela pedra de Teffé.  A previsão é de que a obra dure aproximadamente dois meses (inicialmente estava programada para 18 meses) e seja retirado um volume de 31.386 m³ (in-situ), sendo 20.126 m³ da Teffé e 11.260 m³ da Itapema.

A perfuratriz Yuan Dong 007, de origem chinesa, foi construída especialmente para este tipo de atividade. Com 100,86m de comprimento e 17,6m de largura possui dez torres de perfuração capazes de suportar uma coluna de perfuração de 28m de comprimento, com uma guia para o revestimento do furo. O navio é equipado ainda com um propulsor lateral de proa, seis guinchos de âncora, duas colunas de apoio de trabalho e outras duas auxiliares. Esses equipamentos permitem a atuação em todo o processo da derrocagem, desde a perfuração da rocha e o carregamento do explosivo até a detonação. O mesmo sistema foi usado na ampliação do Canal do Panamá, na América Central.

A programação dos técnicos da empresa é de que a embarcação Yuan Dong 007 fique em atividade todos os dias da semana, por 24 horas, perfurando as rochas. Porém, as detonações ocorrerão somente em horário pré-determinado Durante a preparação de cada detonação, o canal de navegação ficará fechado por um período de três horas no local da obra.
Para informar quem estiver nas imediações do porto, será utilizada uma sirene. Cinco minutos antes da detonação serão emitidos seis sinais longos de 10 segundos cada e um minuto antes da ação mais um sinal de dez segundos, seguido por mais dez de três segundos cada. Após a detonação, será realizada a inspeção da área e em seguida, estando tudo certo, um sinal longo avisará a liberação do canal de navegação.

Para a proteção da fauna existente no canal do Estuário, será utilizada uma carga suspensa de pequena intensidade antes das detonações. Uma cortina de bolhas ao redor de toda a área de trabalho também será acionada. O objetivo é reduzir o impacto da pressão hidrodinâmica da detonação, ou seja, controlar a onda de choque gerada.

Durante todo o período da execução da derrocagem, equipes de diferentes áreas estarão atuando, simultaneamente, visando o monitoramento ambiental e a divulgação das atividades. Uma delas, formada por biólogos, vai verificar a presença de espécies de mamíferos aquáticos, como botos e golfinhos, e de tartarugas na área de trabalho da embarcação. No caso de algum avistamento o processo será paralisado. Outra acompanhará a intensidade das detonações para evitar danos às edificações próximas às pedras. A divulgação da obra está sendo feita à população por intermédio de comunicados em rádios, distribuição de Informativos e folhetos em Santos e Vicente de Carvalho. Faixas e cartazes também serão afixados em pontos de grande fluxo de pessoas.

As atividades desenvolvidas durante a derrocagem das duas rochas terão o acompanhamento do Consórcio CHL contratado pela Secretaria de Portos para fiscalização do empreendimento, Codesp - Companhia Docas do Estado de São Paulo, por intermédio da Superintendência da Saúde, Segurança e Meio Ambiente e da Fundespa - Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas. A liberação do canal de navegação para as detonações caberá a Capitania dos Portos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cabotagem espera oportunidade de crescimento maior

Valor Econômico   
24.Ago.11
A crise nos mercados internacionais, com a redução dos volumes do comércio, abre espaço para as empresas repensarem sua matriz de transporte doméstico e racionalizar sua logística até o porto. Essa é a aposta do setor de cabotagem (navegação entre os portos do mesmo país), que responde por menos de 15% da matriz de transporte nacional, apesar de ser mais competitiva do que o caminhão.

Segundo o gerente de cabotagem da Aliança Navegação, Gustavo Costa, existe um vasto potencial de crescimento do setor, que vem sendo mais notado nos últimos anos. "A maior parte de nossos clientes afirma que não participamos com mais de 5% do potencial de cargas da cadeia logística", afirma. O universo de mercadorias na cabotagem vai desde produtos de higiene e limpeza, passando por alimentos e bebidas e eletroeletrônicos. E basicamente tudo o que se produz na Zona Franca de Manaus, o grande polo irradiador de cargas para o Sul e Sudeste.

No primeiro semestre, a Aliança respondeu por aproximadamente 53% dos cerca de 270 mil TEUs (contêineres de 20 pés) que estima terem sido operados no transporte marítimo interno de contêineres. A empresa deve encerrar o ano com 50%, pequena queda devido, em grande parte, à entrada de uma nova empresa no setor de transporte de contêiner.

De acordo com levantamento realizado pela Secretaria Especial de Portos (SEP), afirma Costa, o potencial da cabotagem é de atrair pelo menos 1 milhão de TEUs por ano. A se confirmar a projeção de que este exercício fechará com cerca de 590 mil TEUs (crescimento de quase 10% ante 2010), há quase o dobro de cargas aptas a deixar as estradas e embarcar em um navio.

"O mercado está limitado pela falta de oferta de navios para induzir a migração da carga da rodovia para o marítimo. Então a Maestra é bem-vinda", afirma Costa, referindo-se à companhia que iniciou operação em maio com um navio e prevê encerrar 2011 com quatro embarcações operando na costa.

Antevendo a demanda reprimida, a Aliança estuda ampliar a frota, hoje composta por dez embarcações. "Estamos consultando estaleiros no Brasil para ver a possibilidade de construir navios no médio e curto prazos", revela o executivo. Ainda não está definido se seriam duas ou quatro novas embarcações. A exemplo das existentes, todas serão exclusivamente porta-contêineres.

A Maestra iniciou as operações neste ano e tem dois navios na rotação. Com o Mediterrâneo e o Atlântico, realiza escalas semanais em Navegantes (SC), Santos, Rio de Janeiro, Salvador (BA) e Suape (PE). Quando o terceiro navio, o Pacífico, for empregado, a rota incluirá Manaus. Egresso do setor rodoviário, o diretor-presidente da Maestra, Fernando Real, discorda de uma certa "demonização" do transporte rodoviário -- o principal argumento para justificar o deslocamento do contêiner para a água. "Se nós queremos desenvolver esse país, temos de falar em multimodalidade", afirma. Afinal, nenhum navio chega até a porta das Casas Bahia ou das lojas Panasonic. "Precisamos trabalhar com parceiros rodoviários nas pontas. Estamos fazendo isso."

Na ponta do lápis, um dos clientes conseguiu reduzir em 15% o custo num percurso entre Navegantes e Suape, de 3,2 mil quilômetros. A empresa, que tem carretas próprias, retirou os caminhões do trecho longo e os manteve apenas nas pontas (a entrega da carga até o porto de origem e a retirada no de destino). No cômputo geral, o custo com frete, com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e pedágio para um contêiner de 40 pés ficou em R$ 6.559,14 no modal que combinou cabotagem e rodoviário, ante R$ 7.662,97 quando utilizado apenas o rodoviário. Vale destacar que na comparação de fretes, o modelo híbrido ficou 10% mais barato.

Para o diretor da Mercosul Line, Roberto Rodrigues, a cabotagem oferece ainda outro atrativo. Além de em tempos de crise as empresas tenderem a redesenhar sua malha logística, o índice de avarias da carga no transporte marítimo é bem menor que no rodoviário. "Outro ponto importante no custo é o seguro, que no rodoviário é elevado porque existe um alto índice de roubos e sinistros nas rodovias."

A empresa opera com três navios próprios e um em parceria com a Log-In. Com uma carteira de aproximadamente 500 clientes, prevê movimentar 95 mil TEUs neste ano, 30% a mais que em 2010. "Estamos otimistas", afirma Rodrigues. "Entre 60% e 70% desse volume vêm de clientes que até então não utilizavam e estão migrando", diz.

Apesar dos benefícios da cabotagem, as empresas sofrem com problemas que vão muito além da questão cultural. São os altos valores do bunker (o combustível marítimo) e a falta de mão de obra para tripular as embarcações, quase toda comprometida com as encomendas offshore.

Enquanto o transporte rodoviário tem sua base de custo constante ao longo dos anos, a variação do bunker responde às oscilações do barril de petróleo. "O valor do diesel no transporte não teve variação ou teve muito baixa no seu preço, enquanto no transporte de cabotagem eu pago impostos que não incidem nem no longo curso", afirma Costa, gerente da Aliança.

"Não existe incentivo para a cabotagem, que poderia ser uma alternativa de sustentabilidade", afirma Rodrigues, da Mercosul Line. "Só queremos isonomia de tratamento", completa Real.

Em relação à mão de obra, os armadores avaliam que faltam profissionais para tripular os navios. Do lado dos profissionais de marinha mercante, estudos tentam provar o contrário. O fato, afirma Real, é que as empresas têm lançado mão de condições de trabalho mais atraentes para atrair mão de obra. Historicamente, o regime de trabalho é de 2 para 1, no qual o marítimo trabalha duas viagens e folga um período. Hoje, quase todas as companhias adotam o um para um.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Log-In encerra contrato com a FCA

Operador logístico cede seus direitos de comercialização de transporte ferroviário à Vale

A Log-In Logística Intermodal anunciou, na última sexta-feira, dia 22 de agosto, que encerrou, de comum acordo com a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), em 10 de agosto de 2011, o contrato de serviços de transporte ferroviário – Trem Expresso, celebrado entre as duas companhias em 1º de março de 2007.
Segundo o operador logístico, que teve seus direitos de comercialização alienados por meio de cessão onerosa à Vale – controladora da FCA – a decisão foi tomada uma vez que a companhia tem como foco seus negócios na navegação de cabotagem.
Pela cessão e transferência do direito de comercialização da malha, a Vale comprometeu-se a pagar o valor total de R$ 37 milhões à Log-In. A expectativa é de que a transição comercial e operacional, decorrente do encerramento do contrato, esteja concluída até o próximo dia 30 de setembro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vale cria empresa de logística

A Vale trabalha na criação de uma nova empresa de logística para abrigar ativos e contratos que envolvem a prestação de serviços para carga geral, um mercado em expansão no Brasil. O projeto em discussão na mineradora prevê a abertura de capital dessa nova empresa no Novo Mercado da BM&F Bovespa até 2012.
A Vale deverá ter uma participação em torno de 30% na Vale Logística, como vem sendo chamada a futura companhia, dependendo do apetite do mercado na oferta pública de ações.
O perfil de negócio da Vale Logística será bem diferente da Log-In Logística Intermodal, empresa de capital aberto, na qual a Vale é sócia com 31,3%. A mineradora vem estudando se desfazer da Log-In, que é focada no transporte de carga em contêineres na costa brasileira, a chamada navegação de cabotagem.
Os serviços de logística garantem à Vale uma receita importante. Em 2010, esses serviços geraram uma receita de R$ 3,2 bilhões, com aumento de 14% ante 2009. Em média, cerca de 80% desse valor corresponde ao transporte de carga geral, que inclui produtos como soja, combustível, madeira e siderúrgicos.
No segundo trimestre deste ano, o faturamento com serviços de logística alcançou R$ 950 milhões, com crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2010. A receita total da Vale no trimestre foi de R$ 25,6 bilhões.
A rentabilidade do negócio de logística, porém, está em queda. A margem Ebit, que é a relação entre o lucro antes de juros e impostos e a receita líquida do segmento, caiu de 23,5% no segundo trimestre de 2010 para apenas 0,5% agora. Segundo a companhia, houve crescimento dos custos nas operações ferroviárias, principalmente por causa da contratação de pessoal, do aumento de preços e volumes de combustíveis e de serviços de manutenção.
A Vale Logística deverá reunir sob seu guarda-chuva as estradas de ferro Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Ferrovia Norte-Sul (FNS), o terminal portuário da Ultrafértil, no porto de Santos, que pertence hoje à Vale Fertilizantes, e mais os contratos de carga geral com terceiros que venham a ser firmados para transporte na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e na Estrada de Ferro Carajás (EFC).
Os ativos indicam que a estrutura da Vale Logística pode ser mais competitiva do que a da Log-In, cujo plano de negócios é visto com ceticismo por parte do mercado. Na visão de uma fonte, a nova empresa atuará em um nicho de mercado, o transporte de carga geral via ferrovias, que vem crescendo a taxas importantes no país.
O projeto ainda está em fase de formatação e modelagem. E é alvo de consultas jurídicas sobre processos de transferência de ativos da Vale para a futura Vale Logística. No caso, os ativos envolvidos são as ferrovias FCA e FNS e o terminal do porto de Santos.
A FCA tem malha ferroviária com mais de 8 mil quilômetros que atravessa sete Estados do país, incluindo as regiões Sudeste e partes do Nordeste e Centro-Oeste. Já na FNS a Vale tem uma subconcessão com a estatal Valec pela qual a mineradora tem direito a explorar 720 quilômetros dessa estrada de ferro, que serve o Centro-Oeste e liga-se ao Nordeste (Maranhão) via Estrada de Ferro de Carajás.
A atividade de carga geral não é prioridade da mineradora, apesar de ser considerada rentável. A ideia da Vale, segundo fontes próximas da companhia, é dispor de recursos do mercado acionário para esse negócio, enquanto destina o dinheiro do caixa para custear os projetos de mineração, foco da empresa.
Só no segundo trimestre deste ano, a receita de transporte ferroviário de carga geral foi de R$ 757 milhões. O resultado foi influenciado pelo início da safra agrícola no Brasil, no segundo e terceiros trimestres.
De abril a junho, as ferrovias da Vale (Carajás, Vitória a Minas, Centro Atlântica e Norte-Sul), além da fatia proporcional de participação na MRS Logística, transportaram 7,043 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) de carga geral para os clientes. Os portos e terminais da companhia movimentaram 6,643 milhões de toneladas de carga geral no período.
As principais cargas transportadas pelas ferrovias da Vale, no segundo trimestre, foram produtos agrícolas (48%), insumos e produtos siderúrgicos (33%), materiais de construção e produtos florestais (11,3%), combustíveis (6,7%) e outros (1%).
A performance da carga geral reforça o plano da mineradora de ter uma empresa na bolsa operando esse tipo de negócio, avaliam analistas. (Colaborou Ana Paula Ragazzi, de São Paulo)
Autor(es): Vera Saavedra Durão e Francisco Góes

Cesa Logística amplia atuação no Nordeste com início de atividades retroportuárias no Porto de Suape

A Cesa Logística deu início no dia 8 de agosto às operações de armazenagem, movimentação e transporte de containeres em um novo terminal na cidade de Cabo de Santo Agostinho, próxima ao Porto de Suape, em Pernambuco. O negócio representa um incremento das atividades logísticas da empresa em zona portuária, com a diversificação do portfólio de serviços ofertados ao mercado de movimentação de cargas e containeres.
Desde 2008, a Cesa atua com transporte de insumos no Porto de Suape. No ano passado, a empresa passou a operar também com o transporte de containeres no porto. O início da nova operação vai ao encontro do objetivo da operadora logística de ampliar sua atuação no nordeste do país, a partir de um ponto estratégico.
“A escolha de Suape para a implantação do terminal da Cesa foi motivada pela curva de crescimento de cargas no porto e pelo perfil dessas operações. A expectativa é ampliarmos, em breve, os serviços oferecidos no segmento de containeres. A localização privilegiada e a capacidade operacional do nosso terminal são diferenciais importantes da empresa para atuação nesse mercado”, explica o Bruno Andrade, Superintendente Comercial da Cesa Logística.
Para atender à nova demanda, a Filial da Cesa Logística em Cabo de Santo Agostinho está sendo ampliada, com a contratação de mais profissionais e a transferência do escritório para um novo local. “Já temos em nossa carteira clientes importantes. E a tendência é que esse número aumente em pouco tempo. Para continuarmos atendendo a todos com excelência e presteza, é fundamental nos estruturarmos”, explica Bruno.

10º Prêmio DowGOL premia 24 fornecedores de logística

A Dow Brasil acaba de divulgar os vencedores da 10ª edição do Prêmio DowGOL, criado com o objetivo de reconhecer e incentivar a segurança nas operações terceirizadas de transporte,  armazenagem e distribuição de produtos químicos. Foram 24 fornecedores de logística da companhia premiados pelas boas práticas promovidas ao longo de 2010. A comemoração dos 10 anos do prêmio coincide com o maior número de empresas reconhecidas em uma edição do Prêmio DowGOL até agora. No ano passado foram premiadas 16 empresas.

“O Prêmio DowGOL é um estímulo para que os nossos fornecedores estejam alinhados às rígidas exigências de segurança estabelecidas pela companhia. Ficamos felizes em premiar mais parceiros a cada nova edição do prêmio, pois isso significa que estamos disseminando a visão e as práticas de excelência e responsabilidade que marcam a atuação da Dow pelo mundo”, comenta Douglas Araújo, líder de Saúde, Segurança e Meio Ambiente para a Cadeia Logística da Dow na América Latina. 

Para 2011, o prêmio DowGol incluiu novos critérios de sustentabilidade na avaliação dos fornecedores, como trabalhos de Responsabilidade Social desenvolvidos pelos parceiros e programas de redução de consumo energético, economia de água e geração de resíduos.

A 10ª edição do Prêmio DowGOL teve as seguintes empresas reconhecidas:

Categoria Transportadoras
Alamo Logística e Transporte Intermodal Ltda
Transportes Borelli Ltda
Bravo Serviços Logísticos Ltda
Cesari Multimodal de Movimento de Materiais Ltda
Concórdia Transportes Rodoviários ltda
Expresso São Paulo Minas Ltda
Lourenço Transporte e Comércio Ltda
Rodoagro Transportes e Logística Ltda
Rodoaquim Transportes Ltda

Categoria Armazéns

AGV Logística SA
Alamo Armazens Gerais Ltda
Luft Logística e Transportes
Santos Brasil Logísitca Ltda

Categoria Terminais
Vopak Brasil SA

Categoria Distribuidores
Quimisa SA

Dow Gol Especial
Luft Logísitica de Transportes SA

Na categoria Honra ao Mérito, que reconhece fornecedores que não preencheram todos os requisitos para conquistar o Prêmio DowGOL, mas tiveram atuação destacada em múltiplos critérios, estão as seguintes empresas:

Transportadoras
Buriti Transportes Rodoviários Ltda
Transportadora dois Irmãos
Gafor Logística
Marimex Instalações Portuárias Alfandegadas
Santos Brasil Logística
TQuim Transporter Ltda
Transjoi Transportes Ltda

Pesquisa mostra que 44% das empresas terceirizam atividades logísticas


Análise realizada pela Imam Consultoria, em parceria com o Ibope, constatou que 56% das empresas pesquisadas concentram as suas atividades logísticas internamente, enquanto 44% confiam parte desses trabalhos à terceirizados. Ainda que a maioria das corporações ainda não utilize empresas especializadas no assunto para tratar de logística, a média encontrada mostra uma disseminação da terceirização em todo o território brasileiro.

Dentre os que terceirizam a função, 58% deixam nas mãos das terceirizadas menos de 20% dos trabalhos logísticos. Dos 44% das empresas que terceirizam serviços logísticos, 29% deixam de 6% a 10% de suas atividades logísticas nas mãos dos Operadores Logísticos, enquanto apenas 16% das empresas confiam mais de 70% do trabalho a eles.

A pesquisa foi realizada em 14 segmentos distintos e com 70 entrevistas com diretores, gerentes e responsáveis pelas áreas de logística, Supply Chain, industrial e produção de empresas de varejo, atacado, automotivas, de petróleo e gás, farmacêuticas e alimentícias, entre outras.

O estudo ainda mostrou que, segundo as empresas entrevistadas, as atividades logísticas representam em média 16% do custo operacional das companhias e 11% sobre o faturamento. No entanto, esses dados podem ser contestados ao observar que os cálculos para investimentos em logística não são feitos da mesma forma pelas empresas. Os fatores levados em consideração para chegar a esses valores são diferentes de uma companhia para outra e questões como custo de operadores logísticos, manutenção e cadeia de suprimentos são muitas vezes enquadrados em custos de outras áreas. Segundo o estudo, 50% das empresas não consideram diversas atividades como logísticas e colocam seus valores em outras contas.

Em relação aos recursos logísticos empregados pelas participantes, 96% afirmam utilizar infraesrutura predial como centros de distribuição, galpões e armazenagem, e 78% planejam investir nesses recursos nos próximos dois anos. Cerca de 90% das empresas pretende investir em veículos industriais no mesmo período, recurso mais visado para investimento e um dos mais utilizados, com 86% das empresas usando o recurso. A automação e equipamentos de elevação ainda são pouco utilizados, com 26% cada, e o investimento em operadores logísticos (terceirização) possui a menor taxa de interesse, com 52% das empresas afirmando que irão investir no recurso.

Foto: Stock.xchng
 

DHL Supply Chain anuncia vagas para Programa de Trainee 2012


A DHL Supply Chain está com as inscrições abertas para o Programa de Trainee  2012. Os candidatos devem ser graduados entre 2009 e 2011, nos cursos de Engenharia (Computação, Mecânica, Elétrica, Aeronáutica, Química, Civil e de Produção), Direito, Ciências Contábeis, Economia e Administração de Empresas, ter inglês fluente e espanhol é desejável.

No total, são 18 vagas disponíveis oferecidas para as regiões de São Paulo, Campinas e Louveira.

Estruturado em 18 meses, o programa possui foco no desenvolvimento de jovens talentos, os capacitando para desafios técnicos e comportamentais através de experiências práticas, participação e condução de projetos, trabalho em equipe, participação em treinamentos, palestras, reuniões e visitas técnicas.

Nos 12 primeiros meses, o trainee será preparado para assumir uma das posições de supervisão. É nesse período que acontecem todos os treinamentos mandatórios, com acompanhamento contínuo do gestor e reuniões com o RH. O objetivo do programa é atrair, reter e desenvolver potenciais talentos para assumirem posições de supervisão, visando fortalecer o crescimento dos negócios no Brasil.

O processo seletivo é estruturado em seis etapas, sendo três etapas presenciais que acontecerão na cidade de Campinas. 

A seleção é realizada anualmente, atendendo a demanda das áreas da empresa e os critérios de seleção são baseados na formação acadêmica, no tempo de formação, domínio de idiomas e habilidades técnicas e comportamentais.
O trainee possui vínculo CLT e ao ser contratado assume responsabilidades profissionais, dá continuidade ao seu processo de aprendizagem e contribui para os resultados da empresa.

Para que este processo possa acontecer com transparência, é elaborado um Plano de Trabalho para cada trainee. Trata-se de um roteiro específico de atividades estratégicas e desafiadoras. O plano é acompanhado continuamente por um gestor e aprovado pelo diretor responsável.

Durante o programa, o trainee é avaliando duas vezes pelo seu gestor por meio do programa de feedback, quando ele recebe orientações para o seu desenvolvimento profissional.

Além disso, a cada três meses, os trainees passam por uma reunião com os responsáveis pelos setores da empresa onde recebem informações importantes sobre as novas estratégias e também orientações de carreira.

Os trainees desenvolvem um projeto que será apresentado para o RH Corporativo e que precisa ser implementado até o final do seu programa.
Ao longo dos 18 meses de programa, o trainee tem a oportunidade de participar de diversos treinamentos, entre eles Gerenciamento de Projetos, Oratória, Liderança e Treinamentos Técnicos Operacionais.

A DHL oferece um salário e pacote de benefícios compatíveis com o mercado. Os benefícios incluem refeição, transporte, convênio médico, odontológico, seguro de vida e participação nos resultados.
Para fazer parte do processo seletivo, os candidatos devem se cadastrar na página http://www.dhl.com.br, no link Carreira, até o dia 30 de setembro.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Governo de Pernambuco pede 1 bilhão a BNDES

Os recursos fazem parte do pacote de R$ 4 bilhões que o governo pernambucano precisa investir em Suape até 2014

Diante do interesse crescente das empresas pelo porto de Suape, em Pernambuco, o governador do Estado, Eduardo Campos (PSB), bateu à porta do conterrâneo Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a quem pediu, na sexta-feira passada, R$ 1 bilhão para obras de infraestrutura no ancoradouro.

Os recursos fazem parte do pacote de R$ 4 bilhões que o governo pernambucano precisa investir em Suape até 2014, a fim de abrigar com eficiência todos os empreendimentos prometidos para o complexo industrial que integra o porto.

"Pernambuco vem contratando, em média, R$ 400 milhões por ano ao BNDES. O momento econômico que estamos vivendo, com crescimento em todas as áreas, nos obriga a investir cada vez mais em infraestrutura", afirmou o governador, em nota. Além do banco de fomento, Campos espera financiar as obras com parcerias com o setor privado e com recursos do Tesouro Estadual. Entre 2007 e 2010, o porto recebeu R$ 1,1 bilhão em investimentos públicos.

Instalado em área de 13 mil hectares, a 50 quilômetros do Recife, o Complexo Industrial e Portuário de Suape concentra investimentos privados que somam US$ 21 bilhões. O maior é a refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, que representa um aporte total de US$ 13,5 bilhões. A Petroquímica Suape, também controlada pela estatal, vai custar US$ 2,5 bilhões. Entre dezenas de outros investimentos, há ainda a Companhia Siderúrgica de Suape (US$ 1 bilhão) e o Estaleiro Atlântico Sul (US$ 1,5 bilhão).

A preparação do complexo para a chegada de outros estaleiros está entre as prioridades da carta-consulta entregue por Campos ao presidente do BNDES. De acordo com o vice-presidente do porto, Frederico Amâncio, boa parte dos recursos solicitados será direcionada a obras de dragagem nas áreas onde deverão ser instalados pelo menos dois novos estaleiros: o Promar, controlado pelo grupo PJMR, e o Construcap, do grupo paulista de mesmo nome. Cada um vai investir algo em torno de R$ 200 milhões.

Também será preciso realizar a dragagem das áreas onde se pretende construir quatro novos cais, que se somarão aos cinco já existentes. O empréstimo solicitado ao BNDES contempla ainda a instalação de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para transporte dos trabalhadores, obras de terraplenagem e de reforço dos molhes, como são conhecidos os paredões de pedra instalados para proteger o porto da força das águas. O projeto de ampliação também prevê a construção de novas estradas de acesso e de um centro de tecnologia ambiental.

"O complexo está em um ritmo acelerado de crescimento, especialmente da área industrial, o que demanda esse investimento para dar todo o suporte de infraestrutura", afirmou Amâncio. Segundo ele, menos da metade da área total destinada a empreendimentos industriais ainda está disponível para novos projetos. A Fiat, por exemplo, não encontrou um terreno que comportasse a sua fábrica e a pista de provas, o que levou a montadora a mudar para o município de Goiana, 110 quilômetros ao norte de Suape.
Fonte: Valor Econômico     

Suape recebe primeiro navio da linha direta com a Ásia

15.08.2011
Suape recebe primeiro navio da linha direta com a Ásia O navio CAP Jackson atracou na última quinta-feira (10/08), no Porto de Suape, inaugurando uma nova linha de navegação de longo curso, a primeira vinda diretamente de portos asiáticos.   Normalmente, as linhas que vêm da Ásia fazem o transbordo - transferência da carga de um navio maior para outros menores – no Panamá, em Santos (São Paulo) ou em Sepetiba (Rio de Janeiro). Com a implantação da rota, o transbordo dos produtos que tem como destino o Norte, Nordeste e Vitória (Espírito Santo) migrará para Suape, reforçando, ainda mais, sua vocação para ser um “hub port”, ou seja, um forte distribuidor para o norte-nordeste do país. A nova linha é operada pela Hamburg Sud e Maersk, dois dos maiores armadores do mundo. Está é a segunda linha direta de Suape com a Ásia, sendo momento histórico na consolidação do Porto de Suape no contexto nacional e internacional.

Outra vantagem da nova operação é a considerável redução no tempo de chegada das mercadorias. Atualmente, são 55 dias de viagem para que uma importação vinda da Ásia faça o transbordo em Santos e chegue em Pernambuco. Com a linha, esse prazo será de 41 dias.  O vice-presiente de Suape, Frederico Amancio, explica que a expectativa é que a rota Ásia-Suape aumente em 10% a movimentação de contêiner no porto. “O novo serviço conta com 11 navios e, anualmente, trará um impacto de mais de 50% na quantidade de escalas de embarcações realizadas em Suape. A nova linha permite, ainda, consolidar Suape como plataforma de exportação de mercadoria”, comenta.

Os principais lugares de importação serão China, Hong Kong e África. A principio, a linha usará navios de segunda geração, com capacidade para transportar até seis mil TEUs (unidade equivalente a quantidade de carga que pode ser transportada num contêiner de 20 pés). Quando a rota se consolidar, as empresas colocarão navios maiores.

Portos e terminais brasileiros movimentam 220,2 milhões de toneladas no segundo trimestre


Os portos e terminais brasileiros movimentaram 220,2 milhões de toneladas no 2º trimestre de 2011, crescimento de 6,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, foram movimentados 420,6 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre igual período de 2010. As informações são do Boletim Portuário do 2º trimestre de 2011, elaborado pela Gerência de Estudos e Desempenho Portuário da ANTAQ.

“Como previmos no 1º Boletim, as importações arrefeceram e tiveram crescimento de 10,9% no segundo trimestre frente a igual período em 2010”, lembrou o gerente da área, Fernando Serra.

As cargas que mais contribuíram para a expansão de 7,1% da tonelagem de cargas movimentadas no primeiro semestre foram fertilizantes/adubos, produtos siderúrgicos e bauxita. As taxas de crescimento dos três grupos de mercadoria situaram-se bem acima das demais, com crescimentos de 32,5%, 24,4% e 19,0%, respectivamente.

 “O segundo trimestre foi marcado pelo maior dinamismo dos terminais de uso privativo frente aos portos organizados, ao contrário do que aconteceu no primeiro trimestre”, salientou Serra. De fato, os portos organizados exibiram taxa de crescimento de 2,9% na tonelagem movimentada, enquanto os terminais apresentaram aumento de 8,9% neste segundo trimestre, frente ao mesmo período de 2010.

Os portos organizados foram responsáveis pela movimentação de 67,6 milhões de toneladas de cargas no segundo trimestre. No acumulado do ano, essa movimentação chegou a 145,2 milhões (acréscimo de 5,8% em relação a 2010). Dentre os 10 maiores portos organizados, destacam-se, no primeiro semestre, as variações positivas de Vitória (40,9%), Suape (17,7%), Itaqui (12,7%) e Itaguaí (7,6%).

O Porto de Santos apresentou elevação de 3,2% na tonelagem movimentada. Esse desempenho ajudou a recuperar a queda de 0,8% apresentada no primeiro trimestre. Essa recuperação se deu por conta do melhor desempenho da soja no segundo trimestre, crescimento de 8,8%, frente ao segundo trimestre de 2010. No primeiro trimestre, a movimentação de soja havia declinado em 13,7%.

Embora tenha havido melhora no desempenho da movimentação de soja no segundo trimestre, Santos ainda apresenta queda de 0,7% na movimentação do produto no acumulado do ano. “Mas o que de fato tem prejudicado o desempenho de Santos é a movimentação de açúcar. No acumulado do ano, a movimentação foi 17,9% menor do que no mesmo período do ano anterior. Por outro lado, destacamos que a movimentação de contêineres e fertilizantes tem amenizado o desempenho negativo do açúcar”, comentou Serra.

O peso bruto dos contêineres movimentados no porto santista aumentou 10,8% no acumulado do ano, frente a 2010. A movimentação de fertilizantes cresceu 171,7% na mesma base de comparação. “Como apontado no Boletim do 1º trimestre, esse ano houve uma tendência à antecipação das compras de fertilizantes e adubos”, lembrou Serra.

Os terminais de uso privativo foram responsáveis por 142,6 milhões de toneladas movimentadas no segundo trimestre, aumento de 8,9% frente a 2010. No acumulado do ano obteve-se crescimento de 7,8% frente ao acumulado de 2010. Nesse período, foram movimentadas 275,3 milhões de toneladas. Nos primeiros seis meses, os TUPs que exibiram as maiores taxas de crescimento foram os seguintes: Alumar (61,8%), Porto Trombetas (23%), Almirante Barroso (13,1%), Ponta da Madeira (8,9%) e Ponta de Ubu (5,8%).

No acumulado do semestre, devido à maior taxa de crescimento apre
sentada pelos terminais de uso privativo, essas instalações aumentaram sua participação no total de cargas movimentadas pelas instalações portuárias brasileiras. Os TUPs foram responsáveis por 65,5% do total de cargas movimentadas, contra 65% no acumulado do primeiro semestre de 2010.

Fonte: A Tribuna (SP)