Artigo escrito por DÉBORA CECÍLIO
Considerando os investimentos em
outros modais logísticos e o crescente consumo do mercado brasileiro, os
operadores logísticos e as transportadoras estão a todo vapor para
atender às demandas deste momento do mercado. Nos últimos anos temos
visto algumas movimentações interessantes agitarem ainda mais estes
setores, em que alguns operadores de médio porte foram adquiridos por
empresas globais, além do crescimento da participação de fundos de
private equity em importantes players em todo país.
Temos de um lado, neste cenário, grandes
grupos logísticos, com atuação nacional e diversos serviços e soluções
em seu portfólio, vivenciando movimentos de integração e
profissionalização através da estruturação de conselhos de administração
e contratação da primeira linha de executivos de mercado. Do outro
lado, vemos empresas de pequeno e médio porte, ainda com gestão
familiar, que buscam profissionalizar suas estruturas para buscar sua
sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e de margens muito
apertadas.
Percebemos que estas empresas tem
buscado executivos de mercado para assumir posições estratégicas em
todas as áreas, desde Recursos Humanos e Supply Chain até Projetos,
Finanças e Tecnologia. O que estas empresas desejam é justamente
implantar novos modelos, melhores práticas e ferramentas de gestão que
otimizem suas operações. Estas empresas buscam executivos que tenham,
preferencialmente, experiência em multinacionais, com inglês fluente e
excelente formação acadêmica. E, é claro, buscam um perfil flexível que
possa se adaptar em ambientes menos estruturados, além de um forte olhar
de inovação, que traga tendências e práticas bem sucedidas de gestão.
Executivos de projetos, por exemplo,
estão muito demandados, pois alem de desenharem a solução logística
junto ao cliente, são responsáveis por toda condução do projeto até sua
operacionalização. Já em recursos humanos, executivos que tenham
experiência com implantação de cargos e salários, estruturação de plano
de benefícios e de incentivos de curto e longo prazo. Isso é percebido
porque muitas das médias e pequenas empresas ainda não possuem políticas
de benefícios atrativas, competitivas e alinhadas às práticas de
mercado, por exemplo. Outro perfil bastante desejado é o do executivo de
finanças que domine o planejamento fiscal e tributação interestadual,
pois a redução de custo que se pode ter nestes casos é muito importante e
impactam fortemente os resultados das pequenas e médias empresas.
Contratar um bom executivo pode ser
visto como um alto custo para alguns, mas felizmente existem empresas
que enxergam como um investimento em curto prazo que trará resultados
consistentes no médio e longo prazo. Os desafios são enormes para os
próximos anos. As empresas necessitam buscar rapidamente formas de
otimizar processos e ganhar produtividade, através de um modelo de
gestão moderno, pautado em eficiência operacional, gestão de custos e
inovação.
Débora Cecílio
Diretora da Fesa – Global Executive Search Transforming Leadership
dcecilio@fesa.com.br
(11) 3365-3800