A reciclagem de pneus de mineração representa um desafio para empresas do setor, como a Vale. A mineradora acumula em suas operações no Brasil estoque de seis mil pneus usados, dos quais 3 mil encontram-se em Carajás, no Pará. É ali, na região amazônica, que a Vale implantou projeto para testar tecnologia capaz de resolver passivo ambiental gerado nas últimas décadas. A solução encontrada também tende a evitar que pneus descartados no futuro continuem a se acumular, repetindo o que aconteceu no passado.
A tecnologia consiste em cortar os pneus em peças de um metro de comprimento com tesoura hidráulica acoplada a uma escavadeira móvel. Esse tipo de ferramenta é usada na siderurgia, mas não é comum na mineração. As projeções de crescimento da produção de minério de ferro da Vale para os próximos anos levaram a empresa a analisar alternativas para descartar os pneus de forma sustentável.
Em 2011, a meta da Vale é produzir 311 milhões de toneladas de minério de ferro, volume que em 2015 poderá alcançar 522 milhões de toneladas, quase 70% a mais. Esse crescimento, concentrado em Carajás, vai exigir novos caminhões nas minas e, como resultado, mais pneus serão descartados.
Antes de decidir pelo uso da tesoura hidráulica, a Vale analisou a possibilidade de utilizar outras técnicas para reciclar os pneus como a pirólise, processo em que se faz a decomposição química do produto. Mas depois de discussão em seminários dos quais participaram fornecedores de pneus optou-se pela tesoura. Historicamente, a Vale tinha dificuldades para eliminar os pneus usados, pois o corte manual é muito demorado. O tempo para se cortar um pneu chegava a uma semana. A saída era fazer o reuso de parte dos pneus em defensas de navios, amuradas e suportes de taludes nas minas.
Em Carajás, a tesoura já cortou 600 pneus. Em média, o equipamento leva 30 minutos para cortar o pneu em até oito partes de um metro cada. As projeções da Vale são de que em 2011 e 2012 a empresa descarte mais 2 mil pneus por ano em suas minas no país. A empresa tem planos de começar a operar, a partir de setembro, uma segunda tesoura hidráulica em Minas Gerais. Cada sistema tesoura-escavadeira custa cerca de R$ 1,5 milhão. No futuro, a empresa poderá exportar a tecnologia para suas operações no exterior, caso do Canadá, Moçambique, Austrália e Indonésia, disse Rodrigo Colombaretti, diretor de desenvolvimento e inteligência de suprimentos da Vale.
Segundo ele, não é objetivo da empresa gerar receita com o uso da tecnologia. O desafio foi criar um processo eficiente que permitisse reduzir o tamanho dos pneus e utilizar processos de reciclagem. Pela dimensão dos pneus de mineração, não é possível valer-se de processos de trituração aplicados aos pneus de carros convencionais. "O pneu de mineração é muito pesado e, em sua composição, existe um aço mais reforçado do que o pneu de um carro", disse Colombaretti.
O diretor afirmou que a Vale é a responsável, perante a legislação ambiental, pela destinação final a ser dada aos pneus usados pelo fato de a própria empresa importar os pneus de maior envergadura (entre 51 e 63 polegadas) dos Estados Unidos e do Japão.
O executivo afirmou que a Vale estuda fazer parceria para implantar no Pará uma unidade para triturar os pneus usados. O material resultante poderia servir de insumo para produção de concreto ecológico e de asfalto borracha a ser usado nas obras da mineradora na região. Hoje, depois de cortados, os pneus deixam Carajás e são transportados em caminhão até uma empresa, em São Paulo, cujo nome a Vale não revela, que se encarrega de triturar o material e separar a borracha do aço.
Os resíduos de aço são vendidos para siderúrgicas que os utilizam como sucata. Já os restos de borracha têm aplicações variadas: servem para substituir parte do coque verde de petróleo na produção de cimento e também são usados como matéria-prima por fabricantes de artefatos de borracha que produzem itens como tapetes de carro, grama sintética e solados para calçados. Uma parte menor dos resíduos de borracha dos pneus vai para produzir asfalto-borracha e concreto ecológico usado em obras da própria Vale e na fabricação de dormentes para trilhos.
Fonte: Valor Econoômico.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Instalação obrigatória de rastreador de veículo é adiada para 2012
O Contran – Conselho Nacional de Trânsito adiou novamente a instalação obrigatória de dispositivo antifurto em veículos novos. Agora, os equipamentos devem começar a ser instalados só no ano que vem.
De acordo com a Resolução nº 330/09, o cronograma de instalação deveria ter sido iniciado no dia 2 de maio.
A Deliberação nº111, publicada no dia 29 de abril, alterou a data para 15 de janeiro de 2012.
O dispositivo antifurto é composto por um chip escondido dentro do veículo. Com ele, o carro pode ser rastreado por sensores e radares eletrônicos espalhados pela cidade.
As informações são monitoradas por uma central, formando o Simrav - Sistema Integrado de Monitoramento e Registro Automático de Veículos.
O problema é que a infraestrutura de telecomunicações necessária para colocar o Simrav em funcionamento não está pronta, o que, segundo o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, motivou o adiamento.
A instalação do dispositivo antifurto é adiada desde abril de 2009. A principal crítica à medida é que ela invade a privacidade do cidadão, que pode ser monitorado sem consentimento.
De acordo com o novo cronograma, 20% da produção de veículos destinada ao mercado nacional deverá ter o dispositivo a partir de 15 de janeiro de 2012.
Em 15 de março de 2012, o equipamento deverá estar em 40% dos veículos fabricados. Já em 15 de junho, 70% precisarão sair da linha de montagem com o rastreador.
O programa termina em 15 de agosto de 2012, quando o sistema antifurto será obrigatório para 100% da produção.
A medida atingirá gradualmente toda a frota circulante, conforme a renovação, uma vez que não prevê a instalação em veículos usados.
A resolução inclui automóveis, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus, tratores e reboques.
Além do rastreador antifurto, freios ABS e airbag também serão itens de série obrigatórios em veículos novos por resoluções do Contran.
O cronograma de instalação desses equipamentos começa em janeiro do ano que vem e atingirá 100% da produção em janeiro de 2014.
Fonte: Folha de S.Paulo
De acordo com a Resolução nº 330/09, o cronograma de instalação deveria ter sido iniciado no dia 2 de maio.
A Deliberação nº111, publicada no dia 29 de abril, alterou a data para 15 de janeiro de 2012.
O dispositivo antifurto é composto por um chip escondido dentro do veículo. Com ele, o carro pode ser rastreado por sensores e radares eletrônicos espalhados pela cidade.
As informações são monitoradas por uma central, formando o Simrav - Sistema Integrado de Monitoramento e Registro Automático de Veículos.
O problema é que a infraestrutura de telecomunicações necessária para colocar o Simrav em funcionamento não está pronta, o que, segundo o Denatran – Departamento Nacional de Trânsito, motivou o adiamento.
A instalação do dispositivo antifurto é adiada desde abril de 2009. A principal crítica à medida é que ela invade a privacidade do cidadão, que pode ser monitorado sem consentimento.
De acordo com o novo cronograma, 20% da produção de veículos destinada ao mercado nacional deverá ter o dispositivo a partir de 15 de janeiro de 2012.
Em 15 de março de 2012, o equipamento deverá estar em 40% dos veículos fabricados. Já em 15 de junho, 70% precisarão sair da linha de montagem com o rastreador.
O programa termina em 15 de agosto de 2012, quando o sistema antifurto será obrigatório para 100% da produção.
A medida atingirá gradualmente toda a frota circulante, conforme a renovação, uma vez que não prevê a instalação em veículos usados.
A resolução inclui automóveis, comerciais leves, motos, caminhões, ônibus, tratores e reboques.
Além do rastreador antifurto, freios ABS e airbag também serão itens de série obrigatórios em veículos novos por resoluções do Contran.
O cronograma de instalação desses equipamentos começa em janeiro do ano que vem e atingirá 100% da produção em janeiro de 2014.
Fonte: Folha de S.Paulo
Amsted Maxion vende 455 vagões para a Transnordestina
A Iochpe-Maxion informou que sua controlada Amsted Maxion concluiu dois novos contratos de fornecimento de vagões e caixas ferroviários de carga com a Transnordestina Logística e a FCA/MRC.
A companhia vendeu 455 vagões para a Transnordestina, com entregas programadas para o período de julho de 2011 a julho de 2012. A FCA/MRC, que já havia encomendado 500 caixas ferroviárias (parte superior do vagão de carga), acrescentou outras 500 ao pedido.
Com os novos pedidos, as encomendas da Amsted Maxion alcançaram 2.893 vagões ferroviários de carga e 1.000 caixas com entregas programadas para 2011 e 189 vagões para 2012, que somam receita bruta de R$ 785 milhões.
Fonte: Valor
A companhia vendeu 455 vagões para a Transnordestina, com entregas programadas para o período de julho de 2011 a julho de 2012. A FCA/MRC, que já havia encomendado 500 caixas ferroviárias (parte superior do vagão de carga), acrescentou outras 500 ao pedido.
Com os novos pedidos, as encomendas da Amsted Maxion alcançaram 2.893 vagões ferroviários de carga e 1.000 caixas com entregas programadas para 2011 e 189 vagões para 2012, que somam receita bruta de R$ 785 milhões.
Fonte: Valor
Ocorre nesta semana, em SP, o 3º Congresso de Supply Chain
O IBPSC reunirá nos dias 11 e 12 de maio de 2011 cerca de 250 profissionais tomadores de decisão para acompanhar 22 palestras e 5 painéis de debates em dois dias de muitos insights e networking. O 3º Congresso de Supply Chain do IBPSC ocorrerá no Bourbon Convention Ibirapuera.
Confirmadas palestras das seguintes empresas: Walmart, Avon, Cebralog, Cielo, Coca-Cola, Nextel, Pepsico, Eli Lilly, GE, Hospital Albert Einstein, Itau, Magneti Marelli Cofap, Quad-tree, Treelog, Kelco, Iveco, Akzo Nobel, Unicamp, USP, DHL, Fesa Global Executive Search e Business School São Paulo.
Serviço
3º Congresso de Supply Chain do IBPSC
Dias: 11 e 12 de maio
Horário: 8h às 18h
Local: Hotel Bourbon Convention Ibirapuera – Moema – São Paulo – SP
Informações: congresso@ibpsc.net
Fone: 11 2359.6164
www.congresso-ibpsc.net
Confirmadas palestras das seguintes empresas: Walmart, Avon, Cebralog, Cielo, Coca-Cola, Nextel, Pepsico, Eli Lilly, GE, Hospital Albert Einstein, Itau, Magneti Marelli Cofap, Quad-tree, Treelog, Kelco, Iveco, Akzo Nobel, Unicamp, USP, DHL, Fesa Global Executive Search e Business School São Paulo.
Serviço
3º Congresso de Supply Chain do IBPSC
Dias: 11 e 12 de maio
Horário: 8h às 18h
Local: Hotel Bourbon Convention Ibirapuera – Moema – São Paulo – SP
Informações: congresso@ibpsc.net
Fone: 11 2359.6164
www.congresso-ibpsc.net
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