mercado brasileiro de condomínios logísticos segue aquecido e com obras em andamento. A Capital Realty (Fone: 41 2169.6850) acaba de inaugurar a primeira fase do Mega Centro Logístico Itajaí, em Santa Catarina, enquanto a GWI Real Estate (Fone: 11 3702.3222) deverá lançar a primeira etapa do Global Jundiaí, em São Paulo, no mês de março próximo, e a GR Properties (Fone: 11 3709. 2660) quer iniciar as operações no GR Campinas, também em São Paulo, em julho deste ano.
Os empreendimentos da Capital Realty e da GR Properties apresentam uma coincidência: cada um receberá investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. No caso do Mega Itajaí, o investimento será parte da Capital Realty e parte oriunda de financiamentos. Já no GR Campinas, o valor será arcado pela GR Properties e pela INI2 Implantações Imobiliárias (Fone: 19 3251.2388), que desenvolvem o projeto, bem como por parceiros investidores cujos nomes não foram revelados.
O condomínio da GWI Real Estate, por sua vez, já tem previsão até para a inauguração da segunda fase: outubro de 2011. As obras da Fase 2 deverão ter início logo que a Fase 1 for inaugurada. “Neste projeto serão investidos R$ 55 milhões, dos quais 50% dos recursos são provenientes da própria GWI Real Estate”, conta o gerente de desenvolvimento, Leandro Abreu. Para a Fase 2, aliás, em dezembro último, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento aprovou o financiamento de R$ 27,4 milhões.
E as novidades não param por aí. Segundo o diretor geral, Rodrigo Demeterco, a Capital Realty tem projetos de novos condomínios logísticos em Curitiba, PR, e Araraquara, SP, enquanto a GR Properties, de acordo com o gerente de incorporação, André Gavazza, tem um condomínio em fase de aprovação em Campinas e mais alguns outros projetos num raio de 100 km da cidade de São Paulo. Já a GWI Real Estate possui outros seis empreendimentos em desenvolvimento: três na região metropolitana de Campinas e três próximos às cidades de Sorocaba, Jundiaí e Vinhedo, todas no interior paulista.
Todavia, enquanto estas novidades ainda estão em fase de projetos e as empresas não adiantam muitas informações, conheça um pouco do Mega Centro Logístico Itajaí, do GR Campinas e do Global Jundiaí, que já estão em fase de negociação com locatários.
Mega Centro Logístico Itajaí
Em um terreno de 89.000 m² e área construída de aproximadamente 34.000 m², com possibilidade de expansão, o novo condomínio logístico da Capital Realty será construído em três fases. Na primeira, inaugurada em janeiro último, foram entregues o armazém 1 e a área de apoio ao empreendimento. Já na segunda fase, em maio de 2011, será entregue o armazém 2, ao passo que na terceira acontecerá a inauguração do armazém 3, em maio de 2012.
O empreendimento está situado no entroncamento da BR 101 com a SC 470, rodovia que liga o oeste de Santa Catarina ao Vale do Itajaí, considerado um verdadeiro polo de exportações localizado entre os portos de Itajaí e Navegantes. No local, serão oferecidos serviços compartilhados nas áreas de armazenagem e distribuição, tanto para o mercado internacional quanto para o interno. Os armazéns possuirão pé direito de 12,50 metros e uma doca para cada 380 m², no caso dos armazéns 1 e 2, e uma doca para cada 460 m² no armazém 3, além de sprinklers, capacidade de piso acima de 6 ton/m², piso nivelado a laser e pátio de manobras.
Quanto aos serviços gerais, o condomínio irá dispor de portaria com controle de acesso, segurança 24 horas, sistema CFTV, estacionamento para carros e pátio para estacionamento de carretas, área de vivência e lanchonete e refeitório. “Despesas de manutenção da área comum do condomínio, tais como, limpeza, coleta de lixo, jardinagem, etc., serão rateadas e cobradas no condomínio”, informa Demeterco.
De acordo com o diretor geral da Capital Realty, por conta da grande demanda e do diferencial oferecido na infraestrutura do armazém e no condomínio como um todo, a expectativa de procura por um espaço no Mega Itajaí é alta no curto prazo. Embora não revele nomes, ele informa que há varejistas e Operadores Logísticos em negociação para utilizarem a estrutura.
GR Campinas
O novo empreendimento da GR Properties e da INI2 não terá possibilidade de expansão, mas já têm acontecido consultas sobre pré-locação dos futuros espaços, sendo a maioria delas feita por empresas de logística e distribuição. Serão 16 galpões modulares com área de 1.500 m² cada, totalizando 24.000 m² de área construída em um terreno de 38.400 m².
O GR Campinas está localizado no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I. “Acreditamos muito no potencial da região devido à ampla malha rodoviária, proximidade com o mercado consumidor e também produtor, e a mão de obra especializada existente nos arredores”, comenta Gavazza. "Em uma área bem localizada, um condomínio desse tipo pode obter rendimento acima de um investimento em renda fixa”, diz o engenheiro Augusto Manarini, sócio-diretor da Ini2.
O empreendimento contará com um prédio de apoio que permitirá a otimização da área locada pela empresa, que poderá utilizá-lo como refeitório, cozinha industrial, cafeteria, salas de reunião e de treinamento, ambulatório, vestiário e área de espera para motoristas, eliminando a necessidade de destinar parte do galpão para essas finalidades.
Além disso, os locatários poderão usufruir dos serviços de portaria, segurança, limpeza, jardinagem e manutenção. Outro destaque do GR Campinas é a certificação Green Building. “Desde a terraplanagem, passando pela construção, até a operação teremos a cautela com o impacto ao meio ambiente”, garante Guilherme Rossi, diretor geral da GR Properties.
Gavazza acredita que a flexibilidade de ocupação será o grande trunfo do GR Campinas. “Poderemos atender a empresas de logística, indústrias leves e até escritórios tipo back-office. Os galpões serão todos iguais, preparados para utilização como armazenagem seca ou escritório. Para demais segmentos, deverão passar por adaptações”, conta.
Segundo Manarini, os galpões serão ideais para a instalação de indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras. Ele e Rossi acreditam que o GR Campinas repetirá o sucesso do GR Jundiaí, primeiro condomínio de galpões industriais do país a ter certificação Green Bulding.
Global Jundiaí
A primeira fase do empreendimento da GWI Real Estate em Jundiaí consiste em um galpão de 19.000 m². No total, após a conclusão da segunda fase, serão dois galpões modulares com 41.170 m² de área bruta locável e 43.065 m² de área construída, incluindo área de escritórios. No local, os locatários terão serviços de segurança 24 horas, portaria blindada com eclusas no acesso de veículos de carga, pátio de carretas, manutenção, limpeza, refeitório e salas de treinamento.
Os galpões – com pé-direito de 12 metros, piso industrial nivelado a laser e com resistência de 6 ton/m² – poderão receber operações logísticas de diferentes segmentos de atuação. Abreu comenta que por causa da grande flexibilidade pretendida para determinadas operações, como refrigerados e produtos químicos, se farão necessárias algumas adaptações. Contudo, lembra de um caso de sucesso nesse sentido: “no empreendimento Global Cumbica, em Guarulhos, tivemos uma experiência com um inquilino que adaptou o galpão para uma operação refrigerada”.
O aspecto de sustentabilidade ambiental também foi priorizado no projeto, que conta com sistemas de reciclagem de águas pluviais, iluminação zenital e sistemas termoacústico e de circulação de ar, visando à economia de energia. “O financiamento do BNDES reforça o seu compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira e, para a GWI Real Estate, representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa, tanto do ponto de vista de ampliação das operações quanto de governança corporativa e relacionamento com o mercado de capitais”, ressalta o diretor da empresa, Carlos Barcellos.
Abreu revela que inúmeras empresas já manifestaram o interesse na locação total ou parcial do galpão, mas as propostas recebidas até o momento estão em análise. De acordo com informações fornecidas por ele, os interessados no empreendimento têm projetos de logística para as indústrias de cosméticos, bens de consumo e farmacêutica. “A procura pelo Global Jundiaí tem sido grande e acreditamos que a localização privilegiada (km 66 da Rodovia Anhanguera) manterá a demanda no longo prazo”, projeta.
Os empreendimentos da Capital Realty e da GR Properties apresentam uma coincidência: cada um receberá investimentos de aproximadamente R$ 40 milhões. No caso do Mega Itajaí, o investimento será parte da Capital Realty e parte oriunda de financiamentos. Já no GR Campinas, o valor será arcado pela GR Properties e pela INI2 Implantações Imobiliárias (Fone: 19 3251.2388), que desenvolvem o projeto, bem como por parceiros investidores cujos nomes não foram revelados.
O condomínio da GWI Real Estate, por sua vez, já tem previsão até para a inauguração da segunda fase: outubro de 2011. As obras da Fase 2 deverão ter início logo que a Fase 1 for inaugurada. “Neste projeto serão investidos R$ 55 milhões, dos quais 50% dos recursos são provenientes da própria GWI Real Estate”, conta o gerente de desenvolvimento, Leandro Abreu. Para a Fase 2, aliás, em dezembro último, o BNDES – Banco Nacional do Desenvolvimento aprovou o financiamento de R$ 27,4 milhões.
E as novidades não param por aí. Segundo o diretor geral, Rodrigo Demeterco, a Capital Realty tem projetos de novos condomínios logísticos em Curitiba, PR, e Araraquara, SP, enquanto a GR Properties, de acordo com o gerente de incorporação, André Gavazza, tem um condomínio em fase de aprovação em Campinas e mais alguns outros projetos num raio de 100 km da cidade de São Paulo. Já a GWI Real Estate possui outros seis empreendimentos em desenvolvimento: três na região metropolitana de Campinas e três próximos às cidades de Sorocaba, Jundiaí e Vinhedo, todas no interior paulista.
Todavia, enquanto estas novidades ainda estão em fase de projetos e as empresas não adiantam muitas informações, conheça um pouco do Mega Centro Logístico Itajaí, do GR Campinas e do Global Jundiaí, que já estão em fase de negociação com locatários.
Mega Centro Logístico Itajaí
Em um terreno de 89.000 m² e área construída de aproximadamente 34.000 m², com possibilidade de expansão, o novo condomínio logístico da Capital Realty será construído em três fases. Na primeira, inaugurada em janeiro último, foram entregues o armazém 1 e a área de apoio ao empreendimento. Já na segunda fase, em maio de 2011, será entregue o armazém 2, ao passo que na terceira acontecerá a inauguração do armazém 3, em maio de 2012.
O empreendimento está situado no entroncamento da BR 101 com a SC 470, rodovia que liga o oeste de Santa Catarina ao Vale do Itajaí, considerado um verdadeiro polo de exportações localizado entre os portos de Itajaí e Navegantes. No local, serão oferecidos serviços compartilhados nas áreas de armazenagem e distribuição, tanto para o mercado internacional quanto para o interno. Os armazéns possuirão pé direito de 12,50 metros e uma doca para cada 380 m², no caso dos armazéns 1 e 2, e uma doca para cada 460 m² no armazém 3, além de sprinklers, capacidade de piso acima de 6 ton/m², piso nivelado a laser e pátio de manobras.
Quanto aos serviços gerais, o condomínio irá dispor de portaria com controle de acesso, segurança 24 horas, sistema CFTV, estacionamento para carros e pátio para estacionamento de carretas, área de vivência e lanchonete e refeitório. “Despesas de manutenção da área comum do condomínio, tais como, limpeza, coleta de lixo, jardinagem, etc., serão rateadas e cobradas no condomínio”, informa Demeterco.
De acordo com o diretor geral da Capital Realty, por conta da grande demanda e do diferencial oferecido na infraestrutura do armazém e no condomínio como um todo, a expectativa de procura por um espaço no Mega Itajaí é alta no curto prazo. Embora não revele nomes, ele informa que há varejistas e Operadores Logísticos em negociação para utilizarem a estrutura.
GR Campinas
O novo empreendimento da GR Properties e da INI2 não terá possibilidade de expansão, mas já têm acontecido consultas sobre pré-locação dos futuros espaços, sendo a maioria delas feita por empresas de logística e distribuição. Serão 16 galpões modulares com área de 1.500 m² cada, totalizando 24.000 m² de área construída em um terreno de 38.400 m².
O GR Campinas está localizado no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I. “Acreditamos muito no potencial da região devido à ampla malha rodoviária, proximidade com o mercado consumidor e também produtor, e a mão de obra especializada existente nos arredores”, comenta Gavazza. "Em uma área bem localizada, um condomínio desse tipo pode obter rendimento acima de um investimento em renda fixa”, diz o engenheiro Augusto Manarini, sócio-diretor da Ini2.
O empreendimento contará com um prédio de apoio que permitirá a otimização da área locada pela empresa, que poderá utilizá-lo como refeitório, cozinha industrial, cafeteria, salas de reunião e de treinamento, ambulatório, vestiário e área de espera para motoristas, eliminando a necessidade de destinar parte do galpão para essas finalidades.
Além disso, os locatários poderão usufruir dos serviços de portaria, segurança, limpeza, jardinagem e manutenção. Outro destaque do GR Campinas é a certificação Green Building. “Desde a terraplanagem, passando pela construção, até a operação teremos a cautela com o impacto ao meio ambiente”, garante Guilherme Rossi, diretor geral da GR Properties.
Gavazza acredita que a flexibilidade de ocupação será o grande trunfo do GR Campinas. “Poderemos atender a empresas de logística, indústrias leves e até escritórios tipo back-office. Os galpões serão todos iguais, preparados para utilização como armazenagem seca ou escritório. Para demais segmentos, deverão passar por adaptações”, conta.
Segundo Manarini, os galpões serão ideais para a instalação de indústrias leves, empresas de logística, distribuidoras e transportadoras. Ele e Rossi acreditam que o GR Campinas repetirá o sucesso do GR Jundiaí, primeiro condomínio de galpões industriais do país a ter certificação Green Bulding.
Global Jundiaí
A primeira fase do empreendimento da GWI Real Estate em Jundiaí consiste em um galpão de 19.000 m². No total, após a conclusão da segunda fase, serão dois galpões modulares com 41.170 m² de área bruta locável e 43.065 m² de área construída, incluindo área de escritórios. No local, os locatários terão serviços de segurança 24 horas, portaria blindada com eclusas no acesso de veículos de carga, pátio de carretas, manutenção, limpeza, refeitório e salas de treinamento.
Os galpões – com pé-direito de 12 metros, piso industrial nivelado a laser e com resistência de 6 ton/m² – poderão receber operações logísticas de diferentes segmentos de atuação. Abreu comenta que por causa da grande flexibilidade pretendida para determinadas operações, como refrigerados e produtos químicos, se farão necessárias algumas adaptações. Contudo, lembra de um caso de sucesso nesse sentido: “no empreendimento Global Cumbica, em Guarulhos, tivemos uma experiência com um inquilino que adaptou o galpão para uma operação refrigerada”.
O aspecto de sustentabilidade ambiental também foi priorizado no projeto, que conta com sistemas de reciclagem de águas pluviais, iluminação zenital e sistemas termoacústico e de circulação de ar, visando à economia de energia. “O financiamento do BNDES reforça o seu compromisso com o desenvolvimento da infraestrutura logística brasileira e, para a GWI Real Estate, representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa, tanto do ponto de vista de ampliação das operações quanto de governança corporativa e relacionamento com o mercado de capitais”, ressalta o diretor da empresa, Carlos Barcellos.
Abreu revela que inúmeras empresas já manifestaram o interesse na locação total ou parcial do galpão, mas as propostas recebidas até o momento estão em análise. De acordo com informações fornecidas por ele, os interessados no empreendimento têm projetos de logística para as indústrias de cosméticos, bens de consumo e farmacêutica. “A procura pelo Global Jundiaí tem sido grande e acreditamos que a localização privilegiada (km 66 da Rodovia Anhanguera) manterá a demanda no longo prazo”, projeta.
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