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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Filtro para veículos a diesel é premiado em Brasília



Foto: Ricardo Lemos

Ricardo e o ministro em exercício, Luiz Elias
Elaborar um dispositivo que reduzisse a poluição gerada por veículos a diesel nas ruas da capital federal de alto rendimento e baixo custo. Essa foi a meta adotada pelo estudante Ricardo Aquino, 18 anos, que venceu o 24º Prêmio Jovem Cientista na categoria Ensino Médio. A cerimônia de premiação aconteceu na tarde desta quinta-feira (18), em Brasília (DF).

O resultado foi divulgado no último dia 26 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Com o tema “Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro”, o prêmio foi entregue pelo ministro interino da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias. Segundo ele, o prêmio é importante não só por despertar jovens talentos, mas também para o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico do país. “O conhecimento é pré-condição para crescimento”, sintetizou.

Útil e agradável

Em dezembro do ano passado, a Revista CNT Transporte Atual entrevistou o jovem Ricardo, que falou sobre a originalidade do seu invento. Nesta quinta, ele falou um pouco mais sobre o projeto. Com apenas R$ 60, desenvolveu um equipamento que retém 86% da poluição gerada pelos veículos a diesel e cujos resíduos podem ser reaproveitados para a produção de pneus. “Cem por cento da fumaça retida pode ser reaproveitada”, comemora.

Ricardo conta que o projeto levou três anos para ser desenvolvido e visava, além do alto rendimento, o baixo custo, uma vez que os filtros atuais custam cerca de R$ 800. “A preocupação sempre foi de fazer um projeto viável porque de nada adiantava ter resultados altos, mas que não fossem viáveis”, afirmou.

O dispositivo é composto por um tubo de 28% com uma serpentina interna e um feltro automotivo. “Mas a invenção maior foi um gel responsável tanto por reter essa fumaça, quanto por manter a temperatura externa do dispositivo”, explicou.

Os testes foram realizados nos ônibus do Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde Ricardo estagiava. “Durante a pesquisa, obtive alguns resultados fenomenais e outros até tristes”, relembra, referindo-se à perseverança necessária para o desenvolvimento de um experimento científico. “Os primeiros resultados me motivaram mais a permanecer estudando”, afirma.

Nas ruas

Ricardo explica que a ideia já foi adotada pelo Governo do Distrito Federal, onde foi desenvolvido, e será utilizado pelos ônibus da capital federal no próximo ano. “Pretendo que o projeto se estenda por todo o país”, almejou.
Vencedor também de uma premiação da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FapDF), Ricardo sonha agora com uma etapa internacional. “A semifinal será nos Estados Unidos e eu estou torcendo.”

Confira a lista completa dos premiados no site do CNPq.


Érica Abe
Redação CNT

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