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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Falta de motoristas qualificados preocupa transportadoras

Empresas comentam sobre prejuízos e dificuldades devido à escassez de mão de obra no setor 

As transportadoras vêm sentindo com a escassez da mão de obra qualificada no setor. A taxa de ociosidade de veículos cresce enquanto o desinteresse pela atividade passa a se tornar uma tendência. Para combater essa carência, nos últimos meses, algumas empresas tentam atrair novos funcionários com campanhas de RH (Recursos Humanos) e premiações, como é o caso da Total Express, que oferece R$ 1.000 ao candidato que passar no processo seletivo. 

“Hoje, o que a gente tem feito é tentar se diferenciar do mercado. A gente vinha fazendo anúncios tradicionais e, com eles, não obtivemos muito êxito na busca desse profissional específico, que é o transportador. Por isso a empresa decidiu criar um prêmio para o selecionado”, comenta Sérgio Brito, diretor comercial da Total Express. 

Para Luiz Carlos de Faria Jr, gestor comercial do Expresso Mirassol, o setor está sendo atingido de forma bastante contundente. “Se fomos analisar a situação a longo prazo, a tendência é piorar, porque o Brasil não é um País com oferta de mão de obra abundante. No futuro, vai faltar muita mão de obra e teremos que importá-la, como aconteceu com os EUA anos atrás”, diz Faria. 

Veículos parados 

O problema da questão de qualificação do motorista afeta diretamente todos os setores da transportadora e o resultado final é o prejuízo com caminhões sem gerar capital. “Hoje eu tenho caminhão, tenho serviço, e não tenho motorista. Estou com veículo parado, sem faturar. Para cada conjunto, eu tenho um custo fixo que tem que ser pago. A partir do momento em que não é possível nem pagar o custo fixo, eu estou diluindo este custo do resultado de outras operações, então o prejuízo é grande.”, diz o gestor do Expresso Mirassol. 

“Cerca de 10% de nossa frota está parada. Nossa empresa cresce 50% ao ano, mas eu poderia ter crescido mais, o que não está acontecendo em função desse problema”, conta o diretor da Total Express.
 
Fonte: Portal Transporta Brasil

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