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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estatística revela queda no setor de implemento rodoviário


A atividade industrial nas empresas produtoras de implementos rodoviários está gradativamente caindo. De acordo com estatística da ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários de janeiro a julho desse ano, a produção do setor foi 18,44% superior ao do mesmo período de 2010. Porém, esse percentual era maior no fechamento do semestre: 20,51%.

“Estamos diante dos primeiros sinais inequívocos que o desempenho do setor produtor de implementos rodoviários vai ficar aquém das projeções do início do ano”, afirma Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR.

A perda de ritmo no crescimento tende a continuar. A diminuição do acesso ao crédito e as antecipações de compra de caminhões, motivadas pela entrada em vigor em 2012 da norma de emissões Euro 5, são os dois principais fatores.

Um exame em alguns produtos do segmento de Reboques e semirreboques revelam esse desaquecimento no ritmo de crescimento:

Basculante
Janeiro-junho - 2010
janeiro-junho - 2011
%
3.703
5.249
41,75
Janeiro-julho - 2010
janeiro-julho - 2011
%
4.555
6.338
39,14


Carga seca
Janeiro-junho - 2010
janeiro-junho - 2011
%
8.214
9.733
6,32
Janeiro-julho - 2010
janeiro-julho - 2011
%
9.956
10.333
3,7


Baú frigorífico
Janeiro-junho - 2010
janeiro-junho - 2011
%
838
635
- 24,22
Janeiro-julho - 2010
janeiro-julho - 2011
%
986
736
- 25,35


Porta contêiner
Janeiro-junho - 2010
janeiro-junho - 2011
%
1.061  
1.684
58,72
Janeiro-julho - 2010
janeiro-julho - 2011
%
1.396
1.953
39,9


Tanques (Carbono, Inox e Alumínio)
Janeiro-junho - 2010
janeiro-junho - 2011
%
2.516  
2353
- 6,8
Janeiro-julho - 2010
janeiro-julho - 2011
%
3.043
2.784
- 8,8


A situação se repete no segmento de Carroceria sobre chassis. De janeiro a junho de 2011, o percentual de crescimento sobre o mesmo período de 2010 foi de 26,43%. O novo balanço, com o acréscimo de julho ao levantamento estatístico, revela redução no ritmo de crescimento: 23,92%.

“A mudança na restrição ao crédito minimizaria essa situação”, explica o presidente da ANFIR. Isso porque com mais recursos disponíveis para a renovação e aquisição de implementos rodoviários, as empresas seguiriam seus planos de compra de produtos, melhorando o sistema logístico de transporte de cargas. “A volta à política de acesso ao crédito para as empresas sem dúvida alguma beneficiaria o setor de transporte como um todo, do produtor de matérias-primas, passando pelo implemento rodoviário e chegando até a transportadora”, explica Mário Rinaldi, diretor executivo da ANFIR.

Plano Brasil Maior

A ANFIR recebeu positivamente o lançamento do Plano Brasil Maior, que estabelece o prolongamento do PSI - Programa de Sustentação do Investimento até dezembro de 2012, com orçamento de R$ 75 bilhões. A  manutenção da desoneração tributária, com isenção de recolhimento de IPI por mais 12 meses; e a redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS-Pasep/Cofins sobre bens de capital, de 12 meses para apropriação imediata; foram outras medidas também consideradas positivas pela entidade.

O Plano Brasil Maior incluiu outros setores entre os beneficiados pelas medidas do governo, ampliando o espectro de incentivo oficial. Um dos aspectos é o crédito para financiar a inovação na produção, incluído no PSI. “Essa medida é muito importante porque ela se alinha com as demais para tornar a indústria brasileira mais competitiva”, explica o presidente da ANFIR. A cláusula que estabelece que os bancos públicos só poderão liberar crédito para projetos com conteúdo local e que empregue brasileiros é outro sinal claro, na opinião da entidade, do compromisso do governo federal com o incentivo à indústria.

Fonte: Anfir – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários
Foto: Stock.xchng

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