Terceira geração traz motores mais potentes e sistema que atende às novas normas de emissão de poluentes
A
Volvo do Brasil lançou, no dia 2 de setembro, na cidade de San Pedro do
Atacama, no Chile, a terceira geração de sua linha de caminhões pesados
e semipesados VM que, além das alterações internas e de design, traz
também a tecnologia de Redução Catalítica Seletiva (SCR, na sigla em
inglês), que atende a legislação de emissões de gases Proconve P7, que
estará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2012.
A
Volvo do Brasil lançou, no dia 2 de setembro, na cidade de San Pedro do
Atacama, no Chile, a terceira geração de sua linha de caminhões pesados
e semipesados VM que, além das alterações internas e de design, traz
também a tecnologia de Redução Catalítica Seletiva (SCR, na sigla em
inglês), que atende a legislação de emissões de gases Proconve P7, que
estará em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2012.
A Proconve P7, equivalente à norma Euro 5
em vigor nos países da Europa, estabelece que a emissão de óxido de
nitrogênio dos motores a combustão deve ser reduzida em 60%, enquanto a
emissão de partículas deve passar por uma diminuição de 80%. O sistema
SCR funciona com base na utilização do agente catalisador Arla32 (Agente
Redutor Líquido Automotivo), armazenado em um tanque específico e
injetado no sistema de escape para promover reações químicas nos gases
provenientes do motor, reduzindo as emissões e liberando nitrogênio e
vapor de água, substâncias que não trazem prejuízos ao meio ambiente.
As novidades
Disponível no mercado já no primeiro mês
do ano que vem, a nova linha VM vem equipada com motores de seis
cilindros Euro 5 em três novas potências: a versão de 210cv ganha dois
cilindros adicionais e passa a contar com motor de 220cv, assim como as
versões de 260cv e 310cv passam para 270cv e 330cv, respectivamente. Os
novos propulsores apresentam ainda aumento da pressão de injeção (de
1400 bar para 1800 bar), proporcionando economia de combustível.
O novo VM conta ainda com opções de
caixa de câmbio e eixos traseiros preparados para atender às mais
variadas necessidades do transportador, para utilização em operações de
média e longa distâncias, no transporte misto urbano e rodoviário. A
caixa de câmbio de seis marchas e o eixo traseiro de dupla velocidade,
por exemplo, são ideais para os caminhões utilizados em operações de
distribuição com caçamba, guincho ou implementos para lixo, em
perímetros urbanos ou em rotas metropolitanas. Já a caixa de câmbio de
nove marchas e o eixo traseiro com relação mais longa compõem uma
alternativa para caminhões voltados às operações rodoviárias.
Equipado com computador de bordo, o VM
provê ao motorista uma gama de informações no painel, como consumo de
combustível, do agente Arla32 e avisos de eventuais falhas. O tacógrafo,
agora em formato digital, está instalado na parte superior da cabine,
proporcionando acesso mais fácil, assim como ocorre com o rádio, que na
nova geração passa a fazer parte do painel de instrumentos.
Para trazer mais conforto ao motorista, a
coluna de direção conta agora com controle de ajuste pneumático e o
volante apresenta mais comandos incorporados, como o piloto automático e
o acionamento das buzinas elétrica e de ar.
Novo modelo
A terceira geração dos veículos VM marca
também o lançamento das versões rígidas 6×2 e 4×2, ambos com motor de
330cv, potência que antes contava apenas com opção de cavalo mecânico. O
novo caminhão chega com o objetivo de atender à cadeia logística,
unindo agilidade e uma elevada capacidade de carga.
Com as novas potências, o VM conta com
freio motor 60% mais potente, que garante maior velocidade média e
segurança nas descidas.
On Board Diagnosis
Para atender às demandas da norma
Proconve P7, os caminhões da Volvo passarão a contar, a partir de 2012,
com o dispositivo On Board Design (OBD), um sistema eletrônico que
monitora sinais importantes relacionados às emissões de gases poluentes
no veículo.
O sistema monitorará constantemente o
motor e indicará ao motorista eventuais falhas que possam afetar as
emissões. Todo o diagnóstico é feito por sensores distribuídos em
diversos pontos da arquitetura eletrônica do caminhão. O OBD faz o
monitoramento dos sistemas de injeção, admissão de ar e gases de escape.
Dependendo do nível de emissões de poluentes, ele pode até mesmo
reduzir gradativamente o torque do motor.
A instalação de dispositivos de
autodiagnose, como o sistema OBD, consiste em uma obrigatoriedade
imposta pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para assegurar
que os níveis de emissão sejam mantidos dentro dos limites
pré-estabelecidos.

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