O vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, não confirmou nem desmentiu a informação. Segundo ele, o complexo está aberto a qualquer empresa que tenha interesse nesse tipo de operação. “Pode ser a Volkswagen, a Ford, qualquer uma. Ou nenhuma”, despistou. Ele lembra que a Fiat já anunciou que pretende ter um centro logístico e uma central de distribuição em Suape, mesmo tendo optado por instalar seu complexo fabril em Goiana, na Mata Norte.
A Volkswagen mira Suape desde 2008, quando em abril daquele ano um diretor da empresa esteve no Recife e anunciou que a montadora alemã estava estudando a instalação de uma central de distribuição em Pernambuco, para atender ao Norte/Nordeste. Na época, o empreendimento estava orçado em R$ 12 milhões.
Frederico Amâncio afirma que Suape está estruturando um grande pátio de veículos, na retroárea do Cais 4. O local deverá ser cercado, pavimentado e alfandegado, uma vez que as operações envolvem importação e exportação de veículos. “Nesse pátio poderemos operar com veículos de várias montadoras e talvez nem precisemos fazer licitação, pois a Tegma já tem contrato conosco”, disse.
O CD da GM, o único em operação atualmente em Suape, foi inaugurado em maio de 2010. O pátio, de 37 mil metros quadrados, tem capacidade para movimentar até 25 mil unidades por ano. Daqui, a GM distribui seus veículos para 49 concessionárias em 14 estados do Norte e Nordeste.
Por enquanto, a operação da GM envolve apenas os veículos importados de Rosário (Argentina). Ainda este ano, devem começar a chegar os modelos Captiva, do México, e o Ômega, produzido na Austrália. Também há expectativa de importação do Malibu (Estados Unidos) e do Camaro (Canadá).
A operação da central da GM envolve atividades como atracação dos navios, inspeção, transferência dos carros do navio para o pátio, armazenamento, preparação dos veículos e carregamento, que é o embarque nas carretas. Esse trabalho envolve a mão de obra direta de 45 pessoas e mais cerca de 200 empregos indiretos a cada desembarque.
Suape possui hoje 140 empresas implantadas e em implantação. São pelo menos 60 mil pessoas trabalhando no local. O estado negocia com outras 24 companhias, entre fabricantes de pás eólicas, fábricas de pneus, empresas do ramo alimentício. São projetos da ordem de R$ 10 bilhões, com potencial de gerar 8.860 empregos.
Por Micheline Batista, do Diario de Pernambuco
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
14/09/2011 | 07h30 | Montadora
14/09/2011 | 07h30 | Montadora
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